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Portugal tem três vezes mais casos de tuberculose do que restantes países europeus

Segunda-feira, dia 24 de Março é o Dia Mundial da Tuberculose, que dá início a uma semana de sensibilização para esta doença, que afecta 26 em cada 100 mil portugueses. Portugal continua a ser o país da União Europeia com maior taxa de tuberculose, sendo a média de casos registados três vezes maior do que a registada nos restantes países europeus.

A tuberculose tem sido vista, erradamente, ao longo dos anos, como um problema já resolvido, havendo uma falha no investimento, na investigação e tratamento da doença, por essa razão estima-se que a incidência mundial da doença só baixará em 2015, altura em que poderão também surgir novas e mais eficazes formas de tratamento.

Artur Teles de Araújo, Presidente da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias e do Observatório Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias, reforça que: “em Portugal existe uma elevada taxa de infecção nas populações jovens (entre os 20 e os 45 anos), o que significa que o a doença não está controlada, existindo zonas do país, principalmente Lisboa, Porto e Algarve em que as incidências são muito altas.

No âmbito da Semana da Tuberculose, a Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias realiza, no próximo dia 27 de Março, no Museu das Comunicações, pelas 14 horas, um debate sobre “Perspectivas Futuras de Progresso no Combate à Tuberculose” com a presença de várias personalidades do panorama da saúde em Portugal, que antecede exposição no âmbito do tema (programa em anexo).

Há 43 anos que não é descoberto nenhum fármaco ou vacina para a tuberculose. A BCG, por exemplo, foi descoberta há 87 anos, pelo que a investigação da tuberculose esteve parada durante muito tempo. Até à década de 80 pensava-se que a tuberculose seria um problema resolvido, característico apenas dos países de terceiro mundo.

Actualmente, e até 2015, a Organização Mundial de Saúde pretende apostar num novo esquema terapêutico de controle e tratamento da tuberculose que pode ser particularmente útil nos grupos de risco, conforme refere Artur Teles de Araujo ao afirmar que “a incidência da tuberculose é maior em determinados grupos de risco, como reclusos e os toxicodependentes.”

A Tuberculose Multiresistente (MDR-TB) é uma doença mortal e altamente contagiosa, geralmente resultante da interrupção do tratamento ou de um tratamento incorrecto da Tuberculose primária, mas que pode também ser contraída através de contágio.

A Tuberculose Multiresistente não responde aos medicamentos de primeira linha utilizados no tratamento da Tuberculose primária. A profilaxia possível é composta por antibióticos de segunda linha.

FAÇA O DOWNLOAD DO DOCUMENTO “Tuberculose – Breve Revisão Clínica” (Documento associado.pdf)

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