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O maior estudo realizado em diabéticos tipo 2 revela que o controlo intensivo da glicemia reduz as complicações cardiovasculares e renais

Novos resultados do maior estudo jamais efectuado em doentes diabéticos tipo 2, revelam que o controlo intensivo da glicemia (açúcar) com uma substância activa baseada em gliclazida de libertação modificada (LM), protege os doentes do desenvolvimento de complicações cardiovasculares e renais da doença. Em particular, o tratamento intensivo reduz em um quinto o risco de doença renal. Apresentado no dia 6 de Junho no Congresso da American Diabetes Association, em S. Francisco (EUA) e publicado no New England Journal of Medicine, os resultados do estudo ADVANCE (Action in Diabetes and Vascular Disease) demonstram que uma estratégia de tratamento intensivo baseada em gliclazida LM pode beneficiar milhões de doentes diabéticos em todo o mundo.

Os resultados do estudo ADVANCE mostram que, com um tratamento intensivo para reduzir a glicemia:

• É possível reduzir a hemoglobina (HbA1c) para 6,5%, com toda a segurança,

• É possível reduzir significativamente o risco global das graves complicações cardiovasculares e renais da diabetes (em 10%), reduzindo em um quinto a doença renal (21%) e em 30% a proteinúria, um marcador referenciado de aumento do risco cardiovascular;

• Ficou demonstrada uma tendência positiva na redução do risco de morte cardiovascular (12%).

O estudo ADVANCE foi desenhado por investigadores do George Institute for International Health, na Austrália e envolveu um grupo de médicos investigadores independentes de 20 países diferentes. O estudo incluiu 11.140 doentes com diabetes tipo 2 que foram tratados e acompanhados durante cinco anos. O objectivo do estudo era reduzir os níveis de hemoglobina A1c para 6,5% ou menos. O tratamento intensivo incluiu uma sulfonilureia, a gliclazida de libertação modificada, para todos os doentes, em associação a outros fármacos necessários para atingir os níveis de hemoglobina glicosilada pretendidos.

O investigador principal do estudo, o Professor Stephen MacMahon, Director Principal do George Institute na Austrália referiu ”Enfrentamos uma epidemia global (diabetes). Os resultados do estudo ADVANCE vão para além da evidência clínica existente, demonstrando que através da redução da hemoglobina A1c (um marcador do controlo glicémico) para 6,5% é possível reduzir as graves complicações cardiovasculares desta doença de uma forma eficaz e segura, particularmente no que diz respeito ao risco de doença renal, uma das mais graves e incapacitantes consequências da diabetes, que levam à morte de uma em cada cinco pessoas com diabetes.”

“Os casos de hipoglicemia (glicemia baixa) foram raros no estudo ADVANCE, embora naturalmente tenham sido mais frequentes nos doentes que faziam tratamento intensivo,” referiu a investigadora do estudo e Professora Associada Anushka Patel do George Institute. “Estes dados sublinham a importância que a redução da glicemia desempenha na prevenção das complicações graves.”

“Além disso, no estudo ADVANCE, ao contrário do recente estudo ACCORD, não houve qualquer registo de aumento de risco de morte entre os doentes tratados de forma intensiva”.

“Actualmente é evidente que a prevenção das complicações vasculares major da diabetes requer uma abordagem multifactorial sobre todos os factores de risco alteráveis” concluiu o Professor John Chalmers, investigador principal do estudo, “entre os quais um controlo intensivo da glicemia desempenha um papel determinante, sobretudo na no contexto da protecção renal”.

A Diabetes mellitus é uma das maiores ameaças para a população a nível mundial. Globalmente existem aproximadamente 250 milhões de pessoas com diabetes e estima-se que esse número aumente para 380 milhões até 2025.

www.advance-trial.com

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