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Consultório: Bem-estar sexual

O Jornal do Centro de Saúde coloca este espaço à tua disposição para expores todas as tuas dúvidas sobre sexualidade. Quem responde é a Dra. Manuela Costa, sexóloga e professora universitária do Departamento de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Ejaculação precoce: “Já não sei o que fazer!”

Sofro de ejaculação precoce e já fui a dois urologistas. Um deles aconselhou-me a fazer cesariana e o outro receitou-me uns comprimidos e um creme mas em nenhum dos dois obtive resultados. Não tenho uma vida sexual muita activa mas sempre sofri deste problema. Já não sei o que fazer! Gostaria que me aconselhasse do que devo fazer para resolver o meu problema de uma vez por todas! (28 anos, sexo masculino)

Resposta: Ejaculação precoce é um problema frequente, o qual na maioria dos casos, é de índole psicológica. Aconselhamos uma terapia sexual efectuada por um(a) sexólogo(a), desde que as técnicas mais vulgares (como por exemplo quando está prestes a ejacular pressionar com os dedos a base do pénis, utilizar produtos farmacêuticos retardatários e/ou tentar pensar em situações não excitantes) não funcionem.

“Não ejaculo”

Ainda sou adolescente e sempre que tenho relações com uma rapariga não consigo ter prazer suficiente para ejacular, pois sinto uma impressão a nível da glande que me impede de ter prazer, e não consigo perceber o porquê disso…será que me consegue explicar a situação? (sexo masculino)

R: A sua exposição não é muito clara para mim. Pode tratar-se a nível físico de uma fimose, o que não lhe permite a libertação da glande provocando-lhe desprazer no acto sexual, ou então pode ser um problema de índole psicológica em que a fase de desejo não é seguida da fase de excitação inibindo portanto o orgasmo.

“Não atinjo o orgasmo”

Estou casada há seis anos e tenho dois filhos (um com três e outro com um ano). Desde que iniciei a minha vida sexual, aos 17 anos, sempre tive alguma dificuldade em atingir o orgasmo. Chego a conversar várias vezes com o meu marido acerca das razões de eu ser assim, chego-me a culpar, mas também penso que ele poderá ter alguma culpa, por nunca ter ligado muito aos preliminares, ser sempre muito directo e porque também sofre de ejaculação precoce (penso eu).

As nossas relações sexuais são sempre muito curtas. Já falámos sobre isso, mas não conseguimos ultrapassar esta situação e tenho medo que isto acabe por afectar o nosso casamento, apesar de gostarmos um do outro e de nos continuarmos a dar bem. Já falei com a minha ginecologista mas não ligou muito ao caso. Acho que precisamos de ajuda e de alguns conselhos para podermos resolver este assunto, antes que seja tarde de mais. (25 anos, sexo feminino)

R: Parece-me um caso típico de falta de comunicação entre os membros do casal, a qual, no decorrer destes seis anos de casamento, tem vindo a ser sucessivamente agravada. Não se trata aqui de culpas de um, ou do outro cônjuge, mas sim de se tentar estabelecer uma maior abertura e cumplicidade entre ambos no jogo sexual. Aconselho uma terapia sexual com ambos, efectuada por um(a) sexólogo(a). Julgo que, com poucas sessões, esse problema poderá ser ultrapassado.

Este espaço é teu! Utiliza-o para colocares as tuas dúvidas!

Envia as tuas questões para consultorio@jornaldocentrodesaude.pt ou para Jornal do Centro de Saúde, Beloura Office Park, Edifício 4, Escritório 1.2 – 2710-693 Sintra. Podes ainda deslocares-te ao consultório da Dra. Manuela Costa, sexóloga, na Avenida da Liberdade nº. 202, 4º Dto. Lisboa, Tlm: 934 363 104 Tel.: 213 154 943.

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