No Dia Mundial da Hepatite, a 19 de Maio, a SOS Hepatites associa-se a 55 cidades de todo o mundo e lembra que uma em cada 12 pessoas é portadora de Hepatite B ou C e que o rastreio é uma necessidade urgente. A campanha nacional está nas ruas de seis cidades, Lisboa, Porto, Faro, Santarém, Chaves e Coimbra, com a mensagem “Sou o número 12?”.
Em Lisboa e no Porto, uma “acção de choque” com um caixão apela à consciência de cada um para o perigo da doença e para a necessidade do teste de diagnóstico e acesso atempado ao tratamento: “Cadáver cedido pela falta de um rastreio! E você sabe se tem hepatite?”.
Nas restantes cidades uma projecção com a frase “Sou o número 12?” em edifícios simbólicos, chama a atenção da população para uma questão vital de saúde pública, que faz parte do dia-a-dia de todas as pessoas.
Em Lisboa, a presidente da SOS Hepatites, Emília Rodrigues, com um grupo de profissionais de saúde, defendeu a necessidade de consciencializar a população para a prevenção da doença e em particular para o rastreio.
Nas restantes cinco cidades, os representantes locais da SOS Hepatites fazem o mesmo apelo.
O Dia Mundial da Hepatite, com projecção nacional e internacional, foca a importância do rastreio para o tratamento atempado da doença. A campanha promovida pela SOS Hepatites quer provocar na sociedade o debate sobre estas doenças.
Na próxima década, os casos de cirrose e tumor maligno do fígado vão aumentar 60 por cento, levando a que a necessidade de transplante para estes doentes aumente em cerca de 500 por cento. O rastreio, para a detecção precoce das pessoas infectadas, é decisivo de modo a permitir o encaminhamento mais rápido de doentes para os centros de referência, já que o início precoce do tratamento é um factor decisivo para a sua eficácia.
De acordo com o estudo “O peso da doença Hepática”, do economista José Gíria, da Direcção Geral da Saúde, a doença hepática ocupa em Portugal o quinto lugar no conjunto das dez principais patologias em termos de anos potenciais de vida perdidos aos 70 anos.
Face à actual situação, o investigador defende a adopção de medidas urgentes, que reduzam o impacto negativo que as hepatites têm na Saúde Pública.
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500 mil a 1 milhão de mortes prematuras
A nível internacional, calcula-se que entre 500 mil e 1 milhão de indivíduos morrem todos os anos por causas relacionadas com o vírus da hepatite B, seja hepatite fulminante, cirrose hepática ou cancro do fígado.
O Dia Mundial, da Hepatite é assinalado em 55 países de todo o mundo. Em 20 cidades da Alemanha são oferecidos testes gratuitos e realizam-se seminários locais
com médicos hepatologistas, que vão visitar jornais e estações de rádio. Vai ainda ser criada uma linha aberta para o público. Além da actualização da informação do site www.welthepatitistag.info, há um perfil sobre o dia no facebook, dirigido ao público mais jovem e são distribuídos flyers e balões no ar.
Na Bélgica, o dia começa com um passeio ao parlamento, seguido por uma conferência de imprensa com médicos especialistas em hepatites e representantes do ministério da Saúde. Após um jantar volante, realiza-se um fórum de debate, onde participam profissionais de saúde, representantes dos doentes e do governo.
Na Bulgária, como forma de sensibilização, as caras mais populares nos programas de televisão nacionais recolhem fundos para a luta contra a hepatite, que serão utilizados em rastreios.
A campanha, com impacto a nível mundial, é uma iniciativa da Aliança Mundial das Hepatites, uma união de ONG de todo o mundo, com sede em Genebra, que estabeleceu uma data mundial comum para colocar na agenda internacional da Saúde o combate às hepatites.
A Aliança Mundial das Hepatites oferece liderança global e apoia acções que vão reduzir a mortalidade e melhorar a vida de pessoas que vivem com hepatite viral crónica B e C. O objectivo final é, através de mais consciencialização, prevenção e acesso ao tratamento, trabalhar com os governos e autoridades de saúde para erradicar estas doenças do planeta.
“Os 12 desafios para 2012”
A peça central da campanha é o lema “Os 12 desafios para 2012”, que são os compromissos com políticas que reconhecem o impacto da doença e a necessidade de agir para enfrentar a hepatite viral crónica.
Enquadrada no contexto internacional, a campanha em Portugal incide na informação sobre a importância da prevenção e da garantia de acesso a novos tratamentos. O objectivo é consciencializar a população, em particular os profissionais de saúde e os decisores políticos, sobre os riscos das hepatites e as formas de os reduzir, prevenindo a doença e promovendo o rastreio.
A campanha visa o reconhecimento da hepatite como um problema global, a valorização do trabalho da SOS Hepatites e a angariação de donativos a favor da associação, para equipar um centro de rastreio e atendimento com cinco especialidades, a ser aberto, num futuro próximo, em Lisboa. Os donativos podem ser transferidos para o NIB 0018 0003 13520192020 81.
• A Hepatite é uma inflamação do fígado provocada pelo vírus A, B ou C. As estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam para que, em Portugal, existam cerca de 270 000 infectados com hepatite B ou C. Entretanto, somente cerca de 10 por cento foram detectados até o momento. A hepatite, nomeadamente a C, é uma doença complexa, assintomática e urge fazer com que a população seja informada sobre os meios de prevenção, rastreio e tratamento e sobre os grupos que comportam maior risco de estarem infectados (pessoas que fizeram transfusões de sangue e que foram operadas antes de 1992, pacientes de hemodiálises, ex-combatentes, mulheres que fizeram abortos mesmo que há muito tempo, toxicodependentes e outros), para que possam ser tratados, uma vez que a Hepatite C pode ter cura em cerca de 60 por cento dos casos. Os que não forem detectados podem desenvolver, num futuro próximo, cirrose e posteriormente carcinoma hepático.
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• Estima-se que em Portugal há 120 000 pessoas infectadas com o vírus da hepatite B e 150 000 com o da hepatite C. Estima-se, também, que no mundo existam 500 milhões de pessoas infectadas.
• A hepatite B tem vacina.
• A principal forma de transmissão na Europa Ocidental é a via sexual, pelo que se aconselha sempre o uso do preservativo.
• Estima-se que 1 a 1,2% da população portuguesa seja portadora crónica.
• Com o tratamento, a hepatite B crónica é uma doença controlável, garantindo ao portador boa qualidade de vida.
• A hepatite C não tem vacina.
• A hepatite C é, essencialmente, transmitida pelo sangue embora se aconselhe o uso do preservativo.
• A hepatite C tem tratamento com uma eficácia (cura) de 60%.
• A única maneira de se saber se se é portador é através de um rastreio pedido no/pelo médico de família.
• A hepatite crónica é uma doença controlável, sendo por isso importante acompanhamento feito por médico especialista.
• 1 em cada 37 portugueses é portador de hepatite B ou C.
• 1 em cada 12 pessoas no mundo é portadora de hepatite B ou C.
“Os 12 desafios para 2012” no combate à hepatite, a nível global
1. Reconhecimento público da hepatite viral crónica como uma questão urgente de saúde pública.
2. Nomeação de individualidade para liderar a estratégia nacional do Governo.
3. Desenvolvimento da rede para o rastreio, diagnóstico, referenciação e tratamento.
4. Objectivos claros e quantificáveis para a redução da incidência e da prevalência.
5. Objectivos claros e quantificáveis para a redução da mortalidade.
6. Objectivos claros e quantificáveis para o rastreio.
7. Vigilância eficaz e publicação das estatísticas nacionais de incidência e prevalência.
8. Compromisso de análise dos casos internacionais de boas práticas.
9. Compromisso de trabalho com os grupos de doentes na concepção e implementação das políticas.
10. Oferta de teste gratuito e anónimo (ou confidencial).
11. Campanha pública de sensibilização para alertar as pessoas para a questão e reduzir o estigma.
12. Compromisso de um programa de vacinação nacional. * Em Portugal, já existe programa de vacinação.
Em Lisboa e no Porto, uma “acção de choque” com um caixão apela à consciência de cada um para o perigo da doença e para a necessidade do teste de diagnóstico e acesso atempado ao tratamento: “Cadáver cedido pela falta de um rastreio! E você sabe se tem hepatite?”.
Nas restantes cidades uma projecção com a frase “Sou o número 12?” em edifícios simbólicos, chama a atenção da população para uma questão vital de saúde pública, que faz parte do dia-a-dia de todas as pessoas.
Em Lisboa, a presidente da SOS Hepatites, Emília Rodrigues, com um grupo de profissionais de saúde, defendeu a necessidade de consciencializar a população para a prevenção da doença e em particular para o rastreio.
Nas restantes cinco cidades, os representantes locais da SOS Hepatites fazem o mesmo apelo.
O Dia Mundial da Hepatite, com projecção nacional e internacional, foca a importância do rastreio para o tratamento atempado da doença. A campanha promovida pela SOS Hepatites quer provocar na sociedade o debate sobre estas doenças.
Na próxima década, os casos de cirrose e tumor maligno do fígado vão aumentar 60 por cento, levando a que a necessidade de transplante para estes doentes aumente em cerca de 500 por cento. O rastreio, para a detecção precoce das pessoas infectadas, é decisivo de modo a permitir o encaminhamento mais rápido de doentes para os centros de referência, já que o início precoce do tratamento é um factor decisivo para a sua eficácia.
De acordo com o estudo “O peso da doença Hepática”, do economista José Gíria, da Direcção Geral da Saúde, a doença hepática ocupa em Portugal o quinto lugar no conjunto das dez principais patologias em termos de anos potenciais de vida perdidos aos 70 anos.
Face à actual situação, o investigador defende a adopção de medidas urgentes, que reduzam o impacto negativo que as hepatites têm na Saúde Pública.
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500 mil a 1 milhão de mortes prematuras
A nível internacional, calcula-se que entre 500 mil e 1 milhão de indivíduos morrem todos os anos por causas relacionadas com o vírus da hepatite B, seja hepatite fulminante, cirrose hepática ou cancro do fígado.
O Dia Mundial, da Hepatite é assinalado em 55 países de todo o mundo. Em 20 cidades da Alemanha são oferecidos testes gratuitos e realizam-se seminários locais
com médicos hepatologistas, que vão visitar jornais e estações de rádio. Vai ainda ser criada uma linha aberta para o público. Além da actualização da informação do site www.welthepatitistag.info, há um perfil sobre o dia no facebook, dirigido ao público mais jovem e são distribuídos flyers e balões no ar.
Na Bélgica, o dia começa com um passeio ao parlamento, seguido por uma conferência de imprensa com médicos especialistas em hepatites e representantes do ministério da Saúde. Após um jantar volante, realiza-se um fórum de debate, onde participam profissionais de saúde, representantes dos doentes e do governo.
Na Bulgária, como forma de sensibilização, as caras mais populares nos programas de televisão nacionais recolhem fundos para a luta contra a hepatite, que serão utilizados em rastreios.
A campanha, com impacto a nível mundial, é uma iniciativa da Aliança Mundial das Hepatites, uma união de ONG de todo o mundo, com sede em Genebra, que estabeleceu uma data mundial comum para colocar na agenda internacional da Saúde o combate às hepatites.
A Aliança Mundial das Hepatites oferece liderança global e apoia acções que vão reduzir a mortalidade e melhorar a vida de pessoas que vivem com hepatite viral crónica B e C. O objectivo final é, através de mais consciencialização, prevenção e acesso ao tratamento, trabalhar com os governos e autoridades de saúde para erradicar estas doenças do planeta.
“Os 12 desafios para 2012”
A peça central da campanha é o lema “Os 12 desafios para 2012”, que são os compromissos com políticas que reconhecem o impacto da doença e a necessidade de agir para enfrentar a hepatite viral crónica.
Enquadrada no contexto internacional, a campanha em Portugal incide na informação sobre a importância da prevenção e da garantia de acesso a novos tratamentos. O objectivo é consciencializar a população, em particular os profissionais de saúde e os decisores políticos, sobre os riscos das hepatites e as formas de os reduzir, prevenindo a doença e promovendo o rastreio.
A campanha visa o reconhecimento da hepatite como um problema global, a valorização do trabalho da SOS Hepatites e a angariação de donativos a favor da associação, para equipar um centro de rastreio e atendimento com cinco especialidades, a ser aberto, num futuro próximo, em Lisboa. Os donativos podem ser transferidos para o NIB 0018 0003 13520192020 81.
• A Hepatite é uma inflamação do fígado provocada pelo vírus A, B ou C. As estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam para que, em Portugal, existam cerca de 270 000 infectados com hepatite B ou C. Entretanto, somente cerca de 10 por cento foram detectados até o momento. A hepatite, nomeadamente a C, é uma doença complexa, assintomática e urge fazer com que a população seja informada sobre os meios de prevenção, rastreio e tratamento e sobre os grupos que comportam maior risco de estarem infectados (pessoas que fizeram transfusões de sangue e que foram operadas antes de 1992, pacientes de hemodiálises, ex-combatentes, mulheres que fizeram abortos mesmo que há muito tempo, toxicodependentes e outros), para que possam ser tratados, uma vez que a Hepatite C pode ter cura em cerca de 60 por cento dos casos. Os que não forem detectados podem desenvolver, num futuro próximo, cirrose e posteriormente carcinoma hepático.
[Continua na página seguinte]
• Estima-se que em Portugal há 120 000 pessoas infectadas com o vírus da hepatite B e 150 000 com o da hepatite C. Estima-se, também, que no mundo existam 500 milhões de pessoas infectadas.
• A hepatite B tem vacina.
• A principal forma de transmissão na Europa Ocidental é a via sexual, pelo que se aconselha sempre o uso do preservativo.
• Estima-se que 1 a 1,2% da população portuguesa seja portadora crónica.
• Com o tratamento, a hepatite B crónica é uma doença controlável, garantindo ao portador boa qualidade de vida.
• A hepatite C não tem vacina.
• A hepatite C é, essencialmente, transmitida pelo sangue embora se aconselhe o uso do preservativo.
• A hepatite C tem tratamento com uma eficácia (cura) de 60%.
• A única maneira de se saber se se é portador é através de um rastreio pedido no/pelo médico de família.
• A hepatite crónica é uma doença controlável, sendo por isso importante acompanhamento feito por médico especialista.
• 1 em cada 37 portugueses é portador de hepatite B ou C.
• 1 em cada 12 pessoas no mundo é portadora de hepatite B ou C.
“Os 12 desafios para 2012” no combate à hepatite, a nível global
1. Reconhecimento público da hepatite viral crónica como uma questão urgente de saúde pública.
2. Nomeação de individualidade para liderar a estratégia nacional do Governo.
3. Desenvolvimento da rede para o rastreio, diagnóstico, referenciação e tratamento.
4. Objectivos claros e quantificáveis para a redução da incidência e da prevalência.
5. Objectivos claros e quantificáveis para a redução da mortalidade.
6. Objectivos claros e quantificáveis para o rastreio.
7. Vigilância eficaz e publicação das estatísticas nacionais de incidência e prevalência.
8. Compromisso de análise dos casos internacionais de boas práticas.
9. Compromisso de trabalho com os grupos de doentes na concepção e implementação das políticas.
10. Oferta de teste gratuito e anónimo (ou confidencial).
11. Campanha pública de sensibilização para alertar as pessoas para a questão e reduzir o estigma.
12. Compromisso de um programa de vacinação nacional. * Em Portugal, já existe programa de vacinação.