Bullying é um termo introduzido por Dan Olweus quando pesquisava sobre tendências suicidas em jovens adolescentes. As suas investigações levaram-no a concluir que a maioria dos jovens que cometiam estes actos, tinham sofrido algum tipo de ameaça.
É um Sub tipo de violência escolar; traduz-se num conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, levados a cabo por um ou mais alunos contra outro. Manifesta-se através de insultos, piadas, gozações, apelidos cruéis, ridicularizações, entre outros.
É uma forma de pressão social que acarreta muitos traumas na vida dos alunos que diariamente convivem com esta realidade, fazendo com que, muitas das vezes, condicionem o seu quotidiano às solicitações dos agressores.
Na maioria dos casos há um comprometimento por parte das vítimas como forma de evitar novas retaliações, conduzindo assim, a situações anómalas, já que a obrigatoriedade do silêncio faz com que a maioria dos comportamentos sejam evidenciados pelos efeitos dos danos desta pressão no rendimento escolar, por sintomatologia psicossomática, por fobia escolar, depressão.
Na dinâmica Bullying alguém sofre de maneira directa as consequências da agressividade dos outros – a vítima. Este tipo de violência difere de outros devido à sua forma; é um comportamento agressivo intencional, repetitivo e evoca um desequilíbrio de poder (entre vítima e agressor) que se vai agravando com o passar do tempo e mediante a repetição dos actos.
É mediante estes acontecimentos que quem é continuamente agredido faz uma leitura pessimista da sua capacidade para lidar com a situação, levando a que se favoreça a sensação de perca de controlo sobre a sua própria trajectória de vida e liberdade.
Sinais de alarme
Como sei que o meu filho está a ser vítima de maus-tratos psicológicos?
Sempre que notar alterações no humor do seu filho, abatimento físico e psicológico, sem paciência para nada, mais alheado da família do que de costume, mais introspectivo, com piores resultados na escola, com queixas físicas permanentes (dor de cabeça, de estômago, fadiga), irritabilidade extrema, inércia. Se bem que muitos destes sintomas possam ser confundidos com a adolescência, é necessária uma atenção redobrada…
Sinais de alerta da violência infantil
Ira intensa
Ataques de fúria
Irritabilidade extrema
Frustrar-se com frequência
Impulsividade
Auto-agressão
Poucos amigos
Dificuldade para prestar atenção
Inquietude física
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Estratégias Educativas
Estratégias educativas para evitar o aparecimento, ou ajudar a controlar condutas agressivas:
Estabelecer limites claros
Definir quem é a autoridade – Autoridade vem do latim Auctorias que significa aumentar, fazer crescer, acrescentar. Se a autoridade for exercida com este significado estaremos a contribuir para garantir a segurança das crianças/alunos e a trabalhar no favorecimento da sua auto-estima.
É necessário reflectir para que serve a autoridade
Corrigir
Reforçar
Sancionar (mas de forma adequada – para que um castigo seja eficaz, deve ser pontual, e não frequente e proporcional à conduta, devendo cumprir-se necessariamente. Não deve ser contradito pelo outro cônjuge.
Manter um adequado nível de coerência entre os pais
É importante que haja uma concordância entre a disciplina da casa e da escola
É importante responsabilizar as crianças para os seus actos
Ensinar estratégias alternativas de resolução de conflitos
Trabalhar no sentido da aceitação da frustração
Perguntas & respostas
E quando acho que já não é possível sair daqui?
Por vezes é-nos difícil perceber a forma como poderemos fazer frente aos outros e sentirmo-nos bem, mas essa é uma capacidade que todos nós temos e que, por algum motivo; nalgum momento, foi-nos retirada. É então necessário trabalhar na sua reposição…
É importante que procures ajuda especializada, que fales com os pais familiares mais próximo e que em conjunto trabalhem formas de minimizar os efeitos sentidos.
Serei vítima, agressor ou simplesmente espectador?
Por vezes poderemos ser de tudo um pouco. Há alturas em que deixamos que os outros incomodem os que estão à nossa volta sem sequer intervirmos, mas há alturas outras em que somos nós mesmo alvo de tais insultos, gozações, humilhações… o efeito produzido/causado desencadeia em nós uma imensa zanga, que nalguns casos provoca a saída de uma situação de vítima para uma de agressor. Mas ambas as posturas evidenciam dificuldades na gestão dos próprios conflitos internos, que merecem uma atenção especializada…
Não sei o que fazer, pois não me largam na escola!
Quando sentes que estás encurralado, quando achas que nada resulta, que mesmo com as tuas tentativas de auto-defesa te sintas impotente, não desistas. Estás no bom caminho, apenas precisarás de algum tipo de ajuda para te fazer ver que ainda possuis capacidade para te defender e que conseguirás argumentar contra os demais. Por vezes, como nos sentimos sozinhos é mais difícil conseguirmos dar a volta à situação, mas será que estás realmente sozinho? Procura à tua volta em quem poderás confiar e de alguma forma sentir-te-ás melhor, pensa também na hipótese de partilhar alguma das coisas com os teus familiares. Fazer parte de um grupo onde somos constantemente humilhados não é fazer parte de um grupo. De certeza que existem outro tipo de amigos, ou então terás de fazer valer a sua posição, só assim ganharás respeito e auto-confiança…
Tenho tanta raiva que às vezes só me apetece gritar!
Por vezes estas coisas da nossa vida são tão complicada e à nossa volta ninguém nos entende que acabamos por não confiar em ninguém e não nos mostrar na realidade para ninguém. Mas também não podemos mostrar a nossa fraqueza, assim assumimos uma relação pelo poder, em que mandamos nos outros, humilhamo-los e fazemo-los sentir que estão sob a nossa alçada, só assim conseguiremos assumir algum papel de destaque e sentirmo-nos bem. Mas essa sensação é complexa e envolve tantas outras coisas que às vezes nem queremos pensar porque se faz, pois é penoso demais para nós…
Eventos
Congresso de Criminologia
Rapto de crianças e violência em debate
19/05/2009 09.35H
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Workshop “Bullying – Estratégias de Intervenção”
ANAE
Caldas da Rainha 8 e 9 Maio
Bullying – Violência entre Pares
O grupo de teatro ACTA estreia dia 02 de Fevereiro, em Tavira, um peça sobre “Bullying” que correrá várias cidades algarvias até Junho.
Sexta-feira 13 de Fevereiro 2009 pelas 21h30
Auditório edifício paços do concelho – Torres Vedras
Portal Bullying
www.portalbullying.com.pt