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Farmácias ajudam doentes a controlar Diabetes

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) desenvolveu um estudo, concluído em Julho, cujos resultados vêm agora comprovar a importância da intervenção farmacêutica no controlo da diabetes e, mais importante, que as principais metas do Programa de Cuidados Farmacêuticos: Diabetes estão a ser cumpridas.

Os farmacêuticos contactam diariamente com diabéticos, lidando com as consequências de uma doença frequentemente mal controlada. Por isso, a ANF promove, desde 2001, um Programa especificamente orientado para acompanhar com maior proximidade estes doentes, ajudando-os a manter sob controlo os valores da glicemia.

Nas visitas de seguimento dos doentes diabéticos, os farmacêuticos identificaram problemas relacionados com medicamentos, o que motivou reportes ao médico, por parte desses mesmos farmacêuticos. Na sequência destes reportes, em algumas situações foi iniciada ou ajustada a terapêutica.

Além do mais, os doentes não controlados foram mais vezes encaminhados para o médico, sendo esta diferença significativa relativamente aos doentes controlados.

Como consequência desta intervenção coordenada, destaca-se o facto de 21,1% dos doentes diabéticos inicialmente não controlados terem conseguido controlar os valores da glicemia ao fim de três meses, mantendo-os estáveis na avaliação feita após seis meses de acompanhamento farmacêutico.

Mesmo no caso dos diabéticos que não alcançaram o controlo da sua glicemia após 6 meses, verificou-se, porém, uma redução significativa da glicemia e dos restantes parâmetros, o que é extremamente importante do ponto de vista clínico.

Globalmente, além da glicémia, registou-se uma melhoria de todos os outros parâmetros, nomeadamente a pressão arterial, o colesterol e os triglicerídeos.

O Programa de Cuidados Farmacêuticos: Diabetes implica uma intervenção do farmacêutico baseada em visitas programadas à farmácia, com uma periodicidade dependente do estado de saúde do doente e em articulação com o médico e o próprio diabético, nas quais o farmacêutico investe tempo adicional e os conhecimentos de farmacoterapia – a sua área de especialidade em termos de formação académica.

Como ponto de partida, o farmacêutico recolhe dados sobre o doente, subjectivos e objectivos. Em simultâneo, são-lhe medidos parâmetros fisiológicos e bioquímicos e procura-se identificar eventuais problemas relacionados com medicamentos ou outros problemas de saúde.

É com base nestes elementos que é então elaborado um plano de cuidados, que pode envolver o reporte ao médico para eventual revisão da terapêutica ou a resolução dos problemas detectados através de aconselhamento farmacêutico. O objectivo último é o controlo da doença.

Sobre o Programa de Cuidados Farmacêuticos: Diabetes

Apesar de ter dado os primeiros passos em 2001 com um ensaio-piloto num grupo restrito de farmácias e doentes, o Programa de Cuidados Farmacêuticos: Diabetes foi revisto, iniciando-se a expansão nacional em Abril de 2003 e em Setembro desse mesmo ano viria a ser alvo de um importante protocolo firmado com o Ministério da Saúde e a Ordem dos Farmacêuticos, no qual o Estado reconheceu este nível diferenciado de intervenção farmacêutica.

Sobre a Diabetes

A diabetes é uma das doenças crónicas com maior prevalência em Portugal, afectando cerca de meio milhão de pessoas. É, além do mais, uma patologia cuja evolução pode conduzir a complicações graves e irreversíveis, como sejam, nomeadamente, a cegueira, insuficiência renal e amputação dos membros inferiores.

É ainda um factor de risco de doença coronária e enfarte e, quando se manifesta durante a gravidez, constitui uma ameaça real ao desenvolvimento fetal e à sobrevivência do recém-nascido.

RESUMO EXECUTIVO [Faça o download do Documento Associado.pdf] Contributos em Saúde para os Diabéticos
Avaliação do Programa de Cuidados
Farmacêuticos: Diabetes

Os farmacêuticos contactam diariamente com diabéticos, lidando com as consequências de uma doença frequentemente mal controlada. Por isso, a ANF promove, desde 2001, um Programa especificamente orientado para acompanhar com maior proximidade estes doentes, ajudando-os a manter sob controlo os valores da glicemia.

Nas visitas de seguimento dos doentes diabéticos, os farmacêuticos identificaram problemas relacionados com medicamentos, o que motivou reportes ao médico, por parte desses mesmos farmacêuticos. Na sequência destes reportes, em algumas situações foi iniciada ou ajustada a terapêutica.

Além do mais, os doentes não controlados foram mais vezes encaminhados para o médico, sendo esta diferença significativa relativamente aos doentes controlados.

Como consequência desta intervenção coordenada, destaca-se o facto de 21,1% dos doentes diabéticos inicialmente não controlados terem conseguido controlar os valores da glicemia ao fim de três meses, mantendo-os estáveis na avaliação feita após seis meses de acompanhamento farmacêutico.

Mesmo no caso dos diabéticos que não alcançaram o controlo da sua glicemia após 6 meses, verificou-se, porém, uma redução significativa da glicemia e dos restantes parâmetros, o que é extremamente importante do ponto de vista clínico.

Globalmente, além da glicémia, registou-se uma melhoria de todos os outros parâmetros, nomeadamente a pressão arterial, o colesterol e os triglicerídeos.

O Programa de Cuidados Farmacêuticos: Diabetes implica uma intervenção do farmacêutico baseada em visitas programadas à farmácia, com uma periodicidade dependente do estado de saúde do doente e em articulação com o médico e o próprio diabético, nas quais o farmacêutico investe tempo adicional e os conhecimentos de farmacoterapia – a sua área de especialidade em termos de formação académica.

Como ponto de partida, o farmacêutico recolhe dados sobre o doente, subjectivos e objectivos. Em simultâneo, são-lhe medidos parâmetros fisiológicos e bioquímicos e procura-se identificar eventuais problemas relacionados com medicamentos ou outros problemas de saúde.

É com base nestes elementos que é então elaborado um plano de cuidados, que pode envolver o reporte ao médico para eventual revisão da terapêutica ou a resolução dos problemas detectados através de aconselhamento farmacêutico. O objectivo último é o controlo da doença.

Sobre o Programa de Cuidados Farmacêuticos: Diabetes

Apesar de ter dado os primeiros passos em 2001 com um ensaio-piloto num grupo restrito de farmácias e doentes, o Programa de Cuidados Farmacêuticos: Diabetes foi revisto, iniciando-se a expansão nacional em Abril de 2003 e em Setembro desse mesmo ano viria a ser alvo de um importante protocolo firmado com o Ministério da Saúde e a Ordem dos Farmacêuticos, no qual o Estado reconheceu este nível diferenciado de intervenção farmacêutica.

Sobre a Diabetes

A diabetes é uma das doenças crónicas com maior prevalência em Portugal, afectando cerca de meio milhão de pessoas. É, além do mais, uma patologia cuja evolução pode conduzir a complicações graves e irreversíveis, como sejam, nomeadamente, a cegueira, insuficiência renal e amputação dos membros inferiores.

É ainda um factor de risco de doença coronária e enfarte e, quando se manifesta durante a gravidez, constitui uma ameaça real ao desenvolvimento fetal e à sobrevivência do recém-nascido.

RESUMO EXECUTIVO [Faça o download do Documento Associado.pdf]

Contributos em Saúde para os Diabéticos

Avaliação do Programa de Cuidados

Farmacêuticos: Diabetes

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