Profª Lenea Campino, Presidente do ONLEISH – Observatório Nacional das Leishmanioses, apela à prevenção e educação da população: “Foi por termos detectado uma lacuna na informação disponível sobre a Leishmaniose e o desconhecimento da maioria da população para o facto dela ser transmissível ao homem que temos trabalhado no sentido de criarmos esta Associação”.
No Instituto de Higiene e Medicina Tropical, é apresentado hoje, em Lisboa, o Primeiro Observatório Nacional das Leishmanioses (ONLEISH), com o objectivo de criar uma rede de vigilância para a Leishmaniose Canina (LCan). A falta de conhecimento desta doença e o aquecimento global são os grandes responsáveis pela sua propagação que pode constituir um risco para a Saúde Pública.
A criação, pela primeira vez em Portugal, de um Observatório para as Leishmanioses tem como principal objectivo o apoio e a organização de acções de esclarecimento e sensibilização sobre a Leishmaniose à Sociedade Civil, através da organização de uma rede de vigilância epidemiológica, apoio a estudos de investigação, edição de publicações sobre a temática, estabelecimento de protocolos de colaboração com entidades públicas ou privadas, assim como a promoção e a participação em congressos e reuniões destinados a debater temas relacionados com esta patologia.
A Profª Lenea Campino, Presidente do ONLEISH alerta para a necessidade da prevenção: “A LCan é considerada grave pelo seu prognóstico e potencial propagação. Uma vez que o tratamento é prolongado e doloroso para o cão, dispendioso para os donos e, na maioria dos casos, não permite uma cura parasitária definitiva, é essencial que se utilizem as medidas preventivas actualmente disponíveis”. Perante esta necessidade a Profª Lenea Campino, alerta ainda para a falta de conhecimento geral sobre a matéria.
A LCan é uma doença parasitária infecciosa causada por um mosquito, potencialmente fatal nos cães e transmissível ao homem. Trata-se de uma patologia bastante frequente não só em Portugal como também nos restantes países da Bacia Mediterrânica. Com base em estudos já realizados podem ser consideradas zonas endémicas a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, a sub-região da Cova da Beira, o concelho da Lousã, a região de Lisboa e de Setúbal, o concelho de Évora e o Algarve, assim como algumas zonas ribatejanas.
Em Portugal, esta patologia tem vindo a aumentar significativamente. Projecções feitas recentemente indicam que a manter-se a tendência do aquecimento global, a prevalência da Leishmaniose continuará a crescer, devido ao aumento do número de meses de actividade dos insectos e à percentagem do número de dias favorável ao desenvolvimento das leishmanias nos flebótomos vectores. Esta evolução deve ser seguida de perto, pois constitui um risco para a Saúde Publica.
Embora, eventuais acções de sensibilização e esclarecimento possam ser prioritárias nas áreas de maior risco de infecção, as áreas de menor risco não deixam de ser importantes. De facto, frequentemente e com uma regularidade anual, sobretudo no Verão, ocorrem migrações de cães de áreas geográficas de menor risco para áreas de maior risco, como por exemplo, para o Algarve.
Actualmente, e não havendo uma vacina comercializada na Europa, a única forma de prevenir a doença, nos cães domésticos, é através da utilização correcta de repelentes de insectos, entre os quais, as coleiras impregnadas com deltametrina. Porém, a prevenção só será possível se os proprietários dos cães estiverem sensibilizados para esta doença.
A LCan em Portugal – O que sabem os donos dos cães acerca desta doença?
Com base num questionário sobre a LCan realizado junto de proprietários de cães que visitaram Centros de Atendimento Médico-Veterinário, uma equipa multidisciplinar de veterinários e investigadores efectuou um estudo que nos permite ter uma ideia do nível de conhecimento da Leishmaniose, em Portugal.
• 40% a 70% dos donos dos cães não conhecem a LCan;
• 55% a 80% não sabem qual o resultado do tratamento;
• 60% a 75% não sabem como prevenir esta doença;
• 70% a 85% desconhecem quais os sinais clínicos típicos;
• Só 20% considera que a LCan pode ser transmitida ao homem;
• Cerca de 71% consideram que a vacinação é uma forma de prevenção da LCan;
Apenas entre 6% a 12% dos donos dos animais inquiridos demonstram ter um conhecimento satisfatório acerca da LCan.
Estes resultados permitem concluir que o nível de conhecimento acerca da doença é reduzido, tornando-se evidente a necessidade de serem desenvolvidos esforços de sensibilização e esclarecimento junto dos donos dos cães acerca desta parasitose.
Sobre a LCan
A Leishmaniose é uma doença parasitária infecciosa causada por um mosquito, o flebótomo, é transmitida ao cão, a animais silvestres, como os roedores, e ao homem. Surge, normalmente, em cães com mais ou menos um ano de idade e mais frequentemente em animais de pêlo curto e/ou que vivem no exterior. A doença pode desenvolver-se de duas formas distintas – através de feridas na pele que não cicatrizam e pode ainda atingir determinados órgãos internos. Os cães desenvolvem sempre as duas formas simultaneamente.
Os animais afectados pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas – queda de pelo, emagrecimento, fraqueza geral, apatia, febre irregular, feridas persistentes (Leishmaniose Cutânea), dilatação do fígado ou do baço (Leishmaniose Visceral), aumento exagerado das unhas, vómito e sangramento nasal.
Um cão que está dentro de casa, bem alimentado, desparasitado e vacinado, constitui um risco mínimo de infecção. Contudo, um cão abandonado está mais sujeito a agentes infecciosos.
No Instituto de Higiene e Medicina Tropical, é apresentado hoje, em Lisboa, o Primeiro Observatório Nacional das Leishmanioses (ONLEISH), com o objectivo de criar uma rede de vigilância para a Leishmaniose Canina (LCan). A falta de conhecimento desta doença e o aquecimento global são os grandes responsáveis pela sua propagação que pode constituir um risco para a Saúde Pública.
A criação, pela primeira vez em Portugal, de um Observatório para as Leishmanioses tem como principal objectivo o apoio e a organização de acções de esclarecimento e sensibilização sobre a Leishmaniose à Sociedade Civil, através da organização de uma rede de vigilância epidemiológica, apoio a estudos de investigação, edição de publicações sobre a temática, estabelecimento de protocolos de colaboração com entidades públicas ou privadas, assim como a promoção e a participação em congressos e reuniões destinados a debater temas relacionados com esta patologia.
A Profª Lenea Campino, Presidente do ONLEISH alerta para a necessidade da prevenção: “A LCan é considerada grave pelo seu prognóstico e potencial propagação. Uma vez que o tratamento é prolongado e doloroso para o cão, dispendioso para os donos e, na maioria dos casos, não permite uma cura parasitária definitiva, é essencial que se utilizem as medidas preventivas actualmente disponíveis”. Perante esta necessidade a Profª Lenea Campino, alerta ainda para a falta de conhecimento geral sobre a matéria.
A LCan é uma doença parasitária infecciosa causada por um mosquito, potencialmente fatal nos cães e transmissível ao homem. Trata-se de uma patologia bastante frequente não só em Portugal como também nos restantes países da Bacia Mediterrânica. Com base em estudos já realizados podem ser consideradas zonas endémicas a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, a sub-região da Cova da Beira, o concelho da Lousã, a região de Lisboa e de Setúbal, o concelho de Évora e o Algarve, assim como algumas zonas ribatejanas.
Em Portugal, esta patologia tem vindo a aumentar significativamente. Projecções feitas recentemente indicam que a manter-se a tendência do aquecimento global, a prevalência da Leishmaniose continuará a crescer, devido ao aumento do número de meses de actividade dos insectos e à percentagem do número de dias favorável ao desenvolvimento das leishmanias nos flebótomos vectores. Esta evolução deve ser seguida de perto, pois constitui um risco para a Saúde Publica.
Embora, eventuais acções de sensibilização e esclarecimento possam ser prioritárias nas áreas de maior risco de infecção, as áreas de menor risco não deixam de ser importantes. De facto, frequentemente e com uma regularidade anual, sobretudo no Verão, ocorrem migrações de cães de áreas geográficas de menor risco para áreas de maior risco, como por exemplo, para o Algarve.
Actualmente, e não havendo uma vacina comercializada na Europa, a única forma de prevenir a doença, nos cães domésticos, é através da utilização correcta de repelentes de insectos, entre os quais, as coleiras impregnadas com deltametrina. Porém, a prevenção só será possível se os proprietários dos cães estiverem sensibilizados para esta doença.
A LCan em Portugal – O que sabem os donos dos cães acerca desta doença?
Com base num questionário sobre a LCan realizado junto de proprietários de cães que visitaram Centros de Atendimento Médico-Veterinário, uma equipa multidisciplinar de veterinários e investigadores efectuou um estudo que nos permite ter uma ideia do nível de conhecimento da Leishmaniose, em Portugal.
• 40% a 70% dos donos dos cães não conhecem a LCan;
• 55% a 80% não sabem qual o resultado do tratamento;
• 60% a 75% não sabem como prevenir esta doença;
• 70% a 85% desconhecem quais os sinais clínicos típicos;
• Só 20% considera que a LCan pode ser transmitida ao homem;
• Cerca de 71% consideram que a vacinação é uma forma de prevenção da LCan;
Apenas entre 6% a 12% dos donos dos animais inquiridos demonstram ter um conhecimento satisfatório acerca da LCan.
Estes resultados permitem concluir que o nível de conhecimento acerca da doença é reduzido, tornando-se evidente a necessidade de serem desenvolvidos esforços de sensibilização e esclarecimento junto dos donos dos cães acerca desta parasitose.
Sobre a LCan
A Leishmaniose é uma doença parasitária infecciosa causada por um mosquito, o flebótomo, é transmitida ao cão, a animais silvestres, como os roedores, e ao homem. Surge, normalmente, em cães com mais ou menos um ano de idade e mais frequentemente em animais de pêlo curto e/ou que vivem no exterior. A doença pode desenvolver-se de duas formas distintas – através de feridas na pele que não cicatrizam e pode ainda atingir determinados órgãos internos. Os cães desenvolvem sempre as duas formas simultaneamente.
Os animais afectados pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas – queda de pelo, emagrecimento, fraqueza geral, apatia, febre irregular, feridas persistentes (Leishmaniose Cutânea), dilatação do fígado ou do baço (Leishmaniose Visceral), aumento exagerado das unhas, vómito e sangramento nasal.
Um cão que está dentro de casa, bem alimentado, desparasitado e vacinado, constitui um risco mínimo de infecção. Contudo, um cão abandonado está mais sujeito a agentes infecciosos.