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Elisabete Jacinto recebe Prémio Prestígio

Imperativos de ordem técnica obrigaram à desistência forçada de Elisabete Jacinto do Lisboa-Dakar. Entretanto, foi premiada, recomeçou os treinos físicos e já planeia participar em outros rallys.

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) homenageou Elisabete Jacinto com a atribuição do Prémio Prestígio. Com esta distinção, atribuída durante a gala de homenagem aos campeões da temporada de 2005, a FPAK pretendeu reconhecer o percurso profissional desta piloto.

«É sempre muito agradável quando premeiam o nosso valor, mas também, como foi neste caso, quando existe um reconhecimento de que temos representado bem o nosso País e que a nossa projecção internacional é também benéfica para Portugal», comenta Elisabete Jacinto.

Por questões de âmbito profissional a piloto não recebeu o prémio pessoalmente. Na altura estava com a sua equipa a tentar recuperar o Renault Trucks, que ficou empanado no deserto. Foram, pois, os problemas de ordem técnica deste veículo que a impediram de concluir o Lisboa-Dakar.

«Foi o terceiro Dakar que realizei com este camião, bem como várias pequenas corridas e treinos. Tem muitos quilómetros e há um certo desgaste do material», menciona a piloto, acrescentando que «os dois problemas mecânicos também ocorreram, em parte, devido à pouca experiência que ainda temos com camiões.»

Como não poderia deixar de ser, a nível psicológico, não é fácil para um desportista ter de abandonar uma competição…
«Durante dois dias fiquei com uma falta de ar terrível e durante esses dias estive com o telemóvel desligado… não queria falar com ninguém», confessa Elisabete Jacinto, desabafando:

«Sou muito directa, objectiva e prática, e pouco filosófica. Mas dei comigo a pensar por que motivo é que as coisas acontecem de determinada maneira. Se trabalhamos para acontecerem de uma forma, porque ocorrem de outra? Acho que este Dakar estava destinado a não ser de sucesso, devido a todos os contratempos que começaram imediatamente em Portugal.»

Todavia, apesar de ter ficado um tanto ou quanto abatida, após uma fase de reflexão, a piloto de 41 anos conseguiu fazer um balanço positivo de alguns aspectos, em especial, ao nível das classificações.

Ao contrário de outras provas, não teve danos físicos significativos. Sofreu umas pancadas fortes no polegar esquerdo que afectaram o tendão, mas o problema ficou resolvido com medicação adequada.

E, como a vida continua, pouco tempo depois de chegar a Portugal iniciou a preparação física diária de duas horas.

«Descanso um dia por semana e aposto num treino de resistência, à base de corrida. Também faço musculação, alongamentos e trabalho de coordenação», revela Elisabete Jacinto, que pratica exercício físico em conjunto com os pilotos Miguel Barbosa e Lourenço Beirão da Veiga, sob a coordenação de Carlos Fernandes.

No que diz respeito a próximas competições, a desportista deseja participar no Rally da Tunísia, em Abril, se a equipa com a qual trabalha conseguir consertar com sucesso o camião.

Quanto ao próximo Lisboa-Dakar, nas suas palavras, «gostaria de poder reunir as condições necessárias para melhorar a nível da equipa e de material. Por isso, estou em conversações com os patrocinadores no sentido de receber mais apoios».

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) homenageou Elisabete Jacinto com a atribuição do Prémio Prestígio. Com esta distinção, atribuída durante a gala de homenagem aos campeões da temporada de 2005, a FPAK pretendeu reconhecer o percurso profissional desta piloto.

«É sempre muito agradável quando premeiam o nosso valor, mas também, como foi neste caso, quando existe um reconhecimento de que temos representado bem o nosso País e que a nossa projecção internacional é também benéfica para Portugal», comenta Elisabete Jacinto.

Por questões de âmbito profissional a piloto não recebeu o prémio pessoalmente. Na altura estava com a sua equipa a tentar recuperar o Renault Trucks, que ficou empanado no deserto. Foram, pois, os problemas de ordem técnica deste veículo que a impediram de concluir o Lisboa-Dakar.

«Foi o terceiro Dakar que realizei com este camião, bem como várias pequenas corridas e treinos. Tem muitos quilómetros e há um certo desgaste do material», menciona a piloto, acrescentando que «os dois problemas mecânicos também ocorreram, em parte, devido à pouca experiência que ainda temos com camiões.»

Como não poderia deixar de ser, a nível psicológico, não é fácil para um desportista ter de abandonar uma competição…

«Durante dois dias fiquei com uma falta de ar terrível e durante esses dias estive com o telemóvel desligado… não queria falar com ninguém», confessa Elisabete Jacinto, desabafando:

«Sou muito directa, objectiva e prática, e pouco filosófica. Mas dei comigo a pensar por que motivo é que as coisas acontecem de determinada maneira. Se trabalhamos para acontecerem de uma forma, porque ocorrem de outra? Acho que este Dakar estava destinado a não ser de sucesso, devido a todos os contratempos que começaram imediatamente em Portugal.»

Todavia, apesar de ter ficado um tanto ou quanto abatida, após uma fase de reflexão, a piloto de 41 anos conseguiu fazer um balanço positivo de alguns aspectos, em especial, ao nível das classificações.

Ao contrário de outras provas, não teve danos físicos significativos. Sofreu umas pancadas fortes no polegar esquerdo que afectaram o tendão, mas o problema ficou resolvido com medicação adequada.

E, como a vida continua, pouco tempo depois de chegar a Portugal iniciou a preparação física diária de duas horas.

«Descanso um dia por semana e aposto num treino de resistência, à base de corrida. Também faço musculação, alongamentos e trabalho de coordenação», revela Elisabete Jacinto, que pratica exercício físico em conjunto com os pilotos Miguel Barbosa e Lourenço Beirão da Veiga, sob a coordenação de Carlos Fernandes.

No que diz respeito a próximas competições, a desportista deseja participar no Rally da Tunísia, em Abril, se a equipa com a qual trabalha conseguir consertar com sucesso o camião.

Quanto ao próximo Lisboa-Dakar, nas suas palavras, «gostaria de poder reunir as condições necessárias para melhorar a nível da equipa e de material. Por isso, estou em conversações com os patrocinadores no sentido de receber mais apoios».

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