Uma nova maneira de inactivar agentes patogénicos transmissíveis pelo sangue deverá ser disponibilizada em breve no nosso país. Permitirá que no futuro se elimine o risco de, no sangue doado e através da transfusão sanguínea, serem transmitidos vírus, bactérias e parasitas.
Este sistema de tratamento de sangue denominado Intercept é o primeiro sistema de inactivação patogénica aprovado na Europa para tratar as plaquetas para transfusão. Entretanto a Fase I do ensaio clínico do Intercept para os glóbulos vermelhos já foi concluída nos Estados Unidos.
A introdução desta tecnologia em Portugal permitirá que muito do plasma português, em vez de eliminado, possa ser aproveitado. Evita-se também que este componente do sangue faça a viagem de ida e volta para ser tratado no estrangeiro, com os associados e inerentes custos de risco de transporte.
Esta nova maneira de «limpar o sangue» será comercializada em breve no nosso país, depois de um acordo alcançado entre a empresa biofarmacêutica americana Cerus Corporation, detentora dos direitos desta tecnologia, e a Grifols SA que a distribui em Portugal.
A Grifols e a Cerus irão instalar e apoiar o Sistema de Sangue Intercept nos centros de sangue portugueses. A Grifols será também a responsável pela gestão, e manutenção do sistema Intercept em Portugal.
Mais de 200 mil unidades de plaquetas e 300 mil unidades de plasma humano são anualmente recolhidos para transfusão, em Espanha e Portugal, sendo depois tratadas em vários países europeus, antes de regressarem aos seus países de origem.
As duas empresas estão empenhadas em aumentar a segurança do abastecimento de sangue em Portugal, utilizando as mais avançadas tecnologias para reduzir o risco de doenças transmitidas pela transfusão.
O Sistema de Sangue INTERCEPT
O que é?
O sistema INTERCEPT foi desenhado para atacar e inactivar agentes patogénicos transmissíveis pelo sangue tais como vírus (HIV, Vírus do Nilo Ocidental, SARS – Severe Acute Respiratory Syndrome e Hepatite B e C), bactérias e parasitas, assim como, leucócitos potencialmente prejudiciais, enquanto preserva as propriedades das plaquetas, plasma e eritrócitos para transfusão.
O Intercept foi o primeiro sistema de inactivação patogénica aprovado na Europa para tratar as plaquetas para transfusão.
A Grifols foi fundada em 1940 e encontra-se a operar em Portugal desde 1988, com sede em Sintra. É a empresa europeia líder no mercado dos derivados do plasma humano e o terceiro maior produtor do mundo, está representada em 90 países, e possui 77 centros de distribuição de plasma nos Estados Unidos.
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