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HAITI – Um ano após o terramoto

12 Janeiro, 2011 0

Até finais de Setembro, a Cruz Vermelha/Crescente Vermelho gastou 273,1 milhões de francos suíços (cerca de 217,6 milhões de euros), cerca de uma quarta parte dos 1.118 milhões de francos suíços (cerca de 891,5 milhões de euros) doados.

O relatório reflecte também sobre algumas dificuldades importantes encontradas no trabalho de recuperação. Por exemplo, apesar do enorme esforço realizado pela comunidade humanitária no seu conjunto, um milhão de pessoas ainda vive em acampamentos:

“O problema primordial (no que respeita ao abrigo temporário e de longo prazo) é o acesso aos terrenos. Com frequência este está bloqueado por um complexo e informal sistema de propriedade que impede clarificar a quem pertence realmente o título de propriedade de uma terra.”

“O terramoto não originou problemas relativos à propriedade de uma terra, mas veio certamente exacerbá-los. Isto resultou em graves consequências para os planos de construção de refúgios.”

A pesar das dificuldades, está-se a avançar no objectivo de encontrar soluções de alojamento a longo prazo e mais seguras para a população deslocada. Segundo o grupo temático sobre refúgio do Comité Permanente entre Organismos/Nações Unidas, à data de 16 de Dezembro, os organismos de ajuda tinham construído em todo o Haiti 31.656 refúgios de transição. Até finais de Novembro, a Cruz Vermelha/Crescente Vermelho proporciou refúgios melhorados e seguros a 3.120 famílias.

Quanto ao futuro, o relatório enfatiza a importância de apoiar a reconstrução das autoridades e instituições haitianas. Neste contexto, a Cruz Vermelha/Crescente Vermelho comprometeu-se a construir, reabilitar ou reforçar 25 escolas e 22 centros de saúde.

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Resposta da Cruz Vermelha Portuguesa

No dia seguinte ao terramoto no Haiti e em resposta ao apelo de emergência da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho para apoiar as vítimas desta catástrofe, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) lançou uma forte campanha de angariação de donativos para o seu Fundo de Emergência. A resposta e a generosidade dos portugueses foram extraordinárias.

Na fase de emergência, a CVP contribuiu com 500.000 euros para o apelo internacional a fim de ajudar as primeiras acções no terreno. Ao fazê-lo, a resposta dada foi rápida e efectiva, apoiando a Cruz Vermelha Haitiana a assistir 20.000 famílias (aproximadamente 100.000 beneficiários) durante 9 meses.

Passada a fase de emergência e já na fase de recuperação da catástrofe, a CVP iniciou um projecto de abrigos temporários em cooperação com a Cruz Vermelha Suíça. Este projecto consiste na construção de 600 habitações de uma aldeia numa zona montanhosa, Palmiste-à-Vin, perto de Leogane, a cerca de 80 km de Port-au-Prince.

As habitações são estruturas pré-fabricadas importadas do Vietname, que se compõem numa divisão única com três janelas e uma porta em alumínio, (respeitando “a tradição da região). São resistentes em situações de tremores de terra e tufões.

As primeiras habitações foram entregues nos últimos dias de Setembro de 2010 durante a deslocação ao país de uma delegação para acompanhar o processo, na qual participaram Carlos Pimenta Araújo, Responsável pelo Departamento Internacional e Assessor do Presidente Nacional, e Rogério Costa Pereira, Coordenador da Área de Emergência, da Cruz Vermelha Portuguesa.

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