As doenças hepáticas estão a aumentar entre os portugueses. Em Portugal não existem números actualizados e fidedignos sobre quantas pessoas sofrem de doenças hepáticas. Não existe uma política de rastreio concreta e, tendo em conta que são doenças silenciosas, os seus sintomas são percebidos tardiamente pelos doentes.
Estima-se que em Portugal cerca de 1,5 milhões de pessoas estejam afectadas por alguma doença hepática. Cerca de 170.000 com hepatite C, 130.000 com hepatite B, 1,3 milhões de alcoólicos e bebedores excessivos e cerca de 150.000 com doença hepática alcoólica.
Também o excesso de peso, que é evidente na população portuguesa onde segundo os últimos estudos mais de 50% tem excesso de peso, pode levar a um aumento das doenças do fígado, sobretudo devido a uma sobrecarga de gordura neste órgão.
Segundo a Dr. Estela Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Hepatologia “Os portugueses estão mal informados sobre a doença hepática e procuram os médicos tardiamente, não fazendo check ups regulares. Muitas das doenças têm um traço genético e as pessoas devem saber quais as doenças que afectaram os pais e avós, e depois submeterem-se ao rastreio voluntário dessas doenças”.
Para o hepatologista Fernando Ramalho, responsável pela Unidade de Hepatologia do Hospital de Santa Maria, “a falta de rastreios e de informação leva a que se perspective, para a próxima década, um aumento de 62% na incidência da cirrose e do tumor maligno do fígado resultante desta doença e a necessidade de mais de 500% de transplantes para estes doentes.
No que concerne o álcool, Portugal continua a ser um grande consumidor e mais importante do que isso, perdeu-se o hábito de saber beber e em particular entre a população mais vulnerável, a adolescência e adultos jovens. Este estrato populacional é muito sensível ao álcool e a médio prazo, 8 – 12% irão desenvolver graves doenças do fígado.”
Ainda segundo o Dr. Fernando Ramalho, “É importante alertar para o rastreio à Hepatite C, já que apenas 1/3 dos doentes estarão identificados. Em média, 60% destes doentes podem ser curados com as novas terapêuticas antivirais. Esta, pela ausência de vacina, é a única forma eficaz de reduzir, no futuro, o peso económico desta doença”.
Neste contexto, a Sociedade Portuguesa de Hepatologia (SPH) vai organizar, nos próximos dias 6 a 8 de Março, o 1º Congresso Português de Hepatologia que irá reunir em sessões baseada em casos clínicos verdadeiros médicos de diversas áreas que lidam com doenças hepáticas.
Pela primeira vez, irão estar reunidas todas as pessoas que trabalham na área do Fígado (gastrenterologistas, cirurgiões, infecciologistas, enfermeiras etc.) e não apenas os gastrenterologistas. “Será um momento importante na recente vida da Sociedade e um passo para uma profunda discussão sobre as doenças hepáticas”, salienta a Dra. Estela Monteiro, a presidente da SPH.
Estima-se que em Portugal cerca de 1,5 milhões de pessoas estejam afectadas por alguma doença hepática. Cerca de 170.000 com hepatite C, 130.000 com hepatite B, 1,3 milhões de alcoólicos e bebedores excessivos e cerca de 150.000 com doença hepática alcoólica.
Também o excesso de peso, que é evidente na população portuguesa onde segundo os últimos estudos mais de 50% tem excesso de peso, pode levar a um aumento das doenças do fígado, sobretudo devido a uma sobrecarga de gordura neste órgão.
Segundo a Dr. Estela Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Hepatologia “Os portugueses estão mal informados sobre a doença hepática e procuram os médicos tardiamente, não fazendo check ups regulares. Muitas das doenças têm um traço genético e as pessoas devem saber quais as doenças que afectaram os pais e avós, e depois submeterem-se ao rastreio voluntário dessas doenças”.
Para o hepatologista Fernando Ramalho, responsável pela Unidade de Hepatologia do Hospital de Santa Maria, “a falta de rastreios e de informação leva a que se perspective, para a próxima década, um aumento de 62% na incidência da cirrose e do tumor maligno do fígado resultante desta doença e a necessidade de mais de 500% de transplantes para estes doentes.
No que concerne o álcool, Portugal continua a ser um grande consumidor e mais importante do que isso, perdeu-se o hábito de saber beber e em particular entre a população mais vulnerável, a adolescência e adultos jovens. Este estrato populacional é muito sensível ao álcool e a médio prazo, 8 – 12% irão desenvolver graves doenças do fígado.”
Ainda segundo o Dr. Fernando Ramalho, “É importante alertar para o rastreio à Hepatite C, já que apenas 1/3 dos doentes estarão identificados. Em média, 60% destes doentes podem ser curados com as novas terapêuticas antivirais. Esta, pela ausência de vacina, é a única forma eficaz de reduzir, no futuro, o peso económico desta doença”.
Neste contexto, a Sociedade Portuguesa de Hepatologia (SPH) vai organizar, nos próximos dias 6 a 8 de Março, o 1º Congresso Português de Hepatologia que irá reunir em sessões baseada em casos clínicos verdadeiros médicos de diversas áreas que lidam com doenças hepáticas.
Pela primeira vez, irão estar reunidas todas as pessoas que trabalham na área do Fígado (gastrenterologistas, cirurgiões, infecciologistas, enfermeiras etc.) e não apenas os gastrenterologistas. “Será um momento importante na recente vida da Sociedade e um passo para uma profunda discussão sobre as doenças hepáticas”, salienta a Dra. Estela Monteiro, a presidente da SPH.