Acompanha a época outonal e/ou invernosa, não mata mas mói, a estada é curta, não deixa marcas e pode voltar. Quando comparada com outras patologias, mesmo com as idênticas como a gripe, a constipação é uma doença muito «leve».
Se existem quatro estações por ano com as respectivas mudanças de temperatura, por que razão, afinal, ocorrem mais constipações quando a época estival dá lugar a dias menos quentes e cinzentos?
A explicação é simples e quem a dá é a Dr.ª Sandra D’Abril, médica especialista em Medicina Geral e Familiar. «Quando entramos no Outono e no Inverno dá-se uma alteração na temperatura mais brusca e a humidade aumenta de forma significativa.»
O meio de transmissão das constipações dá-se através de gotículas de saliva, que saem com a tosse e os espirros, ou através do toque de objectos como o telefone. As mãos são também um meio «simpático» para a propagação das constipações.
Considerando a forma como esta doença é transmitida, há mais um facto que associa as constipações aos meses frios. Conforme diz a médica, «o tempo encoberto dificulta a dispersão de partículas, em especial as dos vírus, sendo fácil ficar constipado nestas duas estações».
Quando surgem sintomas como a rinorreia (pingo no nariz), tosse (seca ou com expectoração), febre baixa (37,5 a 38,5ºC) e laringite e faringite (dores de garganta) é sinal de que se está constipado.
«Trata-se de um processo autolimitado, que evolui em três a cinco dias e depois termina», diz Sandra D’Abril, referindo os grupos mais susceptíveis de sofrer constipações:
«Pessoas com mais de 65 anos, crianças, grávidas, indivíduos com a defesa do organismo diminuída (cancro, SIDA), doentes cardíacos, diabéticos, aqueles que sofrem de patologias do foro respiratório e os profissionais de saúde por estarem em permanente contacto com os doentes.»
Constipação e gripe
É muito difícil adoptar comportamentos que previnam o aparecimento de constipações como os que existem para outras doenças.
A este respeito, Sandra D’Abril menciona que «existe uma vacina polivalente, que aumenta a imunidade mas não evita necessariamente a constipação. Se for administrada a alguém com as suas defesas naturais diminuídas, provavelmente vai evitar que se constipe mais vezes. Depois, basta evitar zonas muito aglomeradas e sítios pouco arejados para não se ser contagiado».
Se é difícil fazer algo para que não surja a constipação, é fácil atenuar os sintomas e «conviver» com os mesmos o menos tempo possível.
De acordo com a especialista, «quando se está constipado deve-se beber muita água, evitar mudanças bruscas de temperatura e tomar a medicação aconselhada pelo médico, como antipiréticos e os anti-inflamatórios (baixam a febre) e anti-histamínicos (diminuem a rinorreia) e expectorantes (soltam a expectoração). Tudo isto melhora os sintomas».
Se a sintomatologia persistir, nada como fazer uma nova visita ao médico. Até porque poderá não ser uma constipação mas algo mais grave. Aliás, as manifestações da gripe são semelhantes.
«Os sintomas da gripe são os mesmos que os da constipação, porém mais agravados. A febre, por exemplo, chega a atingir os 40ºC. Além disso, o doente tem mialgias (dores no corpo) e cefaleias (dores de cabeça). É também uma doença súbita, cuja evolução dá-se de um dia para o outro e a cura é mais morosa», elucida Sandra D’Abril, prosseguindo:
«Ambas as doenças são provocadas por vírus, mas o da gripe poderá evoluir para uma doença bacteriana que, por sua vez, pode provocar uma pneumonia, por exemplo. Já a constipação dificilmente degenera para outra doença mais grave.»
E adverte: «Os grupos mais propensos a ter gripe são os mesmos da constipação e devem tomar a vacina anualmente, porque o vírus é mutável.»
Se existem quatro estações por ano com as respectivas mudanças de temperatura, por que razão, afinal, ocorrem mais constipações quando a época estival dá lugar a dias menos quentes e cinzentos?
A explicação é simples e quem a dá é a Dr.ª Sandra D’Abril, médica especialista em Medicina Geral e Familiar. «Quando entramos no Outono e no Inverno dá-se uma alteração na temperatura mais brusca e a humidade aumenta de forma significativa.»
O meio de transmissão das constipações dá-se através de gotículas de saliva, que saem com a tosse e os espirros, ou através do toque de objectos como o telefone. As mãos são também um meio «simpático» para a propagação das constipações.
Considerando a forma como esta doença é transmitida, há mais um facto que associa as constipações aos meses frios. Conforme diz a médica, «o tempo encoberto dificulta a dispersão de partículas, em especial as dos vírus, sendo fácil ficar constipado nestas duas estações».
Quando surgem sintomas como a rinorreia (pingo no nariz), tosse (seca ou com expectoração), febre baixa (37,5 a 38,5ºC) e laringite e faringite (dores de garganta) é sinal de que se está constipado.
«Trata-se de um processo autolimitado, que evolui em três a cinco dias e depois termina», diz Sandra D’Abril, referindo os grupos mais susceptíveis de sofrer constipações:
«Pessoas com mais de 65 anos, crianças, grávidas, indivíduos com a defesa do organismo diminuída (cancro, SIDA), doentes cardíacos, diabéticos, aqueles que sofrem de patologias do foro respiratório e os profissionais de saúde por estarem em permanente contacto com os doentes.»
Constipação e gripe
É muito difícil adoptar comportamentos que previnam o aparecimento de constipações como os que existem para outras doenças.
A este respeito, Sandra D’Abril menciona que «existe uma vacina polivalente, que aumenta a imunidade mas não evita necessariamente a constipação. Se for administrada a alguém com as suas defesas naturais diminuídas, provavelmente vai evitar que se constipe mais vezes. Depois, basta evitar zonas muito aglomeradas e sítios pouco arejados para não se ser contagiado».
Se é difícil fazer algo para que não surja a constipação, é fácil atenuar os sintomas e «conviver» com os mesmos o menos tempo possível.
De acordo com a especialista, «quando se está constipado deve-se beber muita água, evitar mudanças bruscas de temperatura e tomar a medicação aconselhada pelo médico, como antipiréticos e os anti-inflamatórios (baixam a febre) e anti-histamínicos (diminuem a rinorreia) e expectorantes (soltam a expectoração). Tudo isto melhora os sintomas».
Se a sintomatologia persistir, nada como fazer uma nova visita ao médico. Até porque poderá não ser uma constipação mas algo mais grave. Aliás, as manifestações da gripe são semelhantes.
«Os sintomas da gripe são os mesmos que os da constipação, porém mais agravados. A febre, por exemplo, chega a atingir os 40ºC. Além disso, o doente tem mialgias (dores no corpo) e cefaleias (dores de cabeça). É também uma doença súbita, cuja evolução dá-se de um dia para o outro e a cura é mais morosa», elucida Sandra D’Abril, prosseguindo:
«Ambas as doenças são provocadas por vírus, mas o da gripe poderá evoluir para uma doença bacteriana que, por sua vez, pode provocar uma pneumonia, por exemplo. Já a constipação dificilmente degenera para outra doença mais grave.»
E adverte: «Os grupos mais propensos a ter gripe são os mesmos da constipação e devem tomar a vacina anualmente, porque o vírus é mutável.»