O número de bactérias resistentes aos antibióticos tem vindo a crescer significativamente. Infecções que há alguns anos eram facilmente combatidas, amanhã poderão ser causa de morte.
Tudo devido ao mau uso que temos dado aos antibióticos e que está a permitir que as bactérias “aprendam” a tornar-se resistentes. A manter-se esta tendência, isto significa que a prazo ficaremos sem armas terapêuticas para combatermos as infecções bacterianas.
Entre a população portuguesa ainda é baixo o conhecimento, não só sobre o uso correcto dos antibióticos, mas também quais os riscos resultantes da sua utilização incorrecta.
A grande maioria não sabe que, pelo facto de se auto-medicar – tomando antibióticos em situações indevidas, e por não os administrar correctamente – cumprindo as recomendações e horários das tomas e duração dos tratamentos, está a colocar em risco a sua possibilidade de tratamento no futuro.
De entre 26 países europeus, Portugal ocupa a quarta posição no que respeita ao consumo global de antibióticos em ambulatório, subindo para o segundo lugar no caso específico do consumo das quinolonas (um grupo de antibióticos de largo espectro).
O crescente desenvolvimento de resistências bacterianas aos antibióticos, utilizados quer em ambulatório, quer em meio hospitalar, é um problema de saúde pública. E está a preocupar as autoridades de saúde mundiais, e a comunidade médico-científica, pelo seu impacto actual e futuro na procura de alternativas terapêuticas para os doentes.
Estudo sobre o uso de antibióticos em Portugal
Neste contexto, os Laboratórios Pfizer decidiram realizar um estudo sobre o uso de antibióticos em Portugal, realizado antes e depois da primeira fase da Campanha dos Antibióticos por uma entidade independente (Metris GFK).
Este estudo, destinado a testar o conhecimento e os hábitos de uso de antibióticos entre os portugueses, foi realizado também junto dos médicos de forma a caracterizar a pressão feita pelos doentes para a prescrição.
Apesar de se verificar uma melhoria do conhecimento sobre o uso correcto dos antibióticos, pode concluir-se do estudo que a alteração efectiva dos comportamentos é mais difícil de se atingir.
Depois da primeira fase da campanha, 43% dos inquiridos ignora as situações em que o uso de antibióticos é inadequado, e 22% é da opinião de que deve tomar antibióticos para combater uma gripe. Já no âmbito da consciência sobre o impacto ambiental/ ecológico, um em cada três entrevistados confessa que deita no lixo as embalagens de antibióticos inacabadas, sendo que apenas 37% afirmam entregar estas embalagens na farmácia.
Entre os comportamentos que são necessários mudar, destacam-se a utilização dos antibióticos em infecções virais e o incumprimento do regime terapêutico prescrito, designadamente quanto aos horários e duração do tratamento.
Campanha para mudar comportamentos
Os Laboratórios Pfizer, conscientes da dimensão deste problema no país, desenvolveram e implementaram uma campanha de educação, informação e sensibilização públicas para o uso correcto dos antibióticos.
Realizada em parceria com o Ministério da Saúde (com intervenção do INFARMED e da Direcção Geral da Saúde), a Ordem dos Médicos e a Ordem dos Farmacêuticos, foi lançada agora a segunda fase da campanha “Antibióticos: Use-os de forma adequada”, destinada a alterar comportamentos.
Tendo como público-alvo a população em geral, os médicos e os farmacêuticos, o mote desta campanha é “Nem sempre os antibióticos são o melhor remédio”.
Depois da primeira fase da campanha, realizada em Novembro de 2004, e destinada a alertar a população para o problema, o objectivo agora é o de promover o seu uso correcto, desencorajando a automedicação prevenindo a contaminação ambiental, e assim, contribuindo para a redução do desenvolvimento de resistências bacterianas antimicrobianas.
Porque o conhecimento se altera mais rapidamente do que o comportamento, esta campanha vai abranger um período de 3 anos, e ocorrerá anualmente durante os meses de Inverno.
Como suportes de divulgação, estão a seu publicados anúncios nos media generalistas – imprensa e rádio -, nos media especializados da área da saúde, na rede Multibanco e no website www.antibioticos.com.pt Paralelamente, e de forma a integrar a participação activa dos profissionais de saúde e privilegiando a relação médico/doente e farmacêutico/doente, existem suportes de informação impressa nos Centros de Saúde e nas Farmácias de todo o país.
Faça o download do Documento:
Bactérias em Acção (Documento Associado.pdf)
NULL
NULL
NULL
NULL
NULL