O emprego consome todo o seu tempo e acabou com a sua vida pessoal? Cuidado, pois pode ter um problema. Será viciado em trabalho?
“Vício respeitável”. É esta a designação que o médico e investigador norte-americano Sid Kirchheimer dá ao workaholism, considerando-o tão perigoso como qualquer outro, visto que afecta cada vez mais pessoas em todo o mundo. É esse o maior problema da patologia.
Apesar de grande parte dos clínicos reconhecê-la como uma doença, a sociedade continua a preferir camuflar a questão e considerar estas pessoas apenas muito empenhadas nas suas profissões.
“Um excesso é sempre uma patologia”, explica Rute Melim ao Saúde Semanário.
A psicóloga acredita que na maior parte dos casos “há uma tendência para compensar a afectividade pelo emprego”.
Trabalhador empenhado ou viciado em trabalho?
“O workaholism é um vício, um comportamento obsessivo e compulsivo e não tem nada a ver com ser empenhado ou trabalhar muitas horas seguidas”, revela Bryan Robinson, investigador e autor de vários livros sobre o problema, ao jornal Web MD. Rute Melim partilha da mesma opinião e diz mesmo que são “pessoas de caris egocêntrico e independente, cuja organização de pensamento gira à volta do trabalho”.
Estes indivíduos não se coíbem, portanto, de perder jogos dos filhos, festas da escola e momentos familiares importantes. Tudo em prol do trabalho.
“São pessoas inteligentes, com vontade de aprender sempre mais, e com uma tendência para o isolamento”, comenta a psicóloga.
E acrescenta: “as suas capacidades extra fomentam o isolamento desde a mais tenra infância e são perfeccionistas toda a vida”.
Adrenalina fala mais alto
O que move estas pessoas? “A mesma adrenalina que move os desportistas”, responde a psicóloga. “Um corredor corre primeiro por gosto, depois por necessidade e no fim por que o convenceram de que é muito bom naquela actividade”, sustenta.
Muitas investigações mostram que o problema começa mesmo na infância. “Muitos são filhos de Workaholics”, avança Bryan Robison. Rute Melim também chama a atenção para a infância e diz que os pais devem estar alerta. “A dada altura da vida, as suas características são vistas como boas e os pais ficam maravilhados perante a inteligência e capacidades dos filhos”, conta.
Não assumem problema
Na maior parte dos casos, a situação familiar dos workaholics torna-se insustentável. “Não é fácil viver com uma pessoa assim”, revela Rute Melim e sublinha que os viciados em trabalho são pessoas que vêem os outros como peças para atingirem os seus meios”.
Mas não se pense que estes doentes perdem apenas a sua vida pessoal e familiar. “Normalmente nunca acabam bem a sua actividade profissional, enterram-se nos seus interesses e chegam a reagira de forma agressiva com os outros”, explica a especialista.
Tratando-se de um caso patológico, o melhor é procurar ajuda, mas isto raramente acontece. “ Os doentes sentem-se bem e são pessoas tão racionais que arranjam sempre justificações para o seu comportamento”, teoriza a psicóloga e conclui “trata-se de uma forma de fuga à realidade”.
Sabia que?
Nos EUA existe uma associação de apoio a estes doentes chamada Workaholics Anonymous (WA), que funciona de forma semelhante aos Alcoólicos Anónimos
Estes indivíduos não se coíbem de perder jogos dos filhos, festas da escola e momentos familiares importantes. Tudo em prol do trabalho.
“Os familiares devem incentivar dependentes do trabalho a estarem nos almoços de família e a praticarem desporto” (Rute Melim)
Teste
É viciado em trabalho? Responda sim ou não e descubra.
1. Entusiasma-se mais com seu trabalho que com qualquer outra coisa?
2. Trabalha ou lê durante as refeições?
3. Deixa de almoçar regularmente para trabalhar?
4. O seu trabalho interfere no seu tempo livre?
5. Tem dificuldades em delegar tarefas a outras pessoas?
6. Costuma cancelar eventos familiares e sociais para cumprir prazos determinados por si próprio?
7. Desistiu de algum de seus hobbies por causa do trabalho?
Maioria respostas sim: Perigo! Reduza suas horas de trabalho, pois há mais vida fora do escritório. O ideal mesmo é que você se desligue por uns dias e faça algo para o bem do seu corpo emente.
Equilíbrio respostas sim e não: Cuidado! Não está na hora de tirar aquelas férias que a família tanto pede? Se não for possível faça exercício.
Maioria respostas não: Consegue um bom equilíbrio entre a ambição e hábitos saudáveis. Bom para a sua saúde e para a carreira também.
“Vício respeitável”. É esta a designação que o médico e investigador norte-americano Sid Kirchheimer dá ao workaholism, considerando-o tão perigoso como qualquer outro, visto que afecta cada vez mais pessoas em todo o mundo. É esse o maior problema da patologia.
Apesar de grande parte dos clínicos reconhecê-la como uma doença, a sociedade continua a preferir camuflar a questão e considerar estas pessoas apenas muito empenhadas nas suas profissões.
“Um excesso é sempre uma patologia”, explica Rute Melim ao Saúde Semanário.
A psicóloga acredita que na maior parte dos casos “há uma tendência para compensar a afectividade pelo emprego”.
Trabalhador empenhado ou viciado em trabalho?
“O workaholism é um vício, um comportamento obsessivo e compulsivo e não tem nada a ver com ser empenhado ou trabalhar muitas horas seguidas”, revela Bryan Robinson, investigador e autor de vários livros sobre o problema, ao jornal Web MD. Rute Melim partilha da mesma opinião e diz mesmo que são “pessoas de caris egocêntrico e independente, cuja organização de pensamento gira à volta do trabalho”.
Estes indivíduos não se coíbem, portanto, de perder jogos dos filhos, festas da escola e momentos familiares importantes. Tudo em prol do trabalho.
“São pessoas inteligentes, com vontade de aprender sempre mais, e com uma tendência para o isolamento”, comenta a psicóloga.
E acrescenta: “as suas capacidades extra fomentam o isolamento desde a mais tenra infância e são perfeccionistas toda a vida”.
Adrenalina fala mais alto
O que move estas pessoas? “A mesma adrenalina que move os desportistas”, responde a psicóloga. “Um corredor corre primeiro por gosto, depois por necessidade e no fim por que o convenceram de que é muito bom naquela actividade”, sustenta.
Muitas investigações mostram que o problema começa mesmo na infância. “Muitos são filhos de Workaholics”, avança Bryan Robison. Rute Melim também chama a atenção para a infância e diz que os pais devem estar alerta. “A dada altura da vida, as suas características são vistas como boas e os pais ficam maravilhados perante a inteligência e capacidades dos filhos”, conta.
Não assumem problema
Na maior parte dos casos, a situação familiar dos workaholics torna-se insustentável. “Não é fácil viver com uma pessoa assim”, revela Rute Melim e sublinha que os viciados em trabalho são pessoas que vêem os outros como peças para atingirem os seus meios”.
Mas não se pense que estes doentes perdem apenas a sua vida pessoal e familiar. “Normalmente nunca acabam bem a sua actividade profissional, enterram-se nos seus interesses e chegam a reagira de forma agressiva com os outros”, explica a especialista.
Tratando-se de um caso patológico, o melhor é procurar ajuda, mas isto raramente acontece. “ Os doentes sentem-se bem e são pessoas tão racionais que arranjam sempre justificações para o seu comportamento”, teoriza a psicóloga e conclui “trata-se de uma forma de fuga à realidade”.
Sabia que?
Nos EUA existe uma associação de apoio a estes doentes chamada Workaholics Anonymous (WA), que funciona de forma semelhante aos Alcoólicos Anónimos
Estes indivíduos não se coíbem de perder jogos dos filhos, festas da escola e momentos familiares importantes. Tudo em prol do trabalho.
“Os familiares devem incentivar dependentes do trabalho a estarem nos almoços de família e a praticarem desporto” (Rute Melim)
Teste
É viciado em trabalho? Responda sim ou não e descubra.
1. Entusiasma-se mais com seu trabalho que com qualquer outra coisa?
2. Trabalha ou lê durante as refeições?
3. Deixa de almoçar regularmente para trabalhar?
4. O seu trabalho interfere no seu tempo livre?
5. Tem dificuldades em delegar tarefas a outras pessoas?
6. Costuma cancelar eventos familiares e sociais para cumprir prazos determinados por si próprio?
7. Desistiu de algum de seus hobbies por causa do trabalho?
Maioria respostas sim: Perigo! Reduza suas horas de trabalho, pois há mais vida fora do escritório. O ideal mesmo é que você se desligue por uns dias e faça algo para o bem do seu corpo emente.
Equilíbrio respostas sim e não: Cuidado! Não está na hora de tirar aquelas férias que a família tanto pede? Se não for possível faça exercício.
Maioria respostas não: Consegue um bom equilíbrio entre a ambição e hábitos saudáveis. Bom para a sua saúde e para a carreira também.