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Mortalidade infantil caiu 79% nos últimos 20 anos

A aposta nos cuidados de saúde primários (CSP) nas últimas duas décadas resultou numa queda de 79% da mortalidade infantil em Portugal. No 13º Congresso Nacional de Medicina Familiar, a decorrer no Centro de Congressos do Estoril até amanhã, médicos de família nacionais e internacionais fizeram o balanço de 30 anos de CSP, lançados com a Declaração de Alma Ata.

“Nos 30 anos decorridos da assinatura da Declaração de Alma Ata, Portugal demarcou-se no esforço de melhorar a saúde primária, nomeadamente ao nível da saúde materno-infantil, diminuindo drasticamente as taxas de mortalidade e transformando-se num dos países com a menor taxa de mortalidade infantil do mundo”, salientou Luís Pisco, Presidente da APMCG (Associação de Médicos de Clínica Geral).

Em Portugal, há duas décadas morriam 24 crianças em cada mil. Desde então, a mortalidade infantil registou uma queda de 79%, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Contudo, o médico de família afiança que “ainda há um longo caminho a percorrer para optimizar a rede nacional de cuidados primários. É importante que haja um maior financiamento nesta área, nomeadamente ao nível das políticas de saúde. Também os recursos humanos devem ser uma aposta cada vez mais forte”.

Concluindo, Luís Pisco acrescenta que “a formação cívica cabe não só ao médico de família, especializado em clínica geral, mas também na integração de outros profissionais – nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, entre outros”.

 

Declaração de Alma Ata

A Declaração de Alma Ata foi formalizada em Setembro de 1978 na cidade da antiga União Soviética, hoje Cazaquistão, naquele que foi um momento histórico para o desenvolvimento dos Cuidados de Saúde Primários. A conferência internacional da OMS sobre CSP incentivou a acção internacional e nacional, urgente e eficaz, para que os CSP sejam desenvolvidos e aplicados em todo o mundo

 

Congresso lança livros da especialidade

Durante o Congresso, foi hoje apresentada a obra ‘Uma concepção global do adoecer humano’, da autoria de Mário Moura, Presidente honorário da APMCG. “O livro pretende transmitir a minha experiência e preocupação com a doença e o aspecto sentimental da mesma”, afirma o autor de uma obra que aborda em muito o afecto e o lado humano da medicina familiar.

Amanhã vai ter lugar um novo lançamento literário. “A consulta em 7 passos”, da autoria de Vítor Ramos e com o apoio da Fundação AstraZeneca e da APMCG, é uma análise crítica de consultas em medicina geral e familiar, com uma visão das diferentes dimensões e das boas práticas que envolvem a consulta médica.

“É um livro didáctico e divertido que começou por ser um exercício prático usado no treino da consulta dos médicos internos”, afirma o especialista. A apresentação está marcada para as 13h de amanhã.

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