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O que é Acromegalia

Acromegalia é provocada pelo excesso prolongado de Hormona de Crescimento (também conhecido pela sigla “GH”, abreviatura do inglês “Growth Hormone”), que progressivamente vai provocando uma série de sintomas, principalmente o aumento das extremidades, dores articulares e alterações das proporções faciais.

O quadro característico leva a um aumento do número dos sapatos, dificuldade para usar anéis e alianças e modificações faciais que incluem crescimento excessivo do queixo (mandíbula), dos lábios, do nariz e perda espontânea de dentes.
A doença é provocada por um tumor benigno da glândula hipofisária (localizada no cérebro), cuja causa ainda é desconhecida. Por se tratar de doença com evolução lenta, usualmente os doentes não procuram o médico em decorrência das queixas acima descritas, sendo muitas vezes diagnosticados em situações ocasionais, alertados por algum médico que reconhece o aspecto do paciente em ambientes públicos.

 

Características e Sintomas

As principais características da doença são:
• mãos e pés grandes associados a uma característica (aumento da região frontal/testa),
• aumento do nariz e dos lábios,
• aumento da mandíbula com queixo proeminente,
• perdas dentárias e cefaleia.

Os pacientes apresentam ainda:
• pele engrossada com aumento da oleosidade e suor excessivo, engrossamento da voz, aumento do diâmetro do tórax, aumento dos genitais, formigueiro nas mãos e nos pés dores articulares principalmente na coluna, quadril (bacia), joelhos e tornozelos.
Ocorre também uma série de alterações metabólicas, principalmente:
• Diabetes,
• Hipertensão arterial,
• Litíase urinária (“pedras nos rins”)
• Insuficiência cardíaca e
• Aumento de colesterol e triglicerídeos.

A doença tem uma evolução lenta e progressiva e muitas vezes o diagnóstico é feito tardiamente (em média, 8 a 10 anos após se terem iniciado as queixas). Este atraso pode aumentar as complicações da doença.

Nos casos de diagnóstico muito tardio, pode ocorrer alteração visual provocada pela compressão do tumor hipofisário sobre o nervo óptico, usualmente associado a um quadro de dor de cabeça mais intensa. Em função das alterações de vias aéreas e do tórax, frequentemente os doentes apresentam distúrbios severos do sono, que podem variar desde o ressonar excessivo até quadros graves de apneia (paragem da respiração), que podem limitar inclusive os procedimentos de anestesia.

 

Tratamento

Após uma avaliação do risco anestésico, está indicada a cirurgia hipofisária, geralmente uma microcirugia, na qual se procede um orifício a partir do maxilar superior, atravessando os seios da face e chegando até a sela túrcica de onde o tumor é retirado. Doentes com volumosos tumores que se prolongam para regiões superiores à sela túrcica podem necessitar de cirurgia, em que a incisão cirúrgica é feita na região lateral do crânio. Dependendo do volume tumoral e dos níveis de GH, a maioria dos doentes alcança a cura pela cirurgia.

Naqueles em que este objectivo não é alcançado, procede-se a radioterapia sobre a hipófise. Até ser alcançada a cura pela radioterapia, os doentes podem ser tratados medicamentosamente. Antes e depois desses procedimentos, os doentes devem ser avaliados periodicamente no que se refere a sua função hipofisária e seguidos clinicamente, na dependência dos distúrbios associados, principalmente a Diabetes e a Hipertensão arterial.

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