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O álcool como a droga mais barata do Século XXI

A demência como um processo degenerativo está muito ligada ao envelhecimento da população. Outros tipos de demência estão relacionados a substâncias tóxicas como o álcool. Temas quentes, com impacto pessoal e familiar, estiveram em debate no último dia das VIII Jornadas de Sacavém (I Jornadas Loures-Sacavém), que debateram a ‘Saúde no Homem’ no Hotel VIP Executive, em Santa Iria da Azóia, Loures. O dia foi também dedicado ao stress pós-traumático e a várias patologias associadas ao universo masculino, como a disfunção eréctil, o cancro da próstata, a roncopatia e a andropausa.

‘Trata-se da droga mais acessível e mais perigosa’. É desta forma que Vítor Santos, médico de família do Centro de Saúde de Sacavém, descreve o álcool. As consultas de psicoalcoologia têm como objectivo a intervenção terapêutica e a confrontação, aludindo à informação e mentalização do alcoólico. A desintoxicação, o tratamento de longo prazo e as inovações terapêuticas apresentam-se como os tratamentos mais utilizados para combater a doença. O álcool apresenta-se como uma das substâncias geradoras de demência na sociedade actual, com forte impacto na estabilidade pessoal e familiar, assim como na saúde do visado.

Também o stress pós-traumático aparece como uma das demências no masculino. Identificada como doença em 1980, nos EUA, a primeira consulta em Portugal foi criada em 1985 no Hospital Júlio de Matos. Num país com cerca de 14 anos de guerra colonial, calcula-se que cerca e 10 a 15 % dos ex-combatentes sofra deste tipo de stress.

Em 1999 a Assembleia da República publicou uma legislação específica para o tratamento de doentes que sofram de stress pós-traumático. Desde então tem-se desenvolvido uma rede de apoio, que se estendeu à aplicação de redes médicas e sociais mais especializadas, dirigidas às pessoas que sofrem as consequências das situações traumáticas mais comuns da sociedade civil, como abuso sexual, assaltos violentos, catástrofes naturais e acidentes de viação.

 

Consulta no masculino

A disfunção eréctil apresenta-se como uma doença vascular que tem aumentado com a esperança de vida. Está associada à hipertensão arterial, à diabetes, à depressão, ao tabagismo e colesterol, entre outros. Desde 1960 até aos dias de hoje vários foram os tratamentos utilizados para combater a disfunção eréctil, começando nos dispositivos de vácuo. Hoje, a terapêutica oral apresenta-se como a solução mais utilizada para combater a doença.

A roncopatia esteve também em destaque. Provocado por uma obstrução na passagem de ar, o ressonar também pode ser um sinal de existência de apneia do sono, que se caracteriza por provocar paragens respiratórias durante o sono. A roncopatia e a apneia estão relacionadas. A síndrome de apneia afecta 44% dos homens e 28% das mulheres. Esta doença aumenta também o risco de acidente cardiovascular. Calcula-se que 47% dos hipertensos sofram desta síndrome.

O cancro da próstata tem a sua maior incidência nos EUA e na Europa Ocidental. No sexo masculino, representa cerca de 11% do total do cancro na Europa e 9% do número de mortes. A idade é o maior factor de risco. A detecção deve ser feita precocemente em todos os homens entre os 50 e os 75 anos. No entanto, a idade do rastreio tem vindo a baixar. O PSA é o exame mais pedido para controlo do cancro da próstata, sendo a biópsia o exame complementar que faz o diagnóstico.

 

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