Figuras públicas associam-se a Dia Mundial da Hepatite
Face à actual situação, o investigador defende a adopção de medidas urgentes, que reduzam o impacto negativo que as hepatites têm na Saúde Pública.
500 mil a 1 milhão de mortes prematuras
A nível internacional, calcula-se que entre 500 mil e 1 milhão de indivíduos morrem todos os anos por causas relacionadas com o vírus da hepatite B, seja hepatite fulminante, cirrose hepática ou cancro do fígado.
O Dia Mundial, da Hepatite é assinalado em 55 países de todo o mundo. Em 20 cidades da Alemanha são oferecidos testes gratuitos e realizam-se seminários locais com médicos hepatologistas, que vão visitar jornais e estações de rádio. Vai ainda ser criada uma linha aberta para o público. Além da actualização da informação do site www.welthepatitistag.info, há um perfil sobre o dia no facebook, dirigido ao público mais jovem e são distribuídos flyers e balões no ar.
Na Bélgica, o dia começa com um passeio ao parlamento, seguido por uma conferência de imprensa com médicos especialistas em hepatites e representantes do ministério da Saúde. Após um jantar volante, realiza-se um fórum de debate, onde participam profissionais de saúde, representantes dos doentes e do governo.
Na Bulgária, como forma de sensibilização, as caras mais populares nos programas de televisão nacionais recolhem fundos para a luta contra a hepatite, que serão utilizados em rastreios.
A campanha, com impacto a nível mundial, é uma iniciativa da Aliança Mundial das Hepatites, uma união de ONG de todo o mundo, com sede em Genebra, que estabeleceu uma data mundial comum para colocar na agenda internacional da Saúde o combate às hepatites.
A Aliança Mundial das Hepatites oferece liderança global e apoia acções que vão reduzir a mortalidade e melhorar a vida de pessoas que vivem com hepatite viral crónica B e C. O objectivo final é, através de mais consciencialização, prevenção e acesso ao tratamento, trabalhar com os governos e autoridades de saúde para erradicar estas doenças do planeta.
“Os 12 desafios para 2012”
A peça central da campanha é o lema “Os 12 desafios para 2012”, que são os compromissos com políticas que reconhecem o impacto da doença e a necessidade de agir para enfrentar a hepatite viral crónica.
Enquadrada no contexto internacional, a campanha em Portugal incide na informação sobre a importância da prevenção e da garantia de acesso a novos tratamentos. O objectivo é consciencializar a população, em particular os profissionais de saúde e os decisores políticos, sobre os riscos das hepatites e as formas de os reduzir, prevenindo a doença e promovendo o rastreio.

