No âmbito do Dia da Incontinência Urinária que se celebra a 14 de Março, a Associação Portuguesa de Urologia (APU) e a Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia (APNUG), vão levar a cabo uma campanha nacional de sensibilização da população, face a esta doença, nos próximos dias 14, 15, 16, 21 e 22 de Março.
A iniciativa vai decorrer em seis centros comerciais de Portugal, em balcões de informação com pessoal especializado, que informará as pessoas sobre uma doença escondida cujo tratamento, segundo os especialistas, tem custos mais elevados que o programa de transplantação.
Segundo Paulo Dinis, Presidente da APNUG “Em Portugal estima-se que 40% da população feminina e 15% da população masculina seja afectada pela incontinência urinária.
A percentagem de doentes que recorrem ao médico comparada com a percentagem dos que se auto-medicam ou auto-protegem é de apenas 10%, o que é grave, visto que hoje dispomos de armas terapêuticas capazes de curar ou controlar a maior parte das situações. Por este motivo, os doentes devem procurar ajuda e perceber que a incontinência urinária corresponde a uma situação clínica com tratamento, sobretudo se abordada na fase inicial”.
A incontinência urinária, sobretudo na mulher, é um grave problema cultural. Como a mãe e a avó também sofreram da doença, assume-se este fenómeno como uma herança e, por isso, é quase sempre encarado como um fardo.
Como se trata de um assunto que toca a intimidade da pessoa, a patologia ainda é encarada como um tabu que condiciona a vida pessoal, social e laboral do doente. Este problema pode conduzir a uma fuga do contacto social e ao isolamento, porque está sempre presente o medo e a vergonha de que os outros sintam o cheiro.
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