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6ª Semana de Esclarecimento Contraceptivo de 22 a 28 de Setembro

Métodos contraceptivos inovadores e saúde sexual e reprodutiva de pessoas com deficiência marcam semana de divulgação da Associação para o Planeamento da Família.

A Associação para o Planeamento da Família (APF) promove entre 22 e 28 de Setembro, a 6ª edição da Semana de Esclarecimento Contraceptivo, uma iniciativa que terá como pano de fundo a divulgação de métodos contraceptivos e o debate em torno da saúde sexual e reprodutiva das pessoas com deficiência.

Na segunda-feira, 22 de Setembro, arranca a campanha de divulgação, com o lema “Toma decisões que melhorem a tua vida”, dirigida, especialmente, a jovens entre os 16 e os 26 anos, na qual será apresentada informação sobre três métodos anticoncepcionais mais recentes: o implante, o adesivo e o anel vaginal. O objectivo passa por informar a população acerca de métodos contraceptivos alternativos ao uso da pílula e ao preservativo e sobre a necessidade de optar pelo anticoncepcional mais adequado às características e objectivos da mulher.

Na quarta-feira, dia 24 de Setembro, a APF, em parceria com o Instituto Nacional de Reabilitação (INR) e a ACAPO, organiza a conferência internacional “Todos os Direitos para Todas as Pessoas – A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – Que Futuro?”, no auditório da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa / Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, no Parque das Nações.

Nesta sessão, que contará com a presença de Idália Moniz, secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, será debatida a necessidade da aplicação de um quadro legal que combata a discriminação com que as pessoas com deficiência se debatem em situações quotidianas, que vão desde o acesso a edifícios, a obtenção de trabalho, passando pela discriminação ao nível da saúde sexual e reprodutiva. A conferência contará com a presença de oradores internacionais, que apresentarão diferentes perspectivas sobre a aplicação dos direitos das pessoas com deficiência.

Por fim, na sexta-feira, 26 de Setembro, comemora-se o Dia Mundial da Contracepção. Para assinalar a efeméride, a APF promove um colóquio, a partir das 19h30m, no Hotel Sheraton, em Lisboa. O encontro intitulado “Contracepção: Questões Actuais” terá como moderadora Maria José Alves, ginecologista da Maternidade Dr. Alfredo das Costa e presidente da APF Lisboa, Tejo e Sado. Nesta sessão serão apresentadas três comunicações sobre o tema da contracepção, designadamente “A Contracepção em Portugal no Contexto Europeu”, “Os Problemas e Falhas na Contracepção” e “A Contracepção no Pós-Interrupção Voluntária da Gravidez”.

A Semana de Esclarecimento Contraceptivo é uma iniciativa desenvolvida anualmente pela APF para divulgar e estimular o uso de contraceptivos e debater diferentes temas associados à saúde sexual e reprodutiva.

Métodos contraceptivos: Implante, Anel Vaginal e Adesivo Contraceptivo

Implante
• Trata-se de um método contraceptivo de longa duração. O implante liberta progestagéneo que impede a ovulação, prevenindo a gravidez. É recomendável para as mulheres que estejam a ponderar a esterilização mas ainda não tomaram a decisão final.
• A inserção do implante é feita no antebraço por um profissional especializado, podendo o seu efeito prolongar-se de 3 a 5 anos.
• Grau de eficácia: Muito elevado – 99,8 por cento ou 0 a 0,07 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.
• Vantagens: não interfere com a relação sexual e não requer toma diária; não interfere com o aleitamento.
• Desvantagens: é um método dispendioso e não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis.
• Efeitos secundários: instabilidade no ciclo menstrual e pode causar em determinadas mulheres dores de cabeça, náuseas e variações de humor.

Anel vaginal
• É um método contraceptivo hormonal feito de plástico, transparente e flexível. É colocado pela própria mulher e deve ser mantido durante 3 semanas, parando durante 1 semana, período no qual vai libertando estrogéneo e progestagéneo, hormonas que ao entrar na corrente sanguínea inibem a ovulação, à semelhança da pílula.
• Grau de eficácia: Elevado – 0,4 a 1,2 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.
• Vantagens: não interfere no acto sexual, é reversível e pode ter efeitos benéficos para a saúde, como a protecção contra cancro dos ovários ou do colo do útero.
• Desvantagens: não previne contra IST’s; pode haver aumento ou perda de peso e pode provocar a irritação vaginal.
• Efeitos secundários: São similares aos da pílula e decorrentes da acção do estrogéneo e progestagéneo. Em alguns casos pode ocorrer corrimento vaginal, infecção ou irritação.

Adesivo contraceptivo
• Trata-se de um adesivo fino, quadrado, confortável e fácil de aplicar, que transfere uma dose diária de hormonas, o estrogéneo e progestagéneo, através da pele na corrente sanguínea. O adesivo oferece uma excelente aderência, podendo a mulher continuar a realizar as suas actividades diárias como o banho, duche, idas à piscina, exercício físico, sem nenhuma medida especial de precaução.
• Pode ser aplicado na parte de fora do braço, nas costas, no abdómen ou na nádega. Deve evitar-se a colocação todas as semanas exactamente no mesmo ponto. Deve ser aplicado um só adesivo de cada vez, uma vez por semana, durante 3 semanas consecutivas, seguidas de uma semana de descanso.
• Se a mulher aplicar o adesivo num dia qualquer à sua escolha e não no 1º dia da menstruação, é necessário que se proteja durante sete dias com um método contraceptivo não hormonal, como por exemplo, o preservativo ou espermicidas.
• O adesivo impede a ovulação e torna mais espesso o muco do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozóides no útero.
• Grau de eficácia: Próximo de 98 por cento.
• Vantagens: Fácil de usar; a mulher não tem que pensar todos os dias em contracepção, apenas tem que se lembrar de uma vez por semana; ao contrário da pílula, as hormonas não necessitam de ser absorvidas pelo aparelho digestivo, permitindo que a eficácia deste método não seja posta em causa, em causa de vómitos ou diarreia; é um método reversível.
• Desvantagens: Não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis.

Práticas contraceptivas das mulheres em Portugal

• Pelo menos 50 por cento das inquiridas afirmou conhecer métodos contraceptivos. Quase totalidade das inquiridas afirmou conhecer a pílula (99,6 por cento) e o preservativo masculino (96,5 por cento). O método menos conhecido é o implante subcutâneo (50,1 por cento).

• 87 por cento afirmaram sentir-se suficientemente informadas sobre métodos contraceptivos.

• Menos de metade das inquiridas (46,9 por cento) referiu que o tema contracepção foi abordado, alguma vez, pelos professores, na escola.

• As inquiridas referiram que falam sobre métodos contraceptivos principalmente com o ginecologista e com amigas.

• 81,9 por cento das inquiridas referiram utilizar um método contraceptivo. A pílula foi o mais referido – 70 por cento utilizavam este método. O preservativo foi referido por 22,2 por cento das inquiridas. O implante subcutâneo não foi além de 1,1 por cento, o adesivo chegou a 0,4 por cento e o anel vaginal atinge 0,1 por cento.

• A análise sobre quem aconselhou sobre o método contraceptivo que utiliza, por tipo de contraceptivo, permitiu verificar que o ginecologista foi a pessoa mais referida pelas inquiridas que tomam a pílula ou que têm um DIU. As inquiridas que utilizam o preservativo foram aconselhadas maioritariamente por amigas.

• No momento de realização do questionário, cerca de 70 por cento das inquiridas estavam a tomar a pílula. Cerca de 38 por cento das inquiridas referiram ter o hábito de parar a pílula para “descanso”.

• Das inquiridas que se tinham esquecido alguma vez de tomar a pílula, cerca de 28,4 por cento referiram contar sempre ou a maior parte das vezes ao médico. 34 por cento referiram nunca contar ao médico.

• Cerca de 70 por cento das inquiridas referiu que se esquecem de tomar a pílula em 1 a 3 ciclos por ano. A atitude subsequente a ter-se esquecido de tomar a pílula varia de forma quase equitativa entre “não fazer nada, continuar” e “tomar duas”.

• Cerca de 37 por cento das inquiridas já tinham suspeitado que poderiam estar grávidas sem o desejar. A preocupação em ficar grávida influenciava, pelo menos alguma vezes, a vida sexual de cerca de 15 por cento das inquiridas. Das inquiridas que já tinham tido relações sexuais, 13,3 por cento já tinha tomado a pílula do dia seguinte, pelo menos uma vez.

Análise por grupos etários
• É nos grupos mais jovens que predominam as mulheres que afirmam não estar suficientemente informadas sobre os métodos contraceptivos disponíveis.

• Os grupos mais jovens (15/19 anos – 86,9 por cento e 20/29 anos -68,0 por cento) afirmam que o tema foi abordado na escola, ao contrário dos indivíduos dos grupos mais velhos.

• As inquiridas com idades entre os 15 e os 29 anos são as que referem mais frequentemente as amigas e a mãe quando questionadas sobre com quem costumam falar sobe contracepção.

• São as mulheres mais jovens, quando sexualmente activas, as que mais utilizam métodos contraceptivos (15/19 anos – 90,7 por cento; 20/29 anos – 86,3 por cento).

• A pílula foi o método contraceptivo mais referido. No momento de realização do questionário, cerca de 63 por cento das inquiridas entre os 15 e os 19 anos estavam a tomar a pílula.

• A análise do número de ciclos em que as inquiridas referiram ter-se esquecido de tomar a pílula por grupos etários mostra que é nos grupos mais jovens que predomina o esquecimento num maior número de ciclos.

• A atitude a ter-se esquecido de tomar a pílula varia de forma quase equitativa entre “não fazer anda, continuar”, “usar outro método” ou “tomar duas”. O grupo mais jovem é aquele mais vezes “não faz nada, continua”.

A partir de estudo realizado pela Sociedade Portuguesa de Ginecologia e sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução – Março 2005

A Associação para o Planeamento da Família (APF) promove entre 22 e 28 de Setembro, a 6ª edição da Semana de Esclarecimento Contraceptivo, uma iniciativa que terá como pano de fundo a divulgação de métodos contraceptivos e o debate em torno da saúde sexual e reprodutiva das pessoas com deficiência.

Na segunda-feira, 22 de Setembro, arranca a campanha de divulgação, com o lema “Toma decisões que melhorem a tua vida”, dirigida, especialmente, a jovens entre os 16 e os 26 anos, na qual será apresentada informação sobre três métodos anticoncepcionais mais recentes: o implante, o adesivo e o anel vaginal. O objectivo passa por informar a população acerca de métodos contraceptivos alternativos ao uso da pílula e ao preservativo e sobre a necessidade de optar pelo anticoncepcional mais adequado às características e objectivos da mulher.

Na quarta-feira, dia 24 de Setembro, a APF, em parceria com o Instituto Nacional de Reabilitação (INR) e a ACAPO, organiza a conferência internacional “Todos os Direitos para Todas as Pessoas – A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – Que Futuro?”, no auditório da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa / Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, no Parque das Nações.

Nesta sessão, que contará com a presença de Idália Moniz, secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, será debatida a necessidade da aplicação de um quadro legal que combata a discriminação com que as pessoas com deficiência se debatem em situações quotidianas, que vão desde o acesso a edifícios, a obtenção de trabalho, passando pela discriminação ao nível da saúde sexual e reprodutiva. A conferência contará com a presença de oradores internacionais, que apresentarão diferentes perspectivas sobre a aplicação dos direitos das pessoas com deficiência.

Por fim, na sexta-feira, 26 de Setembro, comemora-se o Dia Mundial da Contracepção. Para assinalar a efeméride, a APF promove um colóquio, a partir das 19h30m, no Hotel Sheraton, em Lisboa. O encontro intitulado “Contracepção: Questões Actuais” terá como moderadora Maria José Alves, ginecologista da Maternidade Dr. Alfredo das Costa e presidente da APF Lisboa, Tejo e Sado. Nesta sessão serão apresentadas três comunicações sobre o tema da contracepção, designadamente “A Contracepção em Portugal no Contexto Europeu”, “Os Problemas e Falhas na Contracepção” e “A Contracepção no Pós-Interrupção Voluntária da Gravidez“.

A Semana de Esclarecimento Contraceptivo é uma iniciativa desenvolvida anualmente pela APF para divulgar e estimular o uso de contraceptivos e debater diferentes temas associados à saúde sexual e reprodutiva.

Métodos contraceptivos: Implante, Anel Vaginal e Adesivo Contraceptivo

Implante
• Trata-se de um método contraceptivo de longa duração. O implante liberta progestagéneo que impede a ovulação, prevenindo a gravidez. É recomendável para as mulheres que estejam a ponderar a esterilização mas ainda não tomaram a decisão final.
• A inserção do implante é feita no antebraço por um profissional especializado, podendo o seu efeito prolongar-se de 3 a 5 anos.
Grau de eficácia: Muito elevado – 99,8 por cento ou 0 a 0,07 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.
• Vantagens: não interfere com a relação sexual e não requer toma diária; não interfere com o aleitamento.
• Desvantagens: é um método dispendioso e não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis.
• Efeitos secundários: instabilidade no ciclo menstrual e pode causar em determinadas mulheres dores de cabeça, náuseas e variações de humor.

Anel vaginal
• É um método contraceptivo hormonal feito de plástico, transparente e flexível. É colocado pela própria mulher e deve ser mantido durante 3 semanas, parando durante 1 semana, período no qual vai libertando estrogéneo e progestagéneo, hormonas que ao entrar na corrente sanguínea inibem a ovulação, à semelhança da pílula.
• Grau de eficácia: Elevado – 0,4 a 1,2 gravidezes por ano em cada 100 mulheres.
• Vantagens: não interfere no acto sexual, é reversível e pode ter efeitos benéficos para a saúde, como a protecção contra cancro dos ovários ou do colo do útero.
• Desvantagens: não previne contra IST’s; pode haver aumento ou perda de peso e pode provocar a irritação vaginal.
• Efeitos secundários: São similares aos da pílula e decorrentes da acção do estrogéneo e progestagéneo. Em alguns casos pode ocorrer corrimento vaginal, infecção ou irritação.

Adesivo contraceptivo
• Trata-se de um adesivo fino, quadrado, confortável e fácil de aplicar, que transfere uma dose diária de hormonas, o estrogéneo e progestagéneo, através da pele na corrente sanguínea. O adesivo oferece uma excelente aderência, podendo a mulher continuar a realizar as suas actividades diárias como o banho, duche, idas à piscina, exercício físico, sem nenhuma medida especial de precaução.
• Pode ser aplicado na parte de fora do braço, nas costas, no abdómen ou na nádega. Deve evitar-se a colocação todas as semanas exactamente no mesmo ponto. Deve ser aplicado um só adesivo de cada vez, uma vez por semana, durante 3 semanas consecutivas, seguidas de uma semana de descanso.
• Se a mulher aplicar o adesivo num dia qualquer à sua escolha e não no 1º dia da menstruação, é necessário que se proteja durante sete dias com um método contraceptivo não hormonal, como por exemplo, o preservativo ou espermicidas.
• O adesivo impede a ovulação e torna mais espesso o muco do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozóides no útero.
• Grau de eficácia: Próximo de 98 por cento.
• Vantagens: Fácil de usar; a mulher não tem que pensar todos os dias em contracepção, apenas tem que se lembrar de uma vez por semana; ao contrário da pílula, as hormonas não necessitam de ser absorvidas pelo aparelho digestivo, permitindo que a eficácia deste método não seja posta em causa, em causa de vómitos ou diarreia; é um método reversível.
• Desvantagens: Não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis.

Práticas contraceptivas das mulheres em Portugal

• Pelo menos 50 por cento das inquiridas afirmou conhecer métodos contraceptivos. Quase totalidade das inquiridas afirmou conhecer a pílula (99,6 por cento) e o preservativo masculino (96,5 por cento). O método menos conhecido é o implante subcutâneo (50,1 por cento).

• 87 por cento afirmaram sentir-se suficientemente informadas sobre métodos contraceptivos.

• Menos de metade das inquiridas (46,9 por cento) referiu que o tema contracepção foi abordado, alguma vez, pelos professores, na escola.

• As inquiridas referiram que falam sobre métodos contraceptivos principalmente com o ginecologista e com amigas.

• 81,9 por cento das inquiridas referiram utilizar um método contraceptivo. A pílula foi o mais referido – 70 por cento utilizavam este método. O preservativo foi referido por 22,2 por cento das inquiridas. O implante subcutâneo não foi além de 1,1 por cento, o adesivo chegou a 0,4 por cento e o anel vaginal atinge 0,1 por cento.

• A análise sobre quem aconselhou sobre o método contraceptivo que utiliza, por tipo de contraceptivo, permitiu verificar que o ginecologista foi a pessoa mais referida pelas inquiridas que tomam a pílula ou que têm um DIU. As inquiridas que utilizam o preservativo foram aconselhadas maioritariamente por amigas.

• No momento de realização do questionário, cerca de 70 por cento das inquiridas estavam a tomar a pílula. Cerca de 38 por cento das inquiridas referiram ter o hábito de parar a pílula para “descanso”.

• Das inquiridas que se tinham esquecido alguma vez de tomar a pílula, cerca de 28,4 por cento referiram contar sempre ou a maior parte das vezes ao médico. 34 por cento referiram nunca contar ao médico.

• Cerca de 70 por cento das inquiridas referiu que se esquecem de tomar a pílula em 1 a 3 ciclos por ano. A atitude subsequente a ter-se esquecido de tomar a pílula varia de forma quase equitativa entre “não fazer nada, continuar” e “tomar duas”.

• Cerca de 37 por cento das inquiridas já tinham suspeitado que poderiam estar grávidas sem o desejar. A preocupação em ficar grávida influenciava, pelo menos alguma vezes, a vida sexual de cerca de 15 por cento das inquiridas. Das inquiridas que já tinham tido relações sexuais, 13,3 por cento já tinha tomado a pílula do dia seguinte, pelo menos uma vez.

Análise por grupos etários
• É nos grupos mais jovens que predominam as mulheres que afirmam não estar suficientemente informadas sobre os métodos contraceptivos disponíveis.

• Os grupos mais jovens (15/19 anos – 86,9 por cento e 20/29 anos -68,0 por cento) afirmam que o tema foi abordado na escola, ao contrário dos indivíduos dos grupos mais velhos.

• As inquiridas com idades entre os 15 e os 29 anos são as que referem mais frequentemente as amigas e a mãe quando questionadas sobre com quem costumam falar sobe contracepção.

• São as mulheres mais jovens, quando sexualmente activas, as que mais utilizam métodos contraceptivos (15/19 anos – 90,7 por cento; 20/29 anos – 86,3 por cento).

• A pílula foi o método contraceptivo mais referido. No momento de realização do questionário, cerca de 63 por cento das inquiridas entre os 15 e os 19 anos estavam a tomar a pílula.

• A análise do número de ciclos em que as inquiridas referiram ter-se esquecido de tomar a pílula por grupos etários mostra que é nos grupos mais jovens que predomina o esquecimento num maior número de ciclos.

• A atitude a ter-se esquecido de tomar a pílula varia de forma quase equitativa entre “não fazer anda, continuar”, “usar outro método” ou “tomar duas”. O grupo mais jovem é aquele mais vezes “não faz nada, continua”.

A partir de estudo realizado pela Sociedade Portuguesa de Ginecologia e sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução – Março 2005

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