Os médicos queixam-se de não terem materiais educativos para explicar aos doentes a sua doença. Estes não se sentem compelidos a adoptar estilos de vida saudáveis e a aderir ao tratamento. O projecto Look Closer nasceu com o objectivo de eliminar esta falha de comunicação.
A falta de conhecimentos por parte dos doentes cardiovasculares acerca dos mecanismos subjacentes à sua doença – nomeadamente, sobre o que está na sua origem e como agir para impedir a progressão da patologia – está a atrasar os esforços para reduzir o número de mortes por doença cardiovascular no mundo.
Esta é a principal conclusão do projecto Look Closer, uma iniciativa que coligou várias organizações internacionais da área da prevenção cardiovascular e da diabetes e cujos resultados foram apresentados durante o último Congresso Mundial de Cardiologia, que decorreu recentemente em Barcelona.
«Os doentes ficam motivados para tomar medidas preventivas quando percebem como é que a doença cardiovascular se desenvolve no seu corpo.
Se compreenderem os mecanismos da doença será mais fácil para eles adoptar as medidas preventivas que o seu médico lhes pede», explicou a Dr.ª Erin Lalor, presidente da australiana National Stroke Foundation e membro da coligação Look Closer.
Mas o problema não está só na falta de conhecimentos dos doentes, está também na falta de materiais educativos que o médico tem à sua disposição.
A CHOICE, uma pesquisa que abrangeu cerca de 800 médicos desenvolvida especificamente para responder a dúvidas levantadas pela coligação Look Closer, revelou que os médicos raramente discutem as causas do enfarte com os seus doentes, sendo que um em cada quatro nunca abordou este assunto em consulta.
A tónica dos conselhos do médico está geralmente colocada nos factores de risco individuais, tais como a hipertensão ou o colesterol – o médico quase nunca explica ao doente o que são trombos, como se formam e comportam no interior das artérias e por que é que são eles os responsáveis pelos enfartes e pelos AVC.
Ora, a falta de uma linguagem comum, simplificada, estará na raiz do problema, assim como a falta de recursos educativos. Foi para resolver este problema que nasceu a coligação Look Closer, formada pela sanofi-aventis e pela Bristol-Myers Squibb – já foi apresentado um folheto informativo para doentes e um poster para médicos, ambos os materiais produzidos numa linguagem muito acessível e simples, de modo a poderem funcionar como um elo na comunicação médico-doente.
Perímetro abdominal – novo factor de risco a considerar
Apresentados pela primeira vez na reunião anual do American College of Cardiology, os resultados do IDEA (International Day for the Evaluation of Abdominal Obesity) – o primeiro estudo internacional de longa escala a avaliar a prevalência da gordura abdominal em cerca de 170 mil pessoas – já haviam confirmado que os elevados níveis do perímetro abdominal (cintura) estão relacionados com as doenças cardiovasculares (DCV), independentemente do índice de massa corporal e da idade.
Este estudo, no qual participaram 63 países e que foi realizado com o apoio da sanofi-aventis, mostrou também que a obesidade abdominal é altamente prevalente nas pessoas que recorrem aos cuidados primários.
Agora, os novos dados, após dois anos de investigação, evidenciam as diferenças entre a população europeia e a asiática, revelando que, embora o perímetro abdominal médio seja mais baixo na Ásia do que na Europa, a taxa de mortalidade por doença cardiovascular em muitos países asiáticos mostra uma tendência crescente, ao contrário do que se passa no Velho Continente.
O objectivo de se comparar estas duas populações é perceber-se se existe um padrão regional no que toca à associação entre perímetro abdominal, índice de massa corporal e outros factores de risco cardiometabólico.
O risco cardiometabólico é determinado pela presença de factores de risco tradicionais, como o colesterol LDL (mau colesterol), a hipertensão, a diabetes tipo 2, o hábito de fumar, a que se aliam outros aspectos relacionados com a resistência à insulina, que é mais frequentemente encontrada nos doentes com gordura abdominal, especificamente aqueles com excesso de gordura intra-abdominal.
Este tipo de gordura é uma marca de risco metabólico que faz subir a proteína C reactiva (sinal de inflamação) e reduz uma proteína do tecido adiposo que pode proteger o doente da diabetes e das DCV. Estas doenças estão, frequentemente, relacionadas com a gordura abdominal, os elevados níveis de triglicéridos, os baixos níveis do colesterol HDL (bom colesterol), os elevados níveis de glicemia e com a pressão arterial elevada.
A falta de conhecimentos por parte dos doentes cardiovasculares acerca dos mecanismos subjacentes à sua doença – nomeadamente, sobre o que está na sua origem e como agir para impedir a progressão da patologia – está a atrasar os esforços para reduzir o número de mortes por doença cardiovascular no mundo.
Esta é a principal conclusão do projecto Look Closer, uma iniciativa que coligou várias organizações internacionais da área da prevenção cardiovascular e da diabetes e cujos resultados foram apresentados durante o último Congresso Mundial de Cardiologia, que decorreu recentemente em Barcelona.
«Os doentes ficam motivados para tomar medidas preventivas quando percebem como é que a doença cardiovascular se desenvolve no seu corpo.
Se compreenderem os mecanismos da doença será mais fácil para eles adoptar as medidas preventivas que o seu médico lhes pede», explicou a Dr.ª Erin Lalor, presidente da australiana National Stroke Foundation e membro da coligação Look Closer.
Mas o problema não está só na falta de conhecimentos dos doentes, está também na falta de materiais educativos que o médico tem à sua disposição.
A CHOICE, uma pesquisa que abrangeu cerca de 800 médicos desenvolvida especificamente para responder a dúvidas levantadas pela coligação Look Closer, revelou que os médicos raramente discutem as causas do enfarte com os seus doentes, sendo que um em cada quatro nunca abordou este assunto em consulta.
A tónica dos conselhos do médico está geralmente colocada nos factores de risco individuais, tais como a hipertensão ou o colesterol – o médico quase nunca explica ao doente o que são trombos, como se formam e comportam no interior das artérias e por que é que são eles os responsáveis pelos enfartes e pelos AVC.
Ora, a falta de uma linguagem comum, simplificada, estará na raiz do problema, assim como a falta de recursos educativos. Foi para resolver este problema que nasceu a coligação Look Closer, formada pela sanofi-aventis e pela Bristol-Myers Squibb – já foi apresentado um folheto informativo para doentes e um poster para médicos, ambos os materiais produzidos numa linguagem muito acessível e simples, de modo a poderem funcionar como um elo na comunicação médico-doente.
Perímetro abdominal – novo factor de risco a considerar
Apresentados pela primeira vez na reunião anual do American College of Cardiology, os resultados do IDEA (International Day for the Evaluation of Abdominal Obesity) – o primeiro estudo internacional de longa escala a avaliar a prevalência da gordura abdominal em cerca de 170 mil pessoas – já haviam confirmado que os elevados níveis do perímetro abdominal (cintura) estão relacionados com as doenças cardiovasculares (DCV), independentemente do índice de massa corporal e da idade.
Este estudo, no qual participaram 63 países e que foi realizado com o apoio da sanofi-aventis, mostrou também que a obesidade abdominal é altamente prevalente nas pessoas que recorrem aos cuidados primários.
Agora, os novos dados, após dois anos de investigação, evidenciam as diferenças entre a população europeia e a asiática, revelando que, embora o perímetro abdominal médio seja mais baixo na Ásia do que na Europa, a taxa de mortalidade por doença cardiovascular em muitos países asiáticos mostra uma tendência crescente, ao contrário do que se passa no Velho Continente.
O objectivo de se comparar estas duas populações é perceber-se se existe um padrão regional no que toca à associação entre perímetro abdominal, índice de massa corporal e outros factores de risco cardiometabólico.
O risco cardiometabólico é determinado pela presença de factores de risco tradicionais, como o colesterol LDL (mau colesterol), a hipertensão, a diabetes tipo 2, o hábito de fumar, a que se aliam outros aspectos relacionados com a resistência à insulina, que é mais frequentemente encontrada nos doentes com gordura abdominal, especificamente aqueles com excesso de gordura intra-abdominal.
Este tipo de gordura é uma marca de risco metabólico que faz subir a proteína C reactiva (sinal de inflamação) e reduz uma proteína do tecido adiposo que pode proteger o doente da diabetes e das DCV. Estas doenças estão, frequentemente, relacionadas com a gordura abdominal, os elevados níveis de triglicéridos, os baixos níveis do colesterol HDL (bom colesterol), os elevados níveis de glicemia e com a pressão arterial elevada.