“Uma mulher que esteja a fazer contracepção deve ir, pelo menos uma vez por ano, a uma consulta de planeamento familiar para ver se tudo está bem”. Quem defende esta ideia é Duarte Vilar, sociólogo e director executivo da Associação para o Planeamento da Família (APF). Leia a entrevista que concedeu ao Jornal do Centro de Saúde e siga algumas das importantes recomendações para uma vida sexual e reprodutiva mais saudável.
Que conselhos importantes dá aos leitores de forma a promover o planeamento familiar?
Não corram situações de risco devido ao não uso, ou ao mau uso, de métodos contraceptivos. A sexualidade é uma componente positiva dos nossos corpos, das nossas vidas e das nossas relações. Mas também envolve riscos, nomeadamente de gravidezes não desejadas e das infecções sexualmente transmitidas. O uso de contraceptivos eficazes e da protecção dupla – (preservativo e outros métodos) é a única forma de evitar estes problemas.
Por outro lado, é também necessário que haja um acompanhamento médico regular. Uma mulher que esteja a fazer contracepção deve ir pelo menos uma vez por ano a uma consulta de planeamento familiar para ver se tudo está bem, não só do ponto de vista da contracepção que está a usar, mas também de outros aspectos da sua saúde reprodutiva.
Porque é que existem tantas gravidezes indesejadas?
Não se sabe ao certo quantas gravidezes não desejadas acontecem. Não há dados nestes aspectos. Mas estas situações devem-se ao não uso de contraceptivos, ao mau uso de contraceptivos, ao uso de formas de contracepção inseguras, e a falhas técnicas dos próprios métodos contraceptivos.
Costumo dizer que nem os contraceptivos nem as pessoas são cem por cento seguras! Por isso também a importância das pessoas estarem informadas sobre a contracepção de emergência (a mais conhecida é a chamada pílula do dia seguinte) porque se acharem que correram uma situação de risco podem ainda agir e evitar o pior. Têm 72 horas para agir.
Considera que as mulheres têm receio de frequentar consultas de planeamento familiar ou são despreocupadas a este nível?
Felizmente as mulheres encaram hoje com muita naturalidade este tipo de consultas. No entanto, há muitas mulheres que se automedicam e há outras que só vão ao médico quando têm problemas. São maus hábitos de saúde que todos nós temos e que temos de alterar.
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Sexualidade em Linha: 808222003
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