Insónia e obesidade são dois problemas cada vez mais recorrentes entre os portugueses. Mas, à semelhança do que já aconteceu noutros países europeus, surgiu em Portugal um método rápido e indolor para acabar com estes dois males. Método este eficaz quando aliado à força de vontade.
Usada desde finais de 2003 no nosso País para ajudar os fumadores a abandonar o tabagismo, a terapêutica praticada pela nãofumomais, que tem por base práticas de electropunctura incluindo outras terapias não convencionais como a auriculopunctura e a fitoterapia, está a ser aplicada na resolução de problemas como a insónia e a obesidade.
«A rede de 28 clínicas existentes em vários pontos do País e o facto de mais de sete mil fumadores portugueses terem abandonado o vício marcaram o sucesso da nãofumomais. Esta marca contínua, mas a todos os franchisados é-lhes dada a possibilidade de terem mais dois tratamentos – insónianuncamais e nãoengordomais. É uma forma de diversificarem o negócio», menciona o Dr. Pedro Marques Fernandes, director-geral da lets live center, salientando:
«Contudo, não é obrigatório que todos os franchisados integrem estes novos tratamentos no seu modelo de negócio. Nas áreas territoriais onde os actuais franchisados optem por manter apenas o tratamento para deixar de fumar, é possível franchisar apenas os dois novos tratamentos insonianuncamais e nãoengordomais.»
Para já serão cinco as clínicas nãofumomais a mudar o nome para lets live center, portanto, a ter os três tratamentos já referidos. Situam-se em Matosinhos, Lisboa (Amoreiras e Avenida da Liberdade), Faro e Funchal.
Mais saúde e qualidade de vida
«Operamos numa das áreas mais sensíveis – saúde e bem-estar –, pelo que o nosso objectivo é ajudar os portugueses a serem mais saudáveis e a terem mais qualidade de vida», diz Pedro Marques Fernandes.
O tratamento à insónia e à obesidade é feito com um aparelho desenvolvido para seguir os princípios da electropunctura, que utiliza o método patenteado internacionalmente Elektromeridian-Kobra.
«O mecanismo de funcionamento da electropunctura é o mesmo que a acupunctura. O que difere é a forma de intervenção entre o terapeuta e o paciente», explica o Dr. Frederico Carvalho, consultor técnico em Medicina Complementar, continuando:
«A electropunctura é a estimulação eléctrica e magnética dos pontos específicos do corpo, através de um aparelho que fica situado à superfície da pele, não sendo feita a penetração da agulha. Esta estimulação vai ajudar o organismo a encontrar o seu equilíbrio e, dessa forma, contribuir para solucionar os problemas relacionados com a insónia e com a obesidade.»
«Enquanto o tratamento naofumomais é feito no padrão auricular e no nariz, para o nãoengordomais estimulam-se pontos na testa, no pescoço, nas costas, na barriga, no braço direito e no tornozelo esquerdo e para a insónianuncamais os pontos a estimular são os braços, o tornozelo, a testa e o pescoço», indica Pedro Marques Fernandes.
Adeus insónia, adeus obesidade
Contudo, antes de se proceder à estimulação dos pontos, os terapeutas avaliam a situação de cada indivíduo.
Tanto para o excesso de peso como para a insónia há uma consulta de avaliação realizada por um psicólogo, onde são recolhidos dados. Estes são inseridos no processador para, posteriormente, o aparelho fornecer parâmetros essenciais para definir o modo de actuação, nomeadamente, o tempo necessário para estimular os pontos.
Para os «gordinhos» é, por exemplo, importante que o técnico saiba o índice de massa corporal, o nível de obesidade, o peso ideal, entre outros factores. Já para aqueles que têm dificuldade em adormecer, o teste inicial serve para determinar o tipo de insónia (ocasional, transitória ou crónica).
Concluída esta fase, efectua-se o tratamento. Segundo Pedro Marques Fernandes, «para o problema de insónia são feitas cinco sessões. Para tratar a obesidade, o doente tem de realizar 20 sessões divididas em duas fases e tem também uma consulta com um nutricionista, sobretudo, para melhorar os hábitos alimentares enraizados».
«Esta terapia assenta num conceito diferente do convencional. Ou seja, é habitual ir ao médico que, por sua vez, passa uma receita, compra-se os medicamentos e quando a dor passa, o problema rapidamente é esquecido», sustenta Frederico Carvalho, que completa:
«Neste método, o ser humano é visto como um todo, isto é, o terapeuta, além de fazer a estimulação, ajuda o doente a reeducar-se, a reorganizar os seus hábitos de vida. É este o factor que marca a diferença.»
Porém, Pedro Marques Fernandes, frisa: «Se se quer deixar de fumar, ou não engordar mais, é fundamental haver motivação suficiente. Sem força de vontade nada é conseguido.»
E exemplifica: «Uma pessoa pode fazer o tratamento nãoengordomais, mas de nada lhe servirá se continuar com os hábitos alimentares que o fazem engordar. Por exemplo, pode ser difícil convencer um português a não comer o pastel de nata, mas têm que se criar hábitos alimentares diferentes após a terapêutica.»
Estes tratamentos podem ser feitos por todos aqueles que desejem, excepto grávidas, doentes com epilepsia e pessoas que tenham pace-maker.
Por enquanto, serão estas as três áreas de actuação. Contudo, de futuro, é possível que se venha a desenvolver o mesmo método para outras doenças.
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