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Situação económica afecta cuidados de saúde na Europa e EUA

A apetência por cuidados médicos permanece limitada pela situação económica em alguns países. Esta é uma das conclusões do Baromètre Cercle Santé Europ Assistance 2011, um estudo que analisa a percepção que europeus e americanos têm dos cuidados e do seu sistema de saúde.

O estudo revela também que no que toca à satisfação com o seu sistema de saúde, as opiniões são divergentes. O uso das novas tecnologias é visto como uma solução a longo prazo e os entrevistados apresentam elevadas expectativas, no que diz respeito aos cuidados de idosos dependentes.

Para responder a esta necessidade, a Europ Assistance e a PT lançaram o serviço de teleassistência. De resposta imediata, este serviço de cobertura nacional permite, através do simples toque no botão de emergência – disponível no telefone e no pendente que o utilizador tem consigo, o apoio médico telefónico, disponível 24h por dia, durante 365 dias por ano.

O impacto da crise económica na saúde tem-se intensificado em diversos países. Em França, por exemplo, mais do que uma em cada quatro pessoas refere que já adiou ou renunciou a tratamentos médicos. Os tratamentos dentários e de oftalmologia representam 75 por cento desses casos. Estes números são superiores entre os cidadãos que não têm seguros de saúde.

No que reporta à segurança, na maioria dos países, os inquiridos revelaram confiança nas autoridades de saúde, nomeadamente nas medidas colocadas em prática para limitar os riscos com a toma de medicamentos.

Já o sistema de apoio às pessoas dependentes é mal avaliado na maioria dos países analisados, existindo grandes expectativas para a melhoria dos cuidados prestados a quem vive nas suas próprias casas. Os automatismos e a robótica, que permitem dar assistência às tarefas do dia-a-dia, são bem percepcionados pelos inquiridos.

A 5.ª edição do barómetro concluiu ainda que, com as excepções da Suécia e da Espanha, os respondentes estão a favor da criação de um fundo misto, ou seja, de investimento público e individual para assegurar os cuidados necessários às pessoas dependentes.

O uso das novas tecnologias na área da saúde é visto como uma solução a longo prazo e como um complemento à tradicional relação com os médicos. De salientar também que o uso da internet para busca de informação sobre saúde tem vindo a subir desde 2006, em todos os países.

O estudo foi feito com base numa amostra representativa da população de cada um dos 10 países participantes (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Suécia, Polónia, Austrália, República Checa, Espanha e Estados Unidos), composta por 5.500 indivíduos, tendo as respostas sido recolhidas entre Maio e Junho de 2011.

LPM Comunicação

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