A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) em parceria com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), com a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) e a Novartis Farma irá implementar, de Abril até 31 de Maio, a original campanha de rastreios “Ganhar Saúde”. Alertar a população portuguesa para a problemática da hipertensão, excesso de peso e reduzir o risco cardiovascular e metabólico em Portugal, através da participação directa do cidadão, são os principais objectivos.
Com o projecto nacional “Ganhar Saúde”, os Portugueses que apresentarem valores acima do normal são desafiados a reduzir o seu peso, tensão arterial e perímetro abdominal e doar “aquilo que têm a mais” ao seu Centro de Saúde.
A iniciativa será implementada em 24 Centros de Saúde / Unidades de Saúde Familiar no norte, centro e sul do país. Estão estimados mais de 96 dias de rastreio, com a participação estimada em rastreio de mais de 5.000 utentes e 500 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiras, envolvidos.
Salientam-se dois momentos específicos: até ao final de Maio, o enfoque da campanha será na tensão arterial sistólica e, de Setembro a Outubro, no excesso de peso e diabetes. Os resultados preliminares desta acção serão divulgados no final de Maio, Mês do Coração, e os resultados finais, relativos ao ano de 2009, por ocasião da celebração do Dia Mundial da Diabetes, em Novembro próximo.
A mecânica da campanha “Ganhar Saúde” será igual tanto na primeira, como na segunda fase. Uma equipa da FPC irá avaliar o estado de saúde inicial do utente e, quatro semanas depois e após entrega de informação de aconselhamento alimentar e de estilo de vida, procederá a nova medição para registar os progressos atingidos. O projecto irá permitir também recolher dados locais para uma posterior análise mais actualizada da saúde dos portugueses e das características específicas das várias regiões nacionais.
De acordo com Teresa Gomes Mota, responsável da FPC e Coordenadora Nacional do projecto, “esta é a primeira vez que desenvolvemos um projecto com estas características originais. Numa altura em que se fala tanto de crise, o utente português tem a oportunidade de participar numa campanha de responsabilidade cívica para a qual não é necessário doar dinheiro mas sim aquilo que realmente não faz falta e, ao mesmo tempo, melhorar a sua saúde.” Segundo a médica cardiologista, “No rastreio é detectado um valor de tensão arterial de 151/95 mmHg.
O utente e o enfermeiro falam sobre as causas do problema e as possíveis soluções. Quatro semanas depois o utente é reavaliado. A sua tensão é agora de 134/88 e emagreceu 400g. Faz uma doação de 17 mmHg para a campanha Ganhar Saúde, simbolizadas por 17 esferas vermelhas que são depositadas num recipiente especial existente no seu centro de saúde.”
O utente que pretenda doar milímetros de mercúrio (mmHg) e quilogramas deverá ter idade igual ou superior a 16 anos e apresentar um valor superior a 120 mmHg na primeira medição da tensão arterial. Durante este primeiro contacto, o utente e o enfermeiro vão elaborar um plano de acção com o objectivo de reduzir a tensão arterial e incrementar as medidas de estilo de vida saudável. Caso o utente apresente uma tensão superior a 140/90 será recomendada uma consulta médica.
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CAMPANHA NACIONAL “GANHAR SAÚDE”
Sabia que….
• A população portuguesa apresenta algumas características de comportamento pouco saudáveis e que contribuem para o aumento do risco de doença cardíaca. O sedentarismo atinge níveis elevados, mesmo entre a população activa.1
• Portugal é o país da União Europeia que mais consome calorias por dia e em que menos se anda a pé. 2
• As doenças do aparelho circulatório, nomeadamente as doenças cerebrovasculares e a doença isquémica cardíaca, encontram-se entre as principais causas de morbilidade, invalidez e mortalidade em Portugal, sendo a terceira e a quarta causa de anos potenciais de vida perdidos e a principal causa de morte em Portugal em ambos os sexos.1
• 50 por cento da população portuguesa apresenta excesso de peso. 3
• A HTA (hipertensão arterial) é um problema muito comum em Portugal e atinge mais de 40 por cento da população adulta. A HTA não tratada implica um risco elevado de doença cardiovascular, que pode progredir, silenciosamente, durante anos.4
• Em Portugal, só cerca de metade dos hipertensos sabe que tem a pressão arterial elevada, apenas um quarto está medicado e apenas um oitavo (11 por cento) está controlado.4
• Designam-se por hipertensão arterial todas as situações em que se verificam valores de tensão arterial aumentados. Para esta caracterização, consideram-se valores de tensão arterial sistólica superiores ou iguais a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio) e/ou valores de tensão arterial diastólica superiores a 90 mm Hg.5
• Portugal tem actualmente 905.035 diabéticos, o equivalente a 11,7 por cento da população. Números que ultrapassam largamente as previsões para 2025, que projectavam valores na ordem dos 8,0 por cento. Em apenas três anos, e tendo como referência os resultados do Inquérito Nacional de Saúde, foram detectados mais 5,5 por cento de novos casos, o que corresponde a um aumento de 44,5 por cento no número de diabéticos. Dos 905.035 casos detectados numa população entre os 20 e os 79 anos, 5,1 por cento desconheciam ter a doença.6
• De referir que a prevalência da diabetes é superior entre a população masculina. 14,2 por cento dos homens portugueses têm diabetes. São também os mais velhos quem apresenta o maior número de casos. Mais de um quarto da população portuguesa entre os 60 e os 79 anos é, actualmente, diabética: 26,3 por cento, correspondentes a 497.485 pessoas.6
• A diabetes é uma doença que resulta de uma deficiente capacidade de utilização pelo nosso organismo da nossa principal fonte de energia – a glucose. Muitos dos alimentos que ingerimos são transformados em glucose no nosso aparelho digestivo. Ela resulta da digestão e transformação dos amidos e dos açúcares da nossa alimentação. Depois de absorvida, entra na circulação sanguínea e está disponível para as células a utilizarem.7
1. Plano Nacional de Saúde, Ministério da Saúde, 2004/2010
2. Health and Fitness Survey – Dublin: Institut of European Food Studies, 2000
3. Carmo, Isabel do et al; Estudo da Prevalência da Obesidade em Portugal, Janeiro/Julho 2000
4. Carrageta, Manuel, Info Fundação Portuguesa de Cardiologia, 2008
5. Enciclopédia da Saúde, Ministério da Saúde, 2006
6. Estudo 2009 desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia – SPD através do Observatório Nacional de Diabetes, em conjunto com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal – APDP, o Instituto de Higiene e Medicina Social da Faculdade de Medicina de Coimbra e com o apoio da Direcção Geral da Saúde – DGS
7. Dados – Associação Protectora de Diabéticos de Portugal – APDP – 2008/2009
Com o projecto nacional “Ganhar Saúde”, os Portugueses que apresentarem valores acima do normal são desafiados a reduzir o seu peso, tensão arterial e perímetro abdominal e doar “aquilo que têm a mais” ao seu Centro de Saúde.
A iniciativa será implementada em 24 Centros de Saúde / Unidades de Saúde Familiar no norte, centro e sul do país. Estão estimados mais de 96 dias de rastreio, com a participação estimada em rastreio de mais de 5.000 utentes e 500 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiras, envolvidos.
Salientam-se dois momentos específicos: até ao final de Maio, o enfoque da campanha será na tensão arterial sistólica e, de Setembro a Outubro, no excesso de peso e diabetes. Os resultados preliminares desta acção serão divulgados no final de Maio, Mês do Coração, e os resultados finais, relativos ao ano de 2009, por ocasião da celebração do Dia Mundial da Diabetes, em Novembro próximo.
A mecânica da campanha “Ganhar Saúde” será igual tanto na primeira, como na segunda fase. Uma equipa da FPC irá avaliar o estado de saúde inicial do utente e, quatro semanas depois e após entrega de informação de aconselhamento alimentar e de estilo de vida, procederá a nova medição para registar os progressos atingidos. O projecto irá permitir também recolher dados locais para uma posterior análise mais actualizada da saúde dos portugueses e das características específicas das várias regiões nacionais.
De acordo com Teresa Gomes Mota, responsável da FPC e Coordenadora Nacional do projecto, “esta é a primeira vez que desenvolvemos um projecto com estas características originais. Numa altura em que se fala tanto de crise, o utente português tem a oportunidade de participar numa campanha de responsabilidade cívica para a qual não é necessário doar dinheiro mas sim aquilo que realmente não faz falta e, ao mesmo tempo, melhorar a sua saúde.” Segundo a médica cardiologista, “No rastreio é detectado um valor de tensão arterial de 151/95 mmHg.
O utente e o enfermeiro falam sobre as causas do problema e as possíveis soluções. Quatro semanas depois o utente é reavaliado. A sua tensão é agora de 134/88 e emagreceu 400g. Faz uma doação de 17 mmHg para a campanha Ganhar Saúde, simbolizadas por 17 esferas vermelhas que são depositadas num recipiente especial existente no seu centro de saúde.”
O utente que pretenda doar milímetros de mercúrio (mmHg) e quilogramas deverá ter idade igual ou superior a 16 anos e apresentar um valor superior a 120 mmHg na primeira medição da tensão arterial. Durante este primeiro contacto, o utente e o enfermeiro vão elaborar um plano de acção com o objectivo de reduzir a tensão arterial e incrementar as medidas de estilo de vida saudável. Caso o utente apresente uma tensão superior a 140/90 será recomendada uma consulta médica.
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CAMPANHA NACIONAL “GANHAR SAÚDE”
Sabia que….
• A população portuguesa apresenta algumas características de comportamento pouco saudáveis e que contribuem para o aumento do risco de doença cardíaca. O sedentarismo atinge níveis elevados, mesmo entre a população activa.1
• Portugal é o país da União Europeia que mais consome calorias por dia e em que menos se anda a pé. 2
• As doenças do aparelho circulatório, nomeadamente as doenças cerebrovasculares e a doença isquémica cardíaca, encontram-se entre as principais causas de morbilidade, invalidez e mortalidade em Portugal, sendo a terceira e a quarta causa de anos potenciais de vida perdidos e a principal causa de morte em Portugal em ambos os sexos.1
• 50 por cento da população portuguesa apresenta excesso de peso. 3
• A HTA (hipertensão arterial) é um problema muito comum em Portugal e atinge mais de 40 por cento da população adulta. A HTA não tratada implica um risco elevado de doença cardiovascular, que pode progredir, silenciosamente, durante anos.4
• Em Portugal, só cerca de metade dos hipertensos sabe que tem a pressão arterial elevada, apenas um quarto está medicado e apenas um oitavo (11 por cento) está controlado.4
• Designam-se por hipertensão arterial todas as situações em que se verificam valores de tensão arterial aumentados. Para esta caracterização, consideram-se valores de tensão arterial sistólica superiores ou iguais a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio) e/ou valores de tensão arterial diastólica superiores a 90 mm Hg.5
• Portugal tem actualmente 905.035 diabéticos, o equivalente a 11,7 por cento da população. Números que ultrapassam largamente as previsões para 2025, que projectavam valores na ordem dos 8,0 por cento. Em apenas três anos, e tendo como referência os resultados do Inquérito Nacional de Saúde, foram detectados mais 5,5 por cento de novos casos, o que corresponde a um aumento de 44,5 por cento no número de diabéticos. Dos 905.035 casos detectados numa população entre os 20 e os 79 anos, 5,1 por cento desconheciam ter a doença.6
• De referir que a prevalência da diabetes é superior entre a população masculina. 14,2 por cento dos homens portugueses têm diabetes. São também os mais velhos quem apresenta o maior número de casos. Mais de um quarto da população portuguesa entre os 60 e os 79 anos é, actualmente, diabética: 26,3 por cento, correspondentes a 497.485 pessoas.6
• A diabetes é uma doença que resulta de uma deficiente capacidade de utilização pelo nosso organismo da nossa principal fonte de energia – a glucose. Muitos dos alimentos que ingerimos são transformados em glucose no nosso aparelho digestivo. Ela resulta da digestão e transformação dos amidos e dos açúcares da nossa alimentação. Depois de absorvida, entra na circulação sanguínea e está disponível para as células a utilizarem.7
1. Plano Nacional de Saúde, Ministério da Saúde, 2004/2010
2. Health and Fitness Survey – Dublin: Institut of European Food Studies, 2000
3. Carmo, Isabel do et al; Estudo da Prevalência da Obesidade em Portugal, Janeiro/Julho 2000
4. Carrageta, Manuel, Info Fundação Portuguesa de Cardiologia, 2008
5. Enciclopédia da Saúde, Ministério da Saúde, 2006
6. Estudo 2009 desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia – SPD através do Observatório Nacional de Diabetes, em conjunto com a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal – APDP, o Instituto de Higiene e Medicina Social da Faculdade de Medicina de Coimbra e com o apoio da Direcção Geral da Saúde – DGS
7. Dados – Associação Protectora de Diabéticos de Portugal – APDP – 2008/2009