A entrada do Outono no calendário é sinónima de início da época gripal. Significa que o vírus causador desta doença aguda viral que afecta predominantemente as vias respiratórias está mais activo, deixando mais vulneráveis alguns grupos da população. Mas prevenir a infecção ou, pelo menos, diminuir as suas consequências é possível graças à vacinação.
A gripe é uma doença viral que, todos os anos, tem um elevado impacto na saúde das pessoas, bem como na economia do país, na medida em que é responsável por um aumento das idas às consultas e urgências hospitalares, mas também por um elevado absentismo escolar e laboral.
Ainda assim, nem sempre a gripe é devidamente valorizada, pelo facto de ser confundida com a constipação. Ambas são infecções respiratórias mas distinguem-se nos sintomas e na gravidade.
E isto porque o vírus causador da gripe – o vírus influenza – é muito agressivo, transmitindo-se muito facilmente. Basta um acesso de tosse, um espirro ou até a fala para que gotículas de saliva sejam expelidas e, se estiverem infectadas, num instante espalham a doença. E em pouco tempo uma única pessoa pode infectar muitas outras.
Também o seu curto período de incubação contribui para a perigosidade do vírus: é que uma pessoa pode transportá-lo consigo durante muito tempo, sem saber que está doente mas infectando outras. E as crianças ainda o transportam por mais tempo do que os adultos, o que as torna as principais disseminadoras da gripe.
Além disso, é um vírus versátil, o que significa que se apresenta todos os anos com características diferentes – são as estirpes, que vão evoluindo a cada Inverno a partir das suas origens asiáticas até se manifestarem no ocidente.
Nesse percurso, há mudanças que podem ser difíceis de prever.
Sintomas e consequências
Nos adultos a gripe manifesta-se habitualmente por início súbito de mal-estar, febre alta, dores de cabeça, dores articulares e musculares e tosse seca.
Nas crianças, os sintomas dependem da idade, sendo que os sintomas gastrintestinais, como náuseas, vómitos e diarreia e, os respiratórios são frequentes.
De um modo geral, a gripe é uma infecção benigna, que acontece numa época do ano em que abundam outras infecções respiratórias. Nos idosos e nas pessoas com doenças crónicas é frequente surgirem complicações, como a pneumonia, ou agravar-se a doença já existente.
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Tratar e prevenir
Tratar a gripe é possível, não existindo, contudo, um medicamento específico. O tratamento dirige-se aos sintomas, podendo incluir a toma de medicamentos para baixar a febre a aliviar as dores ou para atenuar a tosse e descongestionar o nariz. Outros cuidados, como vapores de água, também ajudam a respirar melhor. Além disso, a ingestão abundante de líquidos é essencial para combater o risco de desidratação devido à febre. O repouso também é recomendado.
Contudo, é sempre melhor prevenir as possibilidades de contágio. O que passa, desde logo, por evitar o contacto directo com doentes, por limitar a presença em espaços confinados e onde se concentrem muitas pessoas – dada a facilidade com que o vírus se dissemina. Prevenir é também sinónimo de adoptar alguns cuidados de higiene – simples, mas eficazes: usar lenços descartáveis para se assoar e deitá-los fora após cada utilização, tapar a boca quando tosse ou espirra com um lenço de papel ou com o antebraço (não utilizar as maõs), lavando as mãos após cada uma destas situações.
Vacinar, quem e porquê?
A vacina contra a gripe é recomendada a todas as pessoas com maior risco de sofrer complicações após a gripe, nomeadamente os idosos, pessoas com mais de 6 meses de idade e com doenças crónicas dos pulmões, coração, fígado ou rins, diabetes ou com outras situações que diminuam a resistência às infecções.
A vacinação reduz o risco de contrair gripe e se a pessoa vacinada for infectada a doença será mais ligeira e o risco de complicações menor.
O vírus da gripe sofre modificações frequentemente pelo que a vacina é diferente em cada ano. Por este motivo, a vacina deve ser administrada todos os anos, preferencialmente no mês de Outubro, mas pode ser administrada durante todo o outono/ inverno.
A gripe é uma doença viral que, todos os anos, tem um elevado impacto na saúde das pessoas, bem como na economia do país, na medida em que é responsável por um aumento das idas às consultas e urgências hospitalares, mas também por um elevado absentismo escolar e laboral.
Ainda assim, nem sempre a gripe é devidamente valorizada, pelo facto de ser confundida com a constipação. Ambas são infecções respiratórias mas distinguem-se nos sintomas e na gravidade.
E isto porque o vírus causador da gripe – o vírus influenza – é muito agressivo, transmitindo-se muito facilmente. Basta um acesso de tosse, um espirro ou até a fala para que gotículas de saliva sejam expelidas e, se estiverem infectadas, num instante espalham a doença. E em pouco tempo uma única pessoa pode infectar muitas outras.
Também o seu curto período de incubação contribui para a perigosidade do vírus: é que uma pessoa pode transportá-lo consigo durante muito tempo, sem saber que está doente mas infectando outras. E as crianças ainda o transportam por mais tempo do que os adultos, o que as torna as principais disseminadoras da gripe.
Além disso, é um vírus versátil, o que significa que se apresenta todos os anos com características diferentes – são as estirpes, que vão evoluindo a cada Inverno a partir das suas origens asiáticas até se manifestarem no ocidente.
Nesse percurso, há mudanças que podem ser difíceis de prever.
Sintomas e consequências
Nos adultos a gripe manifesta-se habitualmente por início súbito de mal-estar, febre alta, dores de cabeça, dores articulares e musculares e tosse seca.
Nas crianças, os sintomas dependem da idade, sendo que os sintomas gastrintestinais, como náuseas, vómitos e diarreia e, os respiratórios são frequentes.
De um modo geral, a gripe é uma infecção benigna, que acontece numa época do ano em que abundam outras infecções respiratórias. Nos idosos e nas pessoas com doenças crónicas é frequente surgirem complicações, como a pneumonia, ou agravar-se a doença já existente.
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Tratar e prevenir
Tratar a gripe é possível, não existindo, contudo, um medicamento específico. O tratamento dirige-se aos sintomas, podendo incluir a toma de medicamentos para baixar a febre a aliviar as dores ou para atenuar a tosse e descongestionar o nariz. Outros cuidados, como vapores de água, também ajudam a respirar melhor. Além disso, a ingestão abundante de líquidos é essencial para combater o risco de desidratação devido à febre. O repouso também é recomendado.
Contudo, é sempre melhor prevenir as possibilidades de contágio. O que passa, desde logo, por evitar o contacto directo com doentes, por limitar a presença em espaços confinados e onde se concentrem muitas pessoas – dada a facilidade com que o vírus se dissemina. Prevenir é também sinónimo de adoptar alguns cuidados de higiene – simples, mas eficazes: usar lenços descartáveis para se assoar e deitá-los fora após cada utilização, tapar a boca quando tosse ou espirra com um lenço de papel ou com o antebraço (não utilizar as maõs), lavando as mãos após cada uma destas situações.
Vacinar, quem e porquê?
A vacina contra a gripe é recomendada a todas as pessoas com maior risco de sofrer complicações após a gripe, nomeadamente os idosos, pessoas com mais de 6 meses de idade e com doenças crónicas dos pulmões, coração, fígado ou rins, diabetes ou com outras situações que diminuam a resistência às infecções.
A vacinação reduz o risco de contrair gripe e se a pessoa vacinada for infectada a doença será mais ligeira e o risco de complicações menor.
O vírus da gripe sofre modificações frequentemente pelo que a vacina é diferente em cada ano. Por este motivo, a vacina deve ser administrada todos os anos, preferencialmente no mês de Outubro, mas pode ser administrada durante todo o outono/ inverno.