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Projecto cultural inédito pretende quebrar estigmas e estereótipos sobre doentes mentais

No próximo dia 29 de Maio (2ªfeira), pelas 19h, na Livraria Bertrand, no Picoas Plaza, em Lisboa, será apresentada uma iniciativa inédita na área da saúde mental em Portugal.

O projecto consiste no lançamento do livro “O Manicómio Dr. Heribaldo Raposo” por parte do psiquiatra do Hospital Júlio de Matos, Dr. Pedro Afonso, e numa exposição onde artistas plásticos portugueses – alguns dos quais doentes psiquiátricos – interpretam 20 frases do referido livro, uma actividade do grupo artístico 21½: Plataforma Independente de Transgressão Artística e Serviço de Reabilitação do Hospital Júlio de Matos. A apresentação do livro será feita pela jornalista e escritora Isabel Stilwell.

As peças de arte presentes na exposição no Museu da Cidade não estarão propositadamente catalogadas com o estado clínico dos artistas para que se desmistifique junto da população as falsas crenças e estereótipos em torno das doenças mentais. Estas patologias atingem 30% dos portugueses e aproximadamente 12% de perturbações psiquiátricas graves1.

O estigma com a doença mental provém do medo da loucura e de uma percepção social moralmente negativa, que têm origem na falta de conhecimento e compreensão.

A iniciativa será também aproveitada para reflectir sobre os caminhos futuros da psiquiatria em Portugal e alertar as entidades governamentais para a questão do encerramento dos hospitais psiquiátricos.

Segundo o autor do livro, Dr. Pedro Afonso, “Os hospitais psiquiátricos têm uma história no nosso país de 150 anos, e ao contrário do que sucedeu na maioria dos países desenvolvidos, não houve em Portugal uma reforma na saúde mental, mantendo-se por conseguinte em funcionamento estas grandes estruturas hospitalares sem que fossem criados serviços de psiquiatria alternativos”.

O projecto consiste no lançamento do livro “O Manicómio Dr. Heribaldo Raposo” por parte do psiquiatra do Hospital Júlio de Matos, Dr. Pedro Afonso, e numa exposição onde artistas plásticos portugueses – alguns dos quais doentes psiquiátricos – interpretam 20 frases do referido livro, uma actividade do grupo artístico 21½: Plataforma Independente de Transgressão Artística e Serviço de Reabilitação do Hospital Júlio de Matos. A apresentação do livro será feita pela jornalista e escritora Isabel Stilwell.

As peças de arte presentes na exposição no Museu da Cidade não estarão propositadamente catalogadas com o estado clínico dos artistas para que se desmistifique junto da população as falsas crenças e estereótipos em torno das doenças mentais. Estas patologias atingem 30% dos portugueses e aproximadamente 12% de perturbações psiquiátricas graves1.

O estigma com a doença mental provém do medo da loucura e de uma percepção social moralmente negativa, que têm origem na falta de conhecimento e compreensão.

A iniciativa será também aproveitada para reflectir sobre os caminhos futuros da psiquiatria em Portugal e alertar as entidades governamentais para a questão do encerramento dos hospitais psiquiátricos.

Segundo o autor do livro, Dr. Pedro Afonso, “Os hospitais psiquiátricos têm uma história no nosso país de 150 anos, e ao contrário do que sucedeu na maioria dos países desenvolvidos, não houve em Portugal uma reforma na saúde mental, mantendo-se por conseguinte em funcionamento estas grandes estruturas hospitalares sem que fossem criados serviços de psiquiatria alternativos”.

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