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Na vanguarda da genética clínica

O Centro de Genética Clínica (CGC) é o primeiro laboratório privado de Genética Médica em Portugal. Executa cerca de 4000 análises por mês e disponibiliza mais de 1500 exames diferentes. O CGC conta com, aproximadamente, 70 colaboradores e “desenvolve testes de diagnóstico para qualquer doença com alteração descrita”, afirma a Prof.ª Purificação Tavares, Directora Clínica, em entrevista ao Jornal do Centro de Saúde.

Quando nasceu o CGC e como se implantou em Portugal?

O Centro de Genética Clínica (CGC) foi criado em 1983, inicialmente para prestação na área das consultas de Genética Médica e Anatomia Patológica. Em 1992, foi decidido desenvolver actividade laboratorial em Genética Médica, que, na época, era predominantemente citogenética, isto é, estudo dos cromossomas. O CGC tornou se, então, o primeiro laboratório privado de Genética Médica em Portugal.

Quantos colaboradores tem o Centro?

O CGC investe fortemente em recursos humanos altamente qualificados para a sua equipa de trabalho. Assim, o CGC conta actualmente com cerca de 70 colaboradores, entre eles oito doutorados e 57 licenciados.

O CGC possui também uma equipa de consultores, portugueses e estrangeiros, nas diversas áreas científicas e ainda na área económica e financeira, que contribuem proactivamente para o bom desempenho do Centro.

Quais os sectores de actividade em que a empresa opera?

Neste momento, o CGC desenvolve a sua actividade em cinco capacidades laboratoriais diferentes: biologia molecular, biotecnologia, citogenética, rastreio pré-natal e anatomia patológica. Estes laboratórios complementam-se de forma a que uma amostra possa ser estudada integralmente no CGC sem recurso ao exterior, para nenhuma vertente.

Assim, constituímos um grupo de laboratórios que trabalham sempre apoiados pelos especialistas da consulta de Genética Médica. Isto é muito importante para a melhor interpretação de resultados e integração de dados úteis. A actividade do grupo é muito vasta, das mais vastas da Europa, executando cerca de 4000 análises por mês e disponibilizando mais de 1500 exames diferentes.

Na sua opinião, qual o papel da genética em Portugal?

Tal como nos restantes países, o desenvolvimento da genética e as suas aplicações em todas as especialidades médicas fornece uma enorme mais-valia no rastreio, diagnóstico, prognóstico e orientação terapêutica de muitas afecções. Quando bem aplicado, um rastreio populacional é útil, tal como é importante fazer a confirmação de um diagnóstico de uma doença, e também saber se um indivíduo é resistente a um tratamento proposto para a sua leucemia.

Assim, quer falemos de estudos genéticos na população que identificam indivíduos em risco de uma doença (como por exemplo o rastreio pré-natal), quer falemos em estudos para confirmação de uma suspeita de diagnóstico (cancros, síndromes génicos, anomalias cromossómicas, etc.), que a seguir nos leva a estudar a família para identificar indivíduos em risco concreto, a genética tem um papel fundamental em todas as especialidades médicas, da ORL à oftalmologia, da obstetrícia à medicina interna, da pediatria à gastrenterologia, etc.

A clínica na genética médica acompanha o espantoso desenvolvimento das possibilidades técnicas actuais. Repare que actualmente, no CGC, podemos desenvolver testes de diagnóstico para qualquer doença com alteração descrita, o que representa uma mais valia enorme.

Em Portugal, o número de médicos com a especialidade de Genética Médica é, tal como na maioria dos países, ainda insuficiente para as necessidades; mas o CGC tem no seu grupo seis dos 35 especialistas nacionais, para assegurar as consultas e o apoio em Lisboa e no Porto.

Jornal do Centro de Saúde

www.jornaldocentrodesaude.pt

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