Há muito que a sida ultrapassou barreiras. Já não é uma doença de homossexuais nem de toxicodependentes: é uma doença que pode ser de qualquer pessoa. E está na mão de todos limitar esta epidemia: prevenir é possível, com comportamentos seguros e realizando o teste que tira todas as dúvidas.
Há muito que a sida ultrapassou barreiras. Já não é uma doença de homossexuais nem de toxicodependentes: é uma doença que pode ser de qualquer pessoa. E está na mão de todos limitar esta epidemia: prevenir é possível, com comportamentos seguros e realizando o teste que tira todas as dúvidas.
Os números são Coordenação Nacional para o VIH/Sida: até 31 de Dezembro de 2007 estavam notificados em Portugal 32.491 casos de infecção, nos seus diferentes estágios.
O maior número corresponde a infecção em consumidores de drogas injectáveis, com 43,9 por cento das notificações. Esta percentagem confirma a tendência inicial da epidemia no nosso país, mas o mesmo não acontece com o segundo maior grupo de casos – os de infecção por via heterossexual, representante de 38,8 por cento do total e com tendência para crescer. Quanto à transmissão por via homossexual, diz respeito a 12 por cento dos registos, havendo ainda 5,3 por cento relativos a outras fontes de contágio.
A esmagadora maioria dos infectados pertence ao sexo masculino – 82 por cento do total. E, por idades, o maior impacto – 84,2 por cento – verifica-se entre os 20 e os 49 anos.
O que é a sida?
O termo “sida” faz parte do vocabulário quotidiano, sendo usado com valor próprio e, como tal, reconhecido nos dicionários de língua portuguesa. No entanto, originalmente, corresponde a uma sigla formada pelas primeiras letras da expressão “Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida”:
Síndrome consiste num grupo de sintomas que, colectivamente, caracterizam uma doença; ImunoDeficiência significa que a doença se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunitário (defesas do organismo); Adquirida quer dizer que a doença não é hereditária, mas sim que se desenvolve após o nascimento por contacto com o agente infeccioso.
A sida é uma doença infecciosa grave e potencialmente fatal causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH ou HIV, na língua inglesa). Foram identificadas duas estirpes deste vírus – o VIH1 e o VIH2.
Como se transmite o vírus causador da sida?
O VIH transmite-se de três formas: através do sangue, das secreções sexuais e de mãe infectada para filho (a chamada transmissão vertical).
A transmissão por via sanguínea implica, naturalmente, que haja contacto com sangue (ou produtos seus derivados) infectado e que ele penetre na corrente sanguínea da pessoa saudável. Assim, a principal fonte de infecção é a partilha de seringas e outros objectos entre consumidores de drogas injectáveis.
Existe igualmente risco, ainda que menor, na partilha de lâminas de barbear, instrumentos de furar orelhas e de tatuagens, de piercings e de alguns utensílios de manicura (os cortantes). Preferencialmente, devem ser de uso individual ou descartáveis. Caso não seja possível, todos estes objectos devem ser rigorosamente esterilizados.
[Continua na página seguinte]
A transmissão do vírus através de uma transfusão sanguínea não constitui actualmente um problema, na medida em que tanto o sangue como os seus componentes são testados previamente. Também a doação de sangue é segura, dado que o material utilizado na colheita é descartável e esterilizado.
A sida é considerada uma doença sexualmente transmissível pois as secreções sexuais – esperma e fluidos vaginais – constituem uma das principais fontes de contágio do VIH. O risco existe sempre que haja uma relação sexual sem protecção, seja ela vaginal, oral ou anal. Protecção é aqui sinónimo de preservativo, indispensável em qualquer relação sexual, por mais saudável que a pessoa aparente ser.
Relações sexuais com parceiros ocasionais ou múltiplos parceiros, independentemente de se tratar de um relacionamento hetero ou homossexual, aumentam o risco. Basta um contacto sexual não protegido com uma pessoa infectada para o vírus se poder transmitir.
Quanto à chamada transmissão vertical, de mãe para filho pode acontecer durante a gravidez, quando o sangue materno circula no feto através da placenta, ou durante o parto, através do contacto com o sangue ou as secreções vaginais. Mais raro mas possível é o contágio durante a amamentação.
Como actua o VIH ?
O VIH actua sobre as células do sistema imunitário, atacando preferencialmente os linfócitos T4, um tipo de glóbulos brancos do sangue responsáveis pela defesa do organismo contra infecções e tumores.
Uma vez no organismo, o vírus integra-se no código genético das células infectadas, utilizando-as para se reproduzir. Em consequência, as células perdem eficácia e, com o tempo, a capacidade do organismo para combater a doença vai sendo enfraquecida.
Qual a diferença entre ser seropositivo e ter sida?
O VIH tem capacidade para permanecer “invisível” no corpo humano, podendo haver infecção sem sintomas. O que acontece é que, na presença do vírus, o sistema imunitário produz anticorpos, detectáveis no sangue através de uma análise específica.
Quando eles são identificados, diz-se que a pessoa é seropositiva.
Um seropositivo pode ter uma aparência saudável anos após o contágio, sem sinais da doença. No entanto, está infectado e pode transmitir o vírus.
A sida é a fase última desta infecção, correspondendo a uma degradação progressiva do sistema imunitário e à diminuição das defesas contra outras doenças – são as chamadas doenças oportunistas e, com frequência, é quando elas surgem que a sida é detectada.
[Continua na página seguinte]
Entre a entrada do vírus no organismo e o diagnóstico de sida podem mediar vários anos, em média oito a dez. Este período de evolução silenciosa depende de múltiplos factores, entre eles a intensidade e gravidade da infecção, a resistência do sistema imunitário, a ocorrência de outras doenças que possam contribuir para minar as defesas do organismo e o risco de re-infecção em contactos posteriores.
Como se trata a sida?
Não existe ainda um modo eficaz de eliminar totalmente o VIH do organismo. Existem, contudo, tratamentos que reduzem a carga vírica e atrasam os danos que o vírus causa no sistema imunitário.
Esses tratamentos são compostos, normalmente, por uma combinação de medicamentos que, se tomados de acordo com a orientação médica, fazem baixar a quantidade de vírus no sangue até um nível em que se torna quase indetectável. Isto não significa que o vírus seja erradicado: ele permanece no organismo, mantendo-se o risco de contágio.
Existem três tipos de medicamentos anti-retrovirais, que actuam de formas diferentes e em fases distintas do ciclo de reprodução do VIH e que são administrados de acordo com esquemas terapêuticos individualizados.
Como se previne?
Na ausência de uma vacina, a melhor prevenção passa por evitar comportamentos de risco, nomeadamente os associados às principais fontes de transmissão do vírus: as secreções sexuais e o sangue.
A principal arma contra o VIH é a prática de sexo seguro, o mesmo é dizer com preservativo. Fundamental é também não partilhar agulhas, seringas e outro material usado no consumo de drogas injectáveis, bem como outros objectos cortantes.
Porquê fazer o teste do VIH /sida?
O teste permite detectar a presença de anticorpos contra o VIH no sangue: um resultado positivo significa que esses anticorpos estão presentes e que, portanto, a pessoa está infectada; já um resultado negativo corresponde à ausência de infecção.
A realização do teste é sempre fulcral, mesmo que o resultado seja positivo: é que, quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, mais cedo se inicia o tratamento e maiores são as hipóteses de retardar a evolução da doença. Por outro lado, o conhecimento da infecção faz com que a pessoa se proteja a si própria (pois existe a possibilidade de re-infecção) e aos outros. E, em caso de gravidez, é possível actuar de modo a minimizar o risco de transmissão de mãe para filho.
[Continua na página seguinte]
Quem deve fazer o teste?
A realização do teste é proposta nas consultas médicas regulares, no âmbito das análises de rotina. É, no entanto, voluntária. A sua realização enquadra-se numa atitude preventiva, de vigilância do estado geral de saúde.
O teste faz ainda parte da bateria de exames pré-natais. Além disso, é importante fazê-lo sempre que haja dúvidas sobre a possibilidade de estar infectado, nomeadamente se houve relações sexuais desprotegidas, partilha de seringas agulhas ou outro material de risco, e contacto directo com o sangue de outra pessoa.
O teste pode ser pedido ao médico de família ou outro da preferência pessoal, bem como nos CAD – Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH, de uma forma anónima, confidencial e gratuita.
Contra os vírus
Desde 1990 que a Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS) se dedica ao combate aos diversos vírus que rodeiam a infecção por VIH/Sida. Não apenas o vírus que a causa, mas também os vírus sociais que fragilizam as pessoas infectadas e afectadas, os familiares, os amigos…
Instituição Particular de Solidariedade Social, reconhecida como de Utilidade Pública e ONG Desenvolvimento pelo IPAD, a Liga tem como objectivo apoiar os indivíduos infectados e afectados e chamar a atenção da sociedade para a gravidade da epidemia.
No entender da Liga, as pessoas não sofrem apenas de um mal grave. Sofrem também porque são vítimas de vírus sociais que contribuem para agravar o seu estado de saúde – a solidão, a marginalização, a falta de informação. E sofrem porque, quando confrontados com a realidade, têm dificuldade em reencontrar o sentido da vida.
A intervenção da Liga abrange diversas vertentes, incluindo os apoios psicológicos, grupos de Inter-Ajuda, social, nutricionista, jurista, (in) formação. Todos os seus serviços são gratuitos e confidenciais. Assim acontece com a Linha SOS SIDA, além de gratuita e confidencial também anónima, criada em 1991.
Todos os dias, das 17h30 às 21h30, técnicos especializados estão disponíveis para prestar informação – sobre a infecção, vias de transmissão, comportamentos de risco e comportamentos seguros, entre outras questões – e aconselhamento telefónico psicológico, quer se trate de pessoas preocupadas com a possibilidade de infecção, quer se trate de seropositivos ou doentes com Sida. Se necessário, os técnicos de atendimento, com supervisão semanal, encaminham para serviços de saúde ou outros que a Liga disponibiliza, nomeadamente os seus Centros de Atendimento e Apoio Integrado em Lisboa e em Odivelas.
Tendo em conta a importância de optimizar a sua intervenção, a Liga associou-se em Outubro de 2006 à Plataforma Saúde em Diálogo, uma entidade de solidariedade e cooperação criada sob a égide da Associação Nacional das Farmácias e que reúne doentes, consumidores e promotores de cuidados de saúde.
São os seguintes os contactos da Liga Portuguesa Contra a Sida:
Sede e CAAI LPCS
Rua do Crucifixo, 40, 4º Esq. Lisboa
Telf – 21 322 55 76/77
Telf e fax – 21 347 93 76
E-mail – info@ligacontrasida.org
Filial CAAI “Cuidar de Nós”
Rua Principal 34 A – R/c A Pedernais Odivelas
Telf – 21 932 30 04
Telf e fax – 21 932 53 14
E-mail – cuidardenos.odivelas@ligacontrasida.org
Linha SOS SIDA – 800 20 10 40
Página na Internet – www.ligacontrasida.org.
Há muito que a sida ultrapassou barreiras. Já não é uma doença de homossexuais nem de toxicodependentes: é uma doença que pode ser de qualquer pessoa. E está na mão de todos limitar esta epidemia: prevenir é possível, com comportamentos seguros e realizando o teste que tira todas as dúvidas.
Os números são Coordenação Nacional para o VIH/Sida: até 31 de Dezembro de 2007 estavam notificados em Portugal 32.491 casos de infecção, nos seus diferentes estágios.
O maior número corresponde a infecção em consumidores de drogas injectáveis, com 43,9 por cento das notificações. Esta percentagem confirma a tendência inicial da epidemia no nosso país, mas o mesmo não acontece com o segundo maior grupo de casos – os de infecção por via heterossexual, representante de 38,8 por cento do total e com tendência para crescer. Quanto à transmissão por via homossexual, diz respeito a 12 por cento dos registos, havendo ainda 5,3 por cento relativos a outras fontes de contágio.
A esmagadora maioria dos infectados pertence ao sexo masculino – 82 por cento do total. E, por idades, o maior impacto – 84,2 por cento – verifica-se entre os 20 e os 49 anos.
O que é a sida?
O termo “sida” faz parte do vocabulário quotidiano, sendo usado com valor próprio e, como tal, reconhecido nos dicionários de língua portuguesa. No entanto, originalmente, corresponde a uma sigla formada pelas primeiras letras da expressão “Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida”:
Síndrome consiste num grupo de sintomas que, colectivamente, caracterizam uma doença; ImunoDeficiência significa que a doença se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunitário (defesas do organismo); Adquirida quer dizer que a doença não é hereditária, mas sim que se desenvolve após o nascimento por contacto com o agente infeccioso.
A sida é uma doença infecciosa grave e potencialmente fatal causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH ou HIV, na língua inglesa). Foram identificadas duas estirpes deste vírus – o VIH1 e o VIH2.
Como se transmite o vírus causador da sida?
O VIH transmite-se de três formas: através do sangue, das secreções sexuais e de mãe infectada para filho (a chamada transmissão vertical).
A transmissão por via sanguínea implica, naturalmente, que haja contacto com sangue (ou produtos seus derivados) infectado e que ele penetre na corrente sanguínea da pessoa saudável. Assim, a principal fonte de infecção é a partilha de seringas e outros objectos entre consumidores de drogas injectáveis.
Existe igualmente risco, ainda que menor, na partilha de lâminas de barbear, instrumentos de furar orelhas e de tatuagens, de piercings e de alguns utensílios de manicura (os cortantes). Preferencialmente, devem ser de uso individual ou descartáveis. Caso não seja possível, todos estes objectos devem ser rigorosamente esterilizados.
[Continua na página seguinte]
A transmissão do vírus através de uma transfusão sanguínea não constitui actualmente um problema, na medida em que tanto o sangue como os seus componentes são testados previamente. Também a doação de sangue é segura, dado que o material utilizado na colheita é descartável e esterilizado.
A sida é considerada uma doença sexualmente transmissível pois as secreções sexuais – esperma e fluidos vaginais – constituem uma das principais fontes de contágio do VIH. O risco existe sempre que haja uma relação sexual sem protecção, seja ela vaginal, oral ou anal. Protecção é aqui sinónimo de preservativo, indispensável em qualquer relação sexual, por mais saudável que a pessoa aparente ser.
Relações sexuais com parceiros ocasionais ou múltiplos parceiros, independentemente de se tratar de um relacionamento hetero ou homossexual, aumentam o risco. Basta um contacto sexual não protegido com uma pessoa infectada para o vírus se poder transmitir.
Quanto à chamada transmissão vertical, de mãe para filho pode acontecer durante a gravidez, quando o sangue materno circula no feto através da placenta, ou durante o parto, através do contacto com o sangue ou as secreções vaginais. Mais raro mas possível é o contágio durante a amamentação.
Como actua o VIH ?
O VIH actua sobre as células do sistema imunitário, atacando preferencialmente os linfócitos T4, um tipo de glóbulos brancos do sangue responsáveis pela defesa do organismo contra infecções e tumores.
Uma vez no organismo, o vírus integra-se no código genético das células infectadas, utilizando-as para se reproduzir. Em consequência, as células perdem eficácia e, com o tempo, a capacidade do organismo para combater a doença vai sendo enfraquecida.
Qual a diferença entre ser seropositivo e ter sida?
O VIH tem capacidade para permanecer “invisível” no corpo humano, podendo haver infecção sem sintomas. O que acontece é que, na presença do vírus, o sistema imunitário produz anticorpos, detectáveis no sangue através de uma análise específica.
Quando eles são identificados, diz-se que a pessoa é seropositiva.
Um seropositivo pode ter uma aparência saudável anos após o contágio, sem sinais da doença. No entanto, está infectado e pode transmitir o vírus.
A sida é a fase última desta infecção, correspondendo a uma degradação progressiva do sistema imunitário e à diminuição das defesas contra outras doenças – são as chamadas doenças oportunistas e, com frequência, é quando elas surgem que a sida é detectada.
[Continua na página seguinte]
Entre a entrada do vírus no organismo e o diagnóstico de sida podem mediar vários anos, em média oito a dez. Este período de evolução silenciosa depende de múltiplos factores, entre eles a intensidade e gravidade da infecção, a resistência do sistema imunitário, a ocorrência de outras doenças que possam contribuir para minar as defesas do organismo e o risco de re-infecção em contactos posteriores.
Como se trata a sida?
Não existe ainda um modo eficaz de eliminar totalmente o VIH do organismo. Existem, contudo, tratamentos que reduzem a carga vírica e atrasam os danos que o vírus causa no sistema imunitário.
Esses tratamentos são compostos, normalmente, por uma combinação de medicamentos que, se tomados de acordo com a orientação médica, fazem baixar a quantidade de vírus no sangue até um nível em que se torna quase indetectável. Isto não significa que o vírus seja erradicado: ele permanece no organismo, mantendo-se o risco de contágio.
Existem três tipos de medicamentos anti-retrovirais, que actuam de formas diferentes e em fases distintas do ciclo de reprodução do VIH e que são administrados de acordo com esquemas terapêuticos individualizados.
Como se previne?
Na ausência de uma vacina, a melhor prevenção passa por evitar comportamentos de risco, nomeadamente os associados às principais fontes de transmissão do vírus: as secreções sexuais e o sangue.
A principal arma contra o VIH é a prática de sexo seguro, o mesmo é dizer com preservativo. Fundamental é também não partilhar agulhas, seringas e outro material usado no consumo de drogas injectáveis, bem como outros objectos cortantes.
Porquê fazer o teste do VIH /sida?
O teste permite detectar a presença de anticorpos contra o VIH no sangue: um resultado positivo significa que esses anticorpos estão presentes e que, portanto, a pessoa está infectada; já um resultado negativo corresponde à ausência de infecção.
A realização do teste é sempre fulcral, mesmo que o resultado seja positivo: é que, quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, mais cedo se inicia o tratamento e maiores são as hipóteses de retardar a evolução da doença. Por outro lado, o conhecimento da infecção faz com que a pessoa se proteja a si própria (pois existe a possibilidade de re-infecção) e aos outros. E, em caso de gravidez, é possível actuar de modo a minimizar o risco de transmissão de mãe para filho.
[Continua na página seguinte]
Quem deve fazer o teste?
A realização do teste é proposta nas consultas médicas regulares, no âmbito das análises de rotina. É, no entanto, voluntária. A sua realização enquadra-se numa atitude preventiva, de vigilância do estado geral de saúde.
O teste faz ainda parte da bateria de exames pré-natais. Além disso, é importante fazê-lo sempre que haja dúvidas sobre a possibilidade de estar infectado, nomeadamente se houve relações sexuais desprotegidas, partilha de seringas agulhas ou outro material de risco, e contacto directo com o sangue de outra pessoa.
O teste pode ser pedido ao médico de família ou outro da preferência pessoal, bem como nos CAD – Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH, de uma forma anónima, confidencial e gratuita.
Contra os vírus
Desde 1990 que a Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS) se dedica ao combate aos diversos vírus que rodeiam a infecção por VIH/Sida. Não apenas o vírus que a causa, mas também os vírus sociais que fragilizam as pessoas infectadas e afectadas, os familiares, os amigos…
Instituição Particular de Solidariedade Social, reconhecida como de Utilidade Pública e ONG Desenvolvimento pelo IPAD, a Liga tem como objectivo apoiar os indivíduos infectados e afectados e chamar a atenção da sociedade para a gravidade da epidemia.
No entender da Liga, as pessoas não sofrem apenas de um mal grave. Sofrem também porque são vítimas de vírus sociais que contribuem para agravar o seu estado de saúde – a solidão, a marginalização, a falta de informação. E sofrem porque, quando confrontados com a realidade, têm dificuldade em reencontrar o sentido da vida.
A intervenção da Liga abrange diversas vertentes, incluindo os apoios psicológicos, grupos de Inter-Ajuda, social, nutricionista, jurista, (in) formação. Todos os seus serviços são gratuitos e confidenciais. Assim acontece com a Linha SOS SIDA, além de gratuita e confidencial também anónima, criada em 1991.
Todos os dias, das 17h30 às 21h30, técnicos especializados estão disponíveis para prestar informação – sobre a infecção, vias de transmissão, comportamentos de risco e comportamentos seguros, entre outras questões – e aconselhamento telefónico psicológico, quer se trate de pessoas preocupadas com a possibilidade de infecção, quer se trate de seropositivos ou doentes com Sida. Se necessário, os técnicos de atendimento, com supervisão semanal, encaminham para serviços de saúde ou outros que a Liga disponibiliza, nomeadamente os seus Centros de Atendimento e Apoio Integrado em Lisboa e em Odivelas.
Tendo em conta a importância de optimizar a sua intervenção, a Liga associou-se em Outubro de 2006 à Plataforma Saúde em Diálogo, uma entidade de solidariedade e cooperação criada sob a égide da Associação Nacional das Farmácias e que reúne doentes, consumidores e promotores de cuidados de saúde.
São os seguintes os contactos da Liga Portuguesa Contra a Sida:
Sede e CAAI LPCS
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Telf e fax – 21 347 93 76
E-mail – info@ligacontrasida.org
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Telf e fax – 21 932 53 14
E-mail – cuidardenos.odivelas@ligacontrasida.org
Linha SOS SIDA – 800 20 10 40
Página na Internet – www.ligacontrasida.org.