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Doença Coronária – Frequência cardíaca: uma medida simples da saúde do coração

O aumento da frequência cardíaca pode ser um factor de risco acrescido de mortalidade e uma das causas é cardiovascular. No sentido de saber mais sobre a frequência cardíaca, foi realizado um estudo com cerca de 11.000 pacientes de 33 países, cujo ensaio clínico foi duplamente cego, controlado pela aplicação de placebo e a escolha aleatória de participantes.

O estudo BEAUTIFUL avaliou se a diminuição da frequência cardíaca com ivabradina reduz os acidentes cardiovasculares em pacientes que sofrem de Doença Coronária. Os resultados são apresentados no Congresso Europeu de Cardiologia, em Munique, a 31 de Agosto.
A Frequência Cardíaca (FC) em repouso é um indicador do esforço que o coração realiza para manter uma circulação sanguínea adequada. Uma FC em repouso de 60-65 bpm poderá ser considerada normal. No entanto, os atletas, ou as pessoas com excelente forma física, têm tipicamente uma FC em repouso de 40-50 bpm. Vários estudos já demonstraram que uma elevada FC em repouso está associada a um risco de mortalidade acrescido.

A doença coronária afecta as artérias coronárias. Estas transportam sangue para o músculo cardíaco. A idade e outros factores provocam o endurecimento destes vasos habitualmente elásticos. Gordura, colesterol e sais minerais podem provocar restrição e resistência à passagem do sangue. Os doentes que têm um aumento da frequência cardíaca com o passar dos anos devem fazer exames complementares de diagnóstico, para avaliar o risco coronário.

“O papel da frequência cardíaca em repouso e a sua variação tem sido subestimado, enquanto indicador de saúde”, de acordo com a opinião do Prof. Ricardo Seabra Gomes, coordenador nacional do estudo BEAUTIFUL e presidente do Instituto do Coração. “Temos que dedicar mais atenção à avaliação da frequência cardíaca em repouso”.

Existe também uma quota parte de responsabilidade dos doentes – desde logo no cumprimento rigoroso das prescrições efectuadas pelo seu médico mas também por um conjunto de alterações dietéticas e/ou comportamentais não menos importantes – deixar de fumar, reduzir o peso, dieta com baixo teor de colesterol e de sal e actividade física moderada. A actividade física está associada a uma redução da FC basal.

A doença cardiovascular é a primeira causa de morte entre homens e mulheres europeus. É responsável por cerca de metade de todas as mortes ocorridas na Europa, causando todos os anos 4,35 milhões de mortes nos 52 Estados membros da Região Europeia da Organização Mundial de Saúde (OMS) e mais de 1,9 milhões de mortes na União Europeia. A doença cardiovascular é também uma das principais causas de incapacidade e diminui a qualidade de vida.

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