Mesmo sendo para a vida, é possível viver com lúpus e com qualidade! Há para isso cuidados que ajudam a controlar a doença.
Compreender o lúpus…
O organismo possui uma rede de defesas contra as ameaças do exterior. Mas, por vezes, desenvolve como que uma reacção contra si próprio: é o que acontece no lúpus.
Qualquer órgão ou sistema do organismo pode ser afectado, mas há diferenças. Os dois tipos de lúpus mais frequentes caracterizam-se por:
• Lúpus eritematoso sistémico – mais comum e mais grave, pode afectar qualquer órgão;
• Lúpus discóide – restringe-se à pele e provoca erupções, com uma forma de borboleta na face, pescoço, couro cabeludo e orelhas.
Não há dois casos de lúpus iguais
O lúpus é uma doença que se manifesta de diferentes formas, e por isso nem sempre muito fácil de identificar:
• Os sintomas dependem do órgão afectado;
• Variam de doente para doente, e até num mesmo doente, em diferentes alturas;
• As fases de agravamento da doença podem ser súbitas ou desenvolver-se lentamente;
• Os sintomas podem ser ligeiros ou intensos; temporários ou permanentes.
O mais importante é, quando os sintomas surgem, consultar o médico.
Sinais e Sintomas
» Cansaço;
» Perda de apetite;
» Manchas vermelhas na face, pescoço ou braços;
» Sensibilidade à luz;
» Perda de cabelo;
» Úlceras na boca e nariz;
» Dor nas articulações;
» Mudança de cor nas extremidades (dedos das mãos ou pés)
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Controlar o lúpus
Esta é uma doença imprevisível: episódios de crise, em que os sintomas estão mais activos, alternam com períodos de adormecimento.
Há factores que fazem “acordar” o lúpus e que importa conhecer para controlar: exposição ao sol, stresse, cansaço, infecções e gravidez que deve ser planeada.
O tratamento também varia e é definido em função da idade, dos sintomas e do estado geral de saúde, tendo como objectivo o alívio dos sintomas. Assim, são utilizados medicamentos que ajudam a combater a inflamação, a atenuar a dor e a fadiga, bem como a prevenir e diminuir a intensidade das crises.
Para viver melhor
Consulte o médico com regularidade – como a doença é inconstante, há que vigiar a sua evolução, de modo a evitar complicações e prevenir os surtos;
Respeite o tratamento – tomar os medicamentos na dose e nos horários certos permite estabilizar os sintomas;
Evite a exposição ao sol e use protector nas actividades ao ar livre – o sol contribui para desencadear as crises, bem como para agravar as lesões na pele;
Diminua o stresse e repouse – a ansiedade e a fadiga acentuam os sintomas, sobretudo nas fases mais activas;
Faça uma alimentação saudável e pratique uma actividade física – contribuem para um bom estado de saúde geral, prevenindo a fadiga, a fraqueza muscular, a dor e a rigidez articular;
Vigie os sintomas de dor e fadiga – esteja atento a eventuais sinais de reactivação da doença;
Estabeleça metas realistas para o dia-a-dia – assim minimiza o risco de frustração e fadiga;
Partilhe as suas preocupações – falar com a família, com os amigos, com o médico, o farmacêutico ou outros profissionais de saúde ajuda;
Procure apoio na troca de experiências com outros doentes para conhecer o lúpus e viver melhor: contacte a Associação Portuguesa de Doentes com Lúpus.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
www.anf.pt