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Viajante prevenido…

Viajante prevenido é aquele que se informa sobre os riscos do destino que escolheu e os previne, antes da viagem e durante as férias. Porque dos insectos que transmitem doenças às deficientes condições sanitárias são várias as ameaças à saúde.

As viagens para os chamados destinos exóticos são apelativas em qualquer altura do ano. São até cada vez mais frequentes nos meses em que, por cá, as temperaturas descem, fazendo apetecer uns dias de calor e praia. Mas a verdade é que a maioria dos portugueses, sobretudo os que têm filhos em idade escolar, reserva as férias para o Verão: e nesta altura países como os das Caraíbas, o Brasil e Cabo Verde continuam a ser mais procurados, talvez não tanto pelo sol, mas pelo que de exótico e diferente têm para oferecer.

E nesses destinos espreitam alguns riscos associados às diferenças de clima e, sobretudo, às deficientes condições higieno-sanitárias, propícias ao desenvolvimento de diversas doenças, algumas delas potencialmente fatais. A mais comum é mesmo conhecida como diarreia do viajante, de tal modo prolifera entre os turistas.

Perante as ameaças para a saúde, o melhor é prevenir. É preciso estar preparado para enfrentar, mas sobretudo evitar, acidentes em países que não conhecemos, com um meio

ambiente e social muito próprio, com hábitos e costumes diferentes dos nossos, com outros níveis de cuidados de saúde. É que, num cenário do dia-a-dia, sabemos como reagir a um acidente, sabemos que existe uma farmácia, um centro de saúde ou um hospital onde nos prestarão socorro. Mas, longe de casa, o socorro pode não ser assim tão acessível.

Daí a importância de minimizar os riscos.

Como? Marcando, com a devida antecedência, uma consulta do viajante, disponível, nomeadamente, na zona da Grande Lisboa e do Grande Porto. Aí encontram-se especialistas que, de acordo com o destino programado, orientam o turista da melhor forma, quer transmitindo a informação necessária, quer recomendando a realização de determinados testes de saúde e – isto é essencial – administrando as vacinas que poderão marcar a diferença entre o sonho e o pesadelo.

É importante que o médico saiba para onde vai, em que altura do ano, como vai, onde vai ficar, o que pretende fazer. É importante também que saiba se sofre de alguma doença, quais as suas doenças anteriores, se toma medicamentos, se tem alergias, se tem as vacinas em dia. Com estes dados, na consulta do viajante é possível estabelecer um duplo perfil: o do turista e o do destino.

Aí receberá informações precisas e preciosas sobre o clima do local de férias, sobre as condições higieno-sanitárias, sobre as doenças mais frequentes, o modo como se transmitem, como se previnem e como se tratam. Certos grupos específicos – idosos, grávidas, diabéticos ou cardíacos – receberão recomendações adicionais. Desta consulta, o viajante pode também esperar aconselhamento sobre aspectos tão distintos como o modo de lidar com as fobias (o medo de voar é muito frequente), os enjoos, o chamado “jet lag” (devido aos fusos horários) ou a síndrome da classe turística (mal-estar associado à escassez de espaço nos aviões e às muitas horas que se passam sentadas). E ficará ainda a saber se é ou não aconselhável fazer um seguro de viagem, bem como se existe alguma representação diplomática portuguesa no destino escolhido para as férias.

[Continua na página seguinte]

Doenças à espreita

São dados preciosos para umas férias em segurança. E com saúde. Com este mesmo objectivo, pode ser necessária vacinação contra doenças especificas, como a malária ou a febre amarela. Porque nos países tropicais – da América, da Ásia ou de África – o perigo espreita sob a forma de um mosquito, de água contaminada ou de alimentos crus mal lavados.

Vejamos quais são as principais doenças tropicais, assim chamadas por serem frequentes nos destinos mais exóticos mas que podem também declarar-se noutras latitudes:

• Malária – É a mais conhecida e porventura a mais temida de todas. Uma picada de mosquito é quanto basta para o parasita que causa a doença se infiltrar no sangue. Febre alta, suores e calafrios são os principais sintomas. É potencialmente fatal e endémica em muitos dos países que fazem as delícias dos turistas europeus.

• Febre amarela – É também transmitida por mosquitos e também se manifesta através de febre muito alta e repentina; suores e vómitos são outros s i n t o – m a s frequentes. É a única doença para a qual é exigido um certificado de vacinação internacional, que se obtém na consulta do viajante.

• Cólera – É uma infecção intestinal transmitida por um micro-organismo existente em água contaminada. Vómitos, diarreia e desidratação são as suas principais manifestações.

• Febre tifóide – Água e alimentos contaminados são os veículos desta doença transmitida por uma bactéria e que se manifesta por febre elevada, suores, calafrios, dores abdominais e nauseas.

• Hepatite A – É a ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes que abre a porta a esta doença, entre cujos sintomas se incluem cansaço generalizado, dores de cabeça e abdominais, urina escurecida e pele amarelada.

• Hepatite B – O contágio faz-se através dos fluidos corporais – sangue, saliva ou sémen. É uma doença sexualmente transmissível denunciada por um mal-estar geral, por perda de apetite e alterações na coloração da urina e da pele.

 

Pela boca…

A mais comum das doenças que afectam os turistas nestes destinos é a chamada diarreia do viajante. Na sua origem está a ingestão de água ou alimentos contaminados. E é fácil: basta pensar como, em dias de calor, apetece um copo de água gelada ou uma peça de fruta bem fresquinha… Ou como uma noite amena à beira-mar convida a uma bebida abundante em gelo…

Só que à boleia do copo de água, da fruta apetitosa e dos cubos de gelo podem viajar micro-organismos lesivos para a saúde. No mínimo, causam diarreia, mas há outras doenças a que podem abrir caminho.

[Continua na página seguinte]

Há, pois, que prevenir, o que passa pela adopção de alguns cuidados básicos. Desde logo o de só beber água engarrafada, fervida ou tratada com cloreto (filtrá-la não é suficiente).

E só com esta água se devem fazer cubos de gelo, café ou chá. A fruta deve ser comida, de preferência, sem casca e a salada lavada apenas com água engarrafada ou purificada.

Os alimentos devem ser cozinhados a mais de 60ºC e nunca ficar à temperatura ambiente por mais de quatro horas. O ideal é mantê-los no frio abaixo dos 10ºC. O leite deve ser fervido e bebido logo após a fervura, assim que atinja uma temperatura adequada. Peixe e marisco, por mais apetecíveis, devem ser consumidos apenas bem cozinhados.

E, por mais atractivos que sejam os petiscos vendidos na rua, o melhor é resistir-lhes, pois as condições em que são mantidos são muito precárias – basta pensar que podem estar ao sol por horas e horas…

Ter atenção ao que se come e bebe é fundamental para prevenir problemas que podem estragar as férias. A este cuidado há que juntar uma higiene rigorosa, lavando as mãos sempre antes e depois de manusear alimentos e, claro, depois de uma ida à casa-de-banho.

De uma forma geral, os principais destinos não europeus eleitos para as férias estão associados a algumas ameaças para a saúde. Mas o grau de risco depende do país e da maior ou menor vulnerabilidade do viajante. Mas é sempre melhor não facilitar e jogar pelo seguro: para ir e voltar com saúde.

 

A saúde na bagagem

Quer se viaje dentro do país, quer se procure o descanso além-fronteiras, as férias devem ser, sempre, sinónimo de saúde. Por isso, é indispensável incluir na bagagem um “kit” de farmácia, com produtos básicos que permitirão responder rapidamente a uma daquelas pequenas emergências estivais ou enfrentar em segurança algumas das ameaças à saúde que espreitam, por exemplo, nos países tropicais.

Assim, deve ser equacionada uma multiplicidade de problemas, desde a propensão para o enjoo às vulnerabilidades dos doentes cardíacos em viagens aéreas, até à diarreia associada aos destinos mais exóticos e, quase sempre, menos desenvolvidos. Devem ainda ser tidas em conta as especificidades das crianças e dos idosos, bem como dos que sofrem de doenças crónicas (hipertensão, diabetes, patologias do foro cardíaco, por exemplo).

O ideal é reunir numa maleta “produtos” que cubram esta variedade

de situações, devendo viajar-se com medicamentos destinados a reparar o mal-estar ocasional (como dores de cabeça), mas também com os de toma habitual. Estes últimos devem ser em quantidade ligeiramente superior ao número de dias de férias, para salvaguardar eventuais extravios ou deteriorações.

[Continua na página seguinte]

E se forem de prescrição médica obrigatória devem ser acompanhados de uma receita, com a denominação comum internacional, pois pode haver necessidade de adquiri-los no país de destino.

O ideal é deixar a doença à porta das férias, mas não custa viajar prevenido. Por isso, aqui ficam algumas sugestões para compor o seu “kit” de farmácia:

• Medicamentos de toma habitual;

• Um anti-diarreico e um laxante;

• Medicamentos para as náuseas e vómitos;

• Um antipirético e um analgésico;

• Protector solar;

• Um creme calmante contra as irritações e queimaduras solares;

• Repelente de insectos e uma loção calmante ou pomada com anti-histamínico para alívio das picadas;

• Acessórios associados à pequena sinistralidade (sobretudo se os miúdos também viajarem) – gaze, água oxigenada, tintura de iodo, pensos, ligaduras e uma tesoura;

• Um termómetro.

Um “kit” de farmácia pode revelar-se um companheiro de férias indispensável. Aconselhe-se com o seu farmacêutico antes de viajar.

 

Sexo sempre seguro

Uma das tentações de férias pode aparecer sob a forma de atracção física. Se isso acontecer, é fundamental jogar pelo seguro, mantendo longe as doenças sexualmente transmissíveis. A sida é a principal delas, mas não está só: contactos sexuais ocasionais, com múltiplos parceiros e sem protecção podem favorecer a transmissão da hepatite B e C, da sífilis, da clamídia e da gonorreia, bem como do herpes genital.

Para prevenir, o método mais seguro é o preservativo, a usar sempre nas relações sexuais. E, como tal, a incluir na bagagem.

 

Contra os insectos

Os insectos são um dos principais veículos de doenças nos destinos tropicais, pelo que é fundamental mantê-los o mais à distância possível. O que passa pela prevenção antes de viajar, nomeadamente fazendo profilaxia da malária (através da toma de comprimidos) ou da febre amarela (vacinando-se), mas também pela prevenção durante as férias.

Há algumas regras úteis: evitar os locais infestados, vestir roupas protectoras (que cubram braços e pernas, com tons neutros e não muito largas), manter portas e janelas fechadas, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer (alturas do dia em que os mosquitos estão mais activos), e colocar um mosquiteiro sobre a cama.

Prevenir é também sinónimo de repelente. Mas é preciso usá-lo em segurança, desde logo fazendo uma escolha correcta – para tal procure na embalagem o símbolo que indica que foi autorizado pela Direcção-Geral de Saúde. No momento de aplicar, há que respeitar algumas regras, por exemplo, não aplicando sobre pele irritada, evitando o contacto com olhos e boca e lavando as mãos após cada aplicação. Nas crianças, devem ser os adultos a aplicar o repelente, não obstante existirem embalagens do tipo roll-on. É que há sempre o perigo de contacto directo das mãos e, delas, com a boca ou os olhos.

As viagens para os chamados destinos exóticos são apelativas em qualquer altura do ano. São até cada vez mais frequentes nos meses em que, por cá, as temperaturas descem, fazendo apetecer uns dias de calor e praia. Mas a verdade é que a maioria dos portugueses, sobretudo os que têm filhos em idade escolar, reserva as férias para o Verão: e nesta altura países como os das Caraíbas, o Brasil e Cabo Verde continuam a ser mais procurados, talvez não tanto pelo sol, mas pelo que de exótico e diferente têm para oferecer.

E nesses destinos espreitam alguns riscos associados às diferenças de clima e, sobretudo, às deficientes condições higieno-sanitárias, propícias ao desenvolvimento de diversas doenças, algumas delas potencialmente fatais. A mais comum é mesmo conhecida como diarreia do viajante, de tal modo prolifera entre os turistas.

Perante as ameaças para a saúde, o melhor é prevenir. É preciso estar preparado para enfrentar, mas sobretudo evitar, acidentes em países que não conhecemos, com um meio

ambiente e social muito próprio, com hábitos e costumes diferentes dos nossos, com outros níveis de cuidados de saúde. É que, num cenário do dia-a-dia, sabemos como reagir a um acidente, sabemos que existe uma farmácia, um centro de saúde ou um hospital onde nos prestarão socorro. Mas, longe de casa, o socorro pode não ser assim tão acessível.

Daí a importância de minimizar os riscos.

Como? Marcando, com a devida antecedência, uma consulta do viajante, disponível, nomeadamente, na zona da Grande Lisboa e do Grande Porto. Aí encontram-se especialistas que, de acordo com o destino programado, orientam o turista da melhor forma, quer transmitindo a informação necessária, quer recomendando a realização de determinados testes de saúde e – isto é essencial – administrando as vacinas que poderão marcar a diferença entre o sonho e o pesadelo.

É importante que o médico saiba para onde vai, em que altura do ano, como vai, onde vai ficar, o que pretende fazer. É importante também que saiba se sofre de alguma doença, quais as suas doenças anteriores, se toma medicamentos, se tem alergias, se tem as vacinas em dia. Com estes dados, na consulta do viajante é possível estabelecer um duplo perfil: o do turista e o do destino.

Aí receberá informações precisas e preciosas sobre o clima do local de férias, sobre as condições higieno-sanitárias, sobre as doenças mais frequentes, o modo como se transmitem, como se previnem e como se tratam. Certos grupos específicos – idosos, grávidas, diabéticos ou cardíacos – receberão recomendações adicionais. Desta consulta, o viajante pode também esperar aconselhamento sobre aspectos tão distintos como o modo de lidar com as fobias (o medo de voar é muito frequente), os enjoos, o chamado “jet lag” (devido aos fusos horários) ou a síndrome da classe turística (mal-estar associado à escassez de espaço nos aviões e às muitas horas que se passam sentadas). E ficará ainda a saber se é ou não aconselhável fazer um seguro de viagem, bem como se existe alguma representação diplomática portuguesa no destino escolhido para as férias.

[Continua na página seguinte]

Doenças à espreita

São dados preciosos para umas férias em segurança. E com saúde. Com este mesmo objectivo, pode ser necessária vacinação contra doenças especificas, como a malária ou a febre amarela. Porque nos países tropicais – da América, da Ásia ou de África – o perigo espreita sob a forma de um mosquito, de água contaminada ou de alimentos crus mal lavados.

Vejamos quais são as principais doenças tropicais, assim chamadas por serem frequentes nos destinos mais exóticos mas que podem também declarar-se noutras latitudes:

• Malária – É a mais conhecida e porventura a mais temida de todas. Uma picada de mosquito é quanto basta para o parasita que causa a doença se infiltrar no sangue. Febre alta, suores e calafrios são os principais sintomas. É potencialmente fatal e endémica em muitos dos países que fazem as delícias dos turistas europeus.

• Febre amarela – É também transmitida por mosquitos e também se manifesta através de febre muito alta e repentina; suores e vómitos são outros s i n t o – m a s frequentes. É a única doença para a qual é exigido um certificado de vacinação internacional, que se obtém na consulta do viajante.

Cólera – É uma infecção intestinal transmitida por um micro-organismo existente em água contaminada. Vómitos, diarreia e desidratação são as suas principais manifestações.

Febre tifóide – Água e alimentos contaminados são os veículos desta doença transmitida por uma bactéria e que se manifesta por febre elevada, suores, calafrios, dores abdominais e nauseas.

Hepatite A – É a ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes que abre a porta a esta doença, entre cujos sintomas se incluem cansaço generalizado, dores de cabeça e abdominais, urina escurecida e pele amarelada.

Hepatite B – O contágio faz-se através dos fluidos corporais – sangue, saliva ou sémen. É uma doença sexualmente transmissível denunciada por um mal-estar geral, por perda de apetite e alterações na coloração da urina e da pele.

 

Pela boca…

A mais comum das doenças que afectam os turistas nestes destinos é a chamada diarreia do viajante. Na sua origem está a ingestão de água ou alimentos contaminados. E é fácil: basta pensar como, em dias de calor, apetece um copo de água gelada ou uma peça de fruta bem fresquinha… Ou como uma noite amena à beira-mar convida a uma bebida abundante em gelo…

Só que à boleia do copo de água, da fruta apetitosa e dos cubos de gelo podem viajar micro-organismos lesivos para a saúde. No mínimo, causam diarreia, mas há outras doenças a que podem abrir caminho.

[Continua na página seguinte]

Há, pois, que prevenir, o que passa pela adopção de alguns cuidados básicos. Desde logo o de só beber água engarrafada, fervida ou tratada com cloreto (filtrá-la não é suficiente).

E só com esta água se devem fazer cubos de gelo, café ou chá. A fruta deve ser comida, de preferência, sem casca e a salada lavada apenas com água engarrafada ou purificada.

Os alimentos devem ser cozinhados a mais de 60ºC e nunca ficar à temperatura ambiente por mais de quatro horas. O ideal é mantê-los no frio abaixo dos 10ºC. O leite deve ser fervido e bebido logo após a fervura, assim que atinja uma temperatura adequada. Peixe e marisco, por mais apetecíveis, devem ser consumidos apenas bem cozinhados.

E, por mais atractivos que sejam os petiscos vendidos na rua, o melhor é resistir-lhes, pois as condições em que são mantidos são muito precárias – basta pensar que podem estar ao sol por horas e horas…

Ter atenção ao que se come e bebe é fundamental para prevenir problemas que podem estragar as férias. A este cuidado há que juntar uma higiene rigorosa, lavando as mãos sempre antes e depois de manusear alimentos e, claro, depois de uma ida à casa-de-banho.

De uma forma geral, os principais destinos não europeus eleitos para as férias estão associados a algumas ameaças para a saúde. Mas o grau de risco depende do país e da maior ou menor vulnerabilidade do viajante. Mas é sempre melhor não facilitar e jogar pelo seguro: para ir e voltar com saúde.

 

A saúde na bagagem

Quer se viaje dentro do país, quer se procure o descanso além-fronteiras, as férias devem ser, sempre, sinónimo de saúde. Por isso, é indispensável incluir na bagagem um “kit” de farmácia, com produtos básicos que permitirão responder rapidamente a uma daquelas pequenas emergências estivais ou enfrentar em segurança algumas das ameaças à saúde que espreitam, por exemplo, nos países tropicais.

Assim, deve ser equacionada uma multiplicidade de problemas, desde a propensão para o enjoo às vulnerabilidades dos doentes cardíacos em viagens aéreas, até à diarreia associada aos destinos mais exóticos e, quase sempre, menos desenvolvidos. Devem ainda ser tidas em conta as especificidades das crianças e dos idosos, bem como dos que sofrem de doenças crónicas (hipertensão, diabetes, patologias do foro cardíaco, por exemplo).

O ideal é reunir numa maleta “produtos” que cubram esta variedade

de situações, devendo viajar-se com medicamentos destinados a reparar o mal-estar ocasional (como dores de cabeça), mas também com os de toma habitual. Estes últimos devem ser em quantidade ligeiramente superior ao número de dias de férias, para salvaguardar eventuais extravios ou deteriorações.

[Continua na página seguinte]

E se forem de prescrição médica obrigatória devem ser acompanhados de uma receita, com a denominação comum internacional, pois pode haver necessidade de adquiri-los no país de destino.

O ideal é deixar a doença à porta das férias, mas não custa viajar prevenido. Por isso, aqui ficam algumas sugestões para compor o seu “kit” de farmácia:

• Medicamentos de toma habitual;

• Um anti-diarreico e um laxante;

• Medicamentos para as náuseas e vómitos;

• Um antipirético e um analgésico;

• Protector solar;

• Um creme calmante contra as irritações e queimaduras solares;

• Repelente de insectos e uma loção calmante ou pomada com anti-histamínico para alívio das picadas;

• Acessórios associados à pequena sinistralidade (sobretudo se os miúdos também viajarem) – gaze, água oxigenada, tintura de iodo, pensos, ligaduras e uma tesoura;

• Um termómetro.

Um “kit” de farmácia pode revelar-se um companheiro de férias indispensável. Aconselhe-se com o seu farmacêutico antes de viajar.

 

Sexo sempre seguro

Uma das tentações de férias pode aparecer sob a forma de atracção física. Se isso acontecer, é fundamental jogar pelo seguro, mantendo longe as doenças sexualmente transmissíveis. A sida é a principal delas, mas não está só: contactos sexuais ocasionais, com múltiplos parceiros e sem protecção podem favorecer a transmissão da hepatite B e C, da sífilis, da clamídia e da gonorreia, bem como do herpes genital.

Para prevenir, o método mais seguro é o preservativo, a usar sempre nas relações sexuais. E, como tal, a incluir na bagagem.

 

Contra os insectos

Os insectos são um dos principais veículos de doenças nos destinos tropicais, pelo que é fundamental mantê-los o mais à distância possível. O que passa pela prevenção antes de viajar, nomeadamente fazendo profilaxia da malária (através da toma de comprimidos) ou da febre amarela (vacinando-se), mas também pela prevenção durante as férias.

Há algumas regras úteis: evitar os locais infestados, vestir roupas protectoras (que cubram braços e pernas, com tons neutros e não muito largas), manter portas e janelas fechadas, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer (alturas do dia em que os mosquitos estão mais activos), e colocar um mosquiteiro sobre a cama.

Prevenir é também sinónimo de repelente. Mas é preciso usá-lo em segurança, desde logo fazendo uma escolha correcta – para tal procure na embalagem o símbolo que indica que foi autorizado pela Direcção-Geral de Saúde. No momento de aplicar, há que respeitar algumas regras, por exemplo, não aplicando sobre pele irritada, evitando o contacto com olhos e boca e lavando as mãos após cada aplicação. Nas crianças, devem ser os adultos a aplicar o repelente, não obstante existirem embalagens do tipo roll-on. É que há sempre o perigo de contacto directo das mãos e, delas, com a boca ou os olhos.

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