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A obesidade

O excesso de peso e a obesidade têm vindo a aumentar consistentemente na União Europeia e particularmente em Portugal, afectando cada vez mais crianças e adolescentes.

Na origem desta situação parecem estar padrões negativos de comportamento alimentar, com consumos crescentes de energia e calorias, açúcares, gorduras e também de sal, e consumos decrescentes de cereais completos e de hortofrutícolas, associados a níveis reduzidos de actividade física.

O sobrepeso e a obesidade associam-se a doenças crónico-degenerativas, reduzindo a produtividade laboral, afectando a qualidade e reduzindo a esperança de vida e causando, na Europa, um milhão de mortes anuais.

A obesidade apresenta-se como um dos mais sérios problemas de saúde pública: em muitos países europeus, a sua prevalência triplicou desde 1980. Cerca de 20% da população europeia é obesa; a situação é particularmente preocupante nas crianças e nos estratos socio-económicos mais desfavorecidos.

A sua taxa de crescimento tem-se mantido constante, acrescentando actualmente em cada ano 400.000 novas crianças obesas às já existentes 45 milhões de crianças com sobrepeso, valor 10 vezes superior ao registado em 1970.

A evolução desta pandemia da obesidade é particularmente relevante na medida em que as opções que predeterminam a saúde são maioritariamente feitas antes da adolescência:

Estima-se que cerca de 2% a 8% dos custos totais com a saúde nos países ocidentais possam ser atribuídos à obesidade, cuja abordagem é também essencial na perspectiva de uma desejável redução a prazo dos custos dos serviços de saúde.

Portugal encontra-se numa das posições mais desfavoráveis no cenário Europeu. É um dos países com maior prevalência de obesidade infantil, com mais de metade da população adulta com excesso de peso, 30% de crianças apresentando sobrepeso e mais de 10% obesas, e uma das mais elevadas prevalências de inactividade física da União Europeia.

O programa de acção comunitário no campo da saúde identifica como áreas prioritárias de actuação a protecção dos cidadãos contra as ameaças à saúde e a promoção de políticas que conduzam a estilos de vida mais saudáveis.

Neste sentido, os problemas ligados à nutrição e à actividade física, com particular destaque para a obesidade, são determinantes da saúde críticos relativamente aos quais se impõe uma estratégia de promoção da saúde, que Portugal está a fazer no âmbito da sua Plataforma Contra a Obesidade.

Todavia, em Portugal a informação acurada sobre a real dimensão e a prevalência desta doença é ainda reduzida, pelo que se torna fundamental investigação científica que produza informação e ajude a formular políticas e programas que propiciem uma melhor intervenção em Saúde Pública.

A Plataforma Contra a Obesidade é uma iniciativa de evidente interesse público que visa resolver problemas de saúde que, para além da intervenção do Estado, necessitam da intervenção das entidades da sociedade civil que se revejam numa dimensão de Responsabilidade Social acrescida.

A obesidade em números

Dados recentes revelam que, em Portugal, mais de 1/3 (37% ou 3,831 milhões – quase 4 milhões de pessoas!) da nossa população tem excesso de peso e 14,5% é obesa. (1,5 milhão pessoas). Os países do Sul da Europa (Espanha, Itália, Grécia e Portugal) estão na liderança da prevalência de obesidade infantil, onde Portugal se encontra no 2º lugar a seguir à Itália, onde 31,5% de crianças dos 7-9 anos têm excesso de peso das quais 11,3% são obesas.

JMC – Grupo GCI

www.grupogci.net

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