O nível de poluição por monóxido de carbono entre os cidadãos da União Europeia está a diminuir, de acordo com o segundo relatório HELP-COmets (Carbon monOxide measure of exposure to tobacco smoke), elaborado pelo professor e pneumologista francês Bertrand Dautzenberg e agora apresentado em todos os países da UE.
O estudo resulta da análise dos resultados dos testes de medição de CO feitos entre 2006 e 2008 a 223.050 fumadores e não-fumadores dos 27 Estados-membros da UE, no âmbito da campanha ‘HELP: Por uma Vida Sem Tabaco’, destacando-se a diminuição de 28% no nível médio de monóxido de carbono registado junto da população não-fumadora entre 2006 – 3,6 ppm (partes por milhão) e o 2º trimestre de 2008 – 2,6 ppm. No caso dos fumadores, o valor desceu dos 16,5 ppm, em 2006, para os 15,5 ppm.
De acordo com o autor do estudo, esta melhoria coincide com a entrada em vigor, na maioria dos países da UE, de leis anti-tabaco mais restritivas, de que resultou uma redução do fumo ambiental do tabaco. Pelo contrário, nos países com políticas tabagistas menos rigorosas os níveis de poluição por CO entre não-fumadores são os mais elevados.
Também as acções de sensibilização realizadas por toda a Europa têm ajudado a consciencializar os cidadãos para os perigos do tabaco, sendo aqui de realçar a campanha de medição de CO que decorre em todos os países da UE desde 2006.
Este estudo vem reforçar as principais conclusões do primeiro relatório, realizado em 2007 tendo por base os resultados dos testes de CO feitos a cerca de 112 mil cidadãos europeus:
– a proibição total de fumar em locais públicos está ligada à redução de poluição junto dos não-fumadores;
– o aumento do preço do tabaco e produtos similares leva à diminuição do nível de poluição causada pelo fumo do tabaco;
– o nível de CO nos fumadores que fumam apenas 1 a 5 cigarros por dia é mais elevado que o nível máximo aceite para a qualidade do ar (8,5 ppm).
340 mil pessoas mediram nível de CO
A iniciativa, lançada pelo Comissário Europeu Markos Kyprianou a 29 de Março de 2006, juntamente com outros 12 comissários europeus, percorreu os Estados-membros da União Europeia, num total de 400 eventos, com a realização de teste de medição de CO a cerca de 340 mil pessoas em dois anos.
Muitas vezes apelidado de “assassino invisível”, o monóxido de carbono é um gás inodoro e incolor, que dificulta a distribuição do oxigénio pelo corpo, contando-se, entre os efeitos de uma taxa elevada de CO no organismo, a redução da função cardíaca, risco de formação de coágulos, asfixia por falta de oxigénio e problemas no desenvolvimento do feto, no caso das mulheres grávidas.
Por ser de fácil leitura, a medição de CO permite uma clara percepção dos reais perigos do tabaco, informando os fumadores e não-fumadores acerca da poluição (directa ou indirecta) que afecta o seu organismo.
A maior parte dos testes teve lugar em espaços públicos, sendo que 41% dos participantes eram fumadores e os restantes 59% não-fumadores. A idade dos participantes – 53% do sexo masculino e 47% do sexo feminino – variou entre os 2 e os 98 anos, com maior prevalência da faixa etária 10-29 anos.
Em relação aos produtos mais consumidos pelos fumadores que fizeram o teste, o cigarro foi o mais apontado (93%), seguido pelo tabaco de enrolar (4%).
Com um resultado de 4,4 ppm na população não-fumadora, Portugal ficou acima da média europeia, que se situou nos 3,5 ppm, mas obteve uma considerável melhoria relativamente ao valor verificado no primeiro estudo, que foi de 5,6. O país com o melhor resultado foi a Finlândia (2,4 ppm) e aquele que registou a taxa mais alta foi a Polónia (5,4 ppm).
No caso dos fumadores, a média europeia foi de 15,5 ppm, tendo Portugal registado um valor médio de 20,9 ppm, cerca de 1 ponto acima do valor constante no primeiro relatório.
Em Portugal, 9082 pessoas realizaram o teste de CO – o 9º pais em termos de participações – num total de 43 eventos que tiveram lugar de norte a sul do país.
Para mais informações sobre a Campanha HELP, visitar o site www.help-eu.com.
O estudo resulta da análise dos resultados dos testes de medição de CO feitos entre 2006 e 2008 a 223.050 fumadores e não-fumadores dos 27 Estados-membros da UE, no âmbito da campanha ‘HELP: Por uma Vida Sem Tabaco’, destacando-se a diminuição de 28% no nível médio de monóxido de carbono registado junto da população não-fumadora entre 2006 – 3,6 ppm (partes por milhão) e o 2º trimestre de 2008 – 2,6 ppm. No caso dos fumadores, o valor desceu dos 16,5 ppm, em 2006, para os 15,5 ppm.
De acordo com o autor do estudo, esta melhoria coincide com a entrada em vigor, na maioria dos países da UE, de leis anti-tabaco mais restritivas, de que resultou uma redução do fumo ambiental do tabaco. Pelo contrário, nos países com políticas tabagistas menos rigorosas os níveis de poluição por CO entre não-fumadores são os mais elevados.
Também as acções de sensibilização realizadas por toda a Europa têm ajudado a consciencializar os cidadãos para os perigos do tabaco, sendo aqui de realçar a campanha de medição de CO que decorre em todos os países da UE desde 2006.
Este estudo vem reforçar as principais conclusões do primeiro relatório, realizado em 2007 tendo por base os resultados dos testes de CO feitos a cerca de 112 mil cidadãos europeus:
– a proibição total de fumar em locais públicos está ligada à redução de poluição junto dos não-fumadores;
– o aumento do preço do tabaco e produtos similares leva à diminuição do nível de poluição causada pelo fumo do tabaco;
– o nível de CO nos fumadores que fumam apenas 1 a 5 cigarros por dia é mais elevado que o nível máximo aceite para a qualidade do ar (8,5 ppm).
340 mil pessoas mediram nível de CO
A iniciativa, lançada pelo Comissário Europeu Markos Kyprianou a 29 de Março de 2006, juntamente com outros 12 comissários europeus, percorreu os Estados-membros da União Europeia, num total de 400 eventos, com a realização de teste de medição de CO a cerca de 340 mil pessoas em dois anos.
Muitas vezes apelidado de “assassino invisível”, o monóxido de carbono é um gás inodoro e incolor, que dificulta a distribuição do oxigénio pelo corpo, contando-se, entre os efeitos de uma taxa elevada de CO no organismo, a redução da função cardíaca, risco de formação de coágulos, asfixia por falta de oxigénio e problemas no desenvolvimento do feto, no caso das mulheres grávidas.
Por ser de fácil leitura, a medição de CO permite uma clara percepção dos reais perigos do tabaco, informando os fumadores e não-fumadores acerca da poluição (directa ou indirecta) que afecta o seu organismo.
A maior parte dos testes teve lugar em espaços públicos, sendo que 41% dos participantes eram fumadores e os restantes 59% não-fumadores. A idade dos participantes – 53% do sexo masculino e 47% do sexo feminino – variou entre os 2 e os 98 anos, com maior prevalência da faixa etária 10-29 anos.
Em relação aos produtos mais consumidos pelos fumadores que fizeram o teste, o cigarro foi o mais apontado (93%), seguido pelo tabaco de enrolar (4%).
Com um resultado de 4,4 ppm na população não-fumadora, Portugal ficou acima da média europeia, que se situou nos 3,5 ppm, mas obteve uma considerável melhoria relativamente ao valor verificado no primeiro estudo, que foi de 5,6. O país com o melhor resultado foi a Finlândia (2,4 ppm) e aquele que registou a taxa mais alta foi a Polónia (5,4 ppm).
No caso dos fumadores, a média europeia foi de 15,5 ppm, tendo Portugal registado um valor médio de 20,9 ppm, cerca de 1 ponto acima do valor constante no primeiro relatório.
Em Portugal, 9082 pessoas realizaram o teste de CO – o 9º pais em termos de participações – num total de 43 eventos que tiveram lugar de norte a sul do país.
Para mais informações sobre a Campanha HELP, visitar o site www.help-eu.com.