Se é mulher, leia com atenção algumas das recomendações de médicos especialistas. Se é homem, não deixe de estar atento pois este artigo também o pode ajudar a compreender melhor a sua companheira de todos os dias.
A Dra. Maria do Céu Santo, ginecologista e membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Andrologia conhece bem os problemas que as suas utentes enfrentam no seu dia a dia.
“A mulher tem a necessidade de sentir desejada e uma relação ao longo dos anos diminui esse desejo, o que acontece normalmente ao fim de quatro anos de coabitação. O desejo passa a diminuir pela rotina, pela vida que todos nós fazemos hoje em dia”.
Para evitar que ao fim de quatro anos de vida em comum, a sua vida se transforme numa rotina total, pode sempre puxar pela imaginação e ter cuidado com a sua imagem, nunca esquecendo de agradar o seu companheiro: “As mulheres devem ser educadas sexualmente.
Quando estamos apaixonadas, arranjamo-nos desde a ponta do pé à ponta do cabelo. Depois arranjamo-nos para ir para o trabalho, mas quando chegamos a casa calçamos uns chinelos e vestimos uma camisola que não serve para ir para a rua… Ao fim de semana, estamos em casa sozinhas com o parceiro e não o seduzimos, o que já não acontece se vier um casal amigo jantar a casa… Aí as pessoas voltam a arranjar-se”. A imagem é fundamental tanto para as mulheres como para os homens. Os homens acabam por se desleixar e não fazem a barba ao fim de semana”, afirma a ginecologista.
Quando a rotina se transforma em problema…
Este esclarecimento tão simples e com a qual muitos de nós se identificará pode ser a explicação para muitos dos problemas sexuais e de relacionamento entre os casais. Em situações mais graves, pode ser necessária ajuda de um terapeuta sexual. É isso que nos explica a Dra. Lara Alves, psicóloga clínica: “O terapeuta respeita os tabus que o doente tenha e as ansiedades que estes lhe possam trazer pois, reduzir a ansiedade face ao sexo, a diminuição da culpa, da vergonha e do embaraço é uma das metas do tratamento.
O terapeuta sexual pretende, portanto, promover estas emoções, de início desagradáveis e mal direccionadas, e substitui-las por emoções de prazer, calma e excitação sexual, permitindo que o comportamento sexual floresça”.
No entanto, desengane-se se pensa que só a nível psicológico se pode alterar comportamentos. A higiene íntima também é fundamental para uma melhor saúde da mulher, o que fará com que sinta melhor consigo própria.
A ginecologista Dra. Maria do Céu Santo dá uma ajuda neste campo. “A dor na relação sexual, muitas vezes, é por ausência de lubrificação. É necessário educar as mulheres nesta área. Temos já muita coisa para oferecer às mulheres, desde as terapêuticas de substituição na menopausa e há que ensinar as mulheres a fazerem cosmética vaginal como fazem para a cara…
A mulher limpa a cara e depois põe um creme. A vulva à entrada na vagina é pele e, muitas vezes, as mulheres lavam com sabão. Se eu lavar a cara com sabonete, a pele fica seca. Uma grande percentagem das mulheres tem dores única e exclusivamente por secura vaginal. Se a pessoa puser um pouco de lubrificante ou um pouco de saliva com a mão já ajuda ao problema.
Existem muitas terapêuticas actualmente que melhoram a qualidade da sexualidade”. Por outro lado, os homens têm de investir no poder de sedução, já que as mulheres costumam queixar-se de não se sentirem desejadas. A ginecologista entrevistada pelo Jornal do Centro de Saúde fundamenta: “Eu costumo dizer que as mulheres devem ter a iniciativa e não devem esperar que sejam os homens a querer fazer amor. O facto delas terem a iniciativa aumenta-lhes o desejo. E fazer amor não deve ser a última coisa a fazer no dia.
De manhã, frequentemente, o homem tem o seu desejo aumentado e é mais fácil fazer amor porque ambos estão menos cansados. Podem também fazer amor antes de jantar… Não pode ser a última coisa ao fim do dia”. Aproveite estes conselhos para investir em si e melhorar a sua vida conjugal.
9 Dicas para melhorar a sua vida sexual
» Fale abertamente sobre sexo à (o) sua companheira (o). Muitos são aqueles que nunca falaram francamente sobre sexo e consideram extremamente embaraçoso discutir pormenores íntimos da sua vida sexual. Dispa-se de tabus!
» Não esconda, nem se encha de culpa, por ter realizado ou gostar de certos comportamentos sexuais que considera menos próprios.
» Não tenha medo da intimidade.
» Tente relaxar e tirar todas as preocupações da cabeça quando está com o(a) seu (sua) companheiro(a).
» Veja o sexo como algo divertido e não imposto.
» Não tenha medo de experimentar. Aprenda com o seu corpo e com o corpo do outro. É importante saber como reage à estimulação sexual, quais as partes do seu corpo que lhe dão mais prazer para mostrar ao seu par. Tal como ninguém nasce ensinado a andar, também ninguém nasce a saber fazer sexo. Aprenda por tentativa e erro.
» Utilize a sua imaginação.
» Disponha de tempo para si e para o casal!
» Poupe tempo, energia e dinheiro e marque consulta num especialista.
Dra. Lara Alves, psicóloga clínica
Jornal do Centro de Saúde
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