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Debate sobre cancro da tiróide, técnicas diagnósticas e terapêuticas reúne especialistas nacionais e internacionais

O Grupo de Estudo da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, reuniu no passado sábado, no Porto, experts nacionais e internacionais, com o objectivo de promover a discussão e de levar ao debate casos clínicos nas áreas da doença benigna e maligna da tiróide.

O Grupo pretende com o curso – Advanced Pos-Graduate Course on Thyroid Pathology – dar uma visão multidisciplinar sobre o panorama do cancro da tiróide em Portugal e os mais recentes avanços científicos verificados no mundo. Presenças de especialistas internacionais de renome como Martin Schlumberger e Markus Luster abordarão questões como a monitorização do carcinoma papilar da tiróide – passado, presente e futuro; e o tratamento deste carcinoma.

O cancro da tiróide é um carcinoma que é quatro vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens, afecta anualmente mais de 25 mil pessoas na Europa, provocando cerca de 6 mil mortes.

«A tiróide é a responsável pela frequência cardíaca, pela pressão arterial, pelo estado emocional, pela regulação da temperatura corporal, pela função intestinal e pelo peso. Qualquer alteração no funcionamento da tiróide afecta todas estas áreas, causando um grande decréscimo na qualidade de vida dos doentes», explica o Dr. João Jácome de Castro, director do Serviço de Endocrinologia do Hospital Militar Principal e actual coordenador do Grupo de Estudo da Tiróide.

A maioria dos cancros papilares e foliculares da tiróide podem ser curados e os recentes consensos americanos e europeus estabeleceram recomendações idênticas às principais modalidades de tratamentos e de vigilância destes cancros. Actualmente, todos os esforços devem ser empreendidos para melhorar a qualidade de vida destes doentes, cuja esperança de vida é excelente.

O cancro da tiróide é um tumor maligno de crescimento localizado dentro da glândula tiroideia. Este tipo de tumores classificam-se de acordo com o grau de diferenciação das células e com a sua origem celular, em carcinoma papilar, folicular, medular e anaplásico ou indiferenciado. Os carcinomas papilar e folicular são os mais frequentes e habitualmente considerados tumores bem diferenciados, pelo que se associam a um melhor prognóstico. Os carcinomas medular e anaplásico têm um comportamento mais agressivo.

No tratamento do cancro da tiroideia é importante manter um programa regular de consultas de acompanhamento com o médico, mesmo depois da tiroidectomia (remoção cirúrgica do carcinoma com a glândula tiroideia). Para a realização destes exames, é necessário que o doente apresente níveis elevados de hormonas estimuladoras da tiróide (TSH) na circulação, de forma a estimular qualquer célula tiroideia existente – no leito da tiróide ou em metástases.

Apesar de não ser um tipo de cancro comum, a maioria dos cancros da tiróide pode ser tratada com sucesso e a taxa de sobrevida aos cinco anos é de 96 por cento. Mesmo quando o tratamento é bem sucedido, é importante que os doentes façam exames de rotina para avaliar a possibilidade de recorrência. Isto porque até 35 por cento dos cancros da tiróide podem voltar a surgir, e um terço destes só recorrem 10 anos após o tratamento inicial.

Vários estudos clínicos confirmam que o tratamento com tirotropina humana recombinante (rhTSH) estimula a captação de iodo radioactivo e a produção e libertação de tiroglobulina por células de origem tiroideia.

Assim, a sua administração permite realizar exames cintigráficos com iodo radioactivo e fazer o doseamento sérico da tiroglobulina, sem induzir sintomas de hipotiroidismo, nem afectar a qualidade de vida dos doentes. Além disso, a tirotropina alfa aumenta significativamente a sensibilidade dos testes de tiroglobulina sérica, permitindo a eficaz identificação das metástases.

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