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Que rico peixinho…

Nem sempre é fácil convencer os mais novos a comer peixe… Mas os bons hábitos são alimentados desde tenra idade e com o exemplo vindo dos mais velhos. Afinal, como diz o ditado, o peixe faz bem ao cérebro.

As escamas e as espinhas não são apelativas e, muitas vezes, são as responsáveis por alguma resistência ao consumo de peixe. Grande parte das crianças tende a enjeitar uma boa pratada de peixe cozido com legumes e, lamentavelmente, muitos adultos também.

Mas combater o mito requer sempre alguma criatividade. Seja por via da decoração, de um condimento secreto ou de um acompanhamento mágico. Vale a pena o esforço para convencer os mais jovens a apreciar peixe, pois é um importante aporte para um crescimento saudável – fonte de proteína de elevado valor biológico. Além de uma base proteica, o peixe é um alimento rico em vitamina D e contém minerais como o iodo, o fósforo e o potássio. E acrescem os ácidos gordos: nomeadamente o famoso ómega 3, de onde se destaca o eicosapentanóico (EPA) e o docosahexanóico (DHA), que beneficiam o sistema cardiovascular, podendo contribuir para a redução de doenças cardiovasculares.

 

Gordura, mas da boa…

Os riscos associados aos alimentos ricos em gorduras são crescentes na sociedade actual, mas o peixe tem a particular vantagem de ser rico em gordura poli-insaturada, nomeadamente os peixes mais gordos, como a sardinha. Esta gordura tem um papel importante na prevenção das doenças cardiovasculares. A sardinha é dos peixes mais ricos em ómega 3, tal como a cavala, salmão e enguia.

No caso das grávidas, o peixe é altamente recomendado por conter DHA, com um papel sólido nos tecidos do sistema neurológico.

Anchova, arenque, cavala, enguia, lampreia, moreia, salmão, sarda, sardinha ou sável são peixes gordos, em que a gordura se encontra distribuída na zona subcutânea e no tecido muscular. Já os peixes magros – bacalhau, carapau, corvina, garoupa, linguado, peixe-espada branco, pescada, pregado, tamboril, truta – têm a gordura adstrita ao fígado.

Por exemplo, o bacalhau contém apenas 1% de gordura porque armazena a gordura no fígado (o óleo de fígado de bacalhau), e a solha e o linguado são peixes cujo teor de gordura não ultrapassa 1 a 2 % do seu peso. Ao invés, o salmão, a sardinha o e a cavala, podem chegar a ter 25% de gordura.

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Atenção à confecção

Para beneficiar da melhor forma dos nutrientes fornecidos pelo peixe, cozer e grelhar são as melhores formas de confeccioná-lo, sempre acautelando a porção de sal.

No caso do peixe cozido, nada melhor do que um fio de azeite virgem como tempero e a cozedura a vapor.

É que se cozido em água, pode perder algum do seu conteúdo mineral. E esqueça o molho de manteiga que, sendo uma gordura saturada, poderá promover a aterosclerose.

A sensação de leveza que deixa uma refeição de peixe, ou muitas vezes a ideia de “fome”, resulta simplesmente da facilidade de digestão do peixe, pelo que um acompanhamento rico em hidratos de carbono, como seja, a batata, vegetais e/ou leguminosas, poderá tornar a digestão mais lenta, diminuindo e retardando a sensação de fome.

 

Benefício do Omega 3 na saúde oral

Um estudo realizado por investigadores da universidade norte-americana de Harvard concluiu que uma dieta rica em ómega 3 – abundante em peixes, mariscos e frutos secos – é benéfica para a saúde oral, prevenindo e tratando eficazmente doenças inflamatórias como a periodontite.

Esta doença afecta os tecidos de suporte do dente, a gengiva, o osso e os ligamentos, sendo, normalmente, tratada com o recurso a antibióticos. O estudo que antecipa o benefício deste tipo de dieta alimentar envolveu a participação de nove mil adultos, dos quais 8% padeciam de periodontite – a análise dos dados evidenciou uma redução de 20% na prevalência da doença entre os participantes que comiam mais alimentos ricos em ómega 3.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

www.anf.pt

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