Chamamos-lhe pequeno mas talvez não devêssemos: porque, na verdade, a primeira refeição do dia é essencial para funcionarmos em pleno, com energia e até bom humor.
O pequeno-almoço é considerado pelos especialistas em nutrição como a refeição mais importante do dia. No entanto, quantos de nós não iniciam um dia de trabalho ou escola sem o tomar? Seja em nome da falta de tempo ou da falta de apetite, o certo é que não lhe atribuímos a devida importância.
Talvez seja devido ao nome: Quem o baptizou como pequeno abriu caminho à sua desvalorização e, em resultado, é ver crianças e adultos a prescindir dessa primeira refeição, prolongando o jejum próprio de oito ou mais horas de sono.
Na verdade, em vez de pequeno devia chamar-se primeiro. Ou até grande. Não pela dimensão, mas pelo papel essencial que determina no funcionamento do organismo ao longo do dia.
É que o pequeno-almoço está para o corpo humano como o combustível para uma máquina: um e outro fornecem a energia necessária para trabalhar. Essa primeira refeição permite recarregar baterias, independentemente da idade. Ao fornecer uma porção razoável de nutrientes contribui para elevar os níveis de energia, após a letargia do sono nocturno.
Sem pequeno-almoço há funções que ficam comprometidas: a concentração e a memória são duas delas, essenciais em idade escolar mas também na vida profissional.
Está provado que crianças que saltam esta primeira refeição têm mais dificuldades em provas realizadas pela manhã, por oposição às que se alimentam correctamente. É, pois, um combustível precioso para o cérebro.
Sem desculpas
São vários os argumentos invocados por quem não toma o pequeno-almoço. Todos eles, no entanto, rebatíveis. A começar pela falta de tempo: basta acordar cinco a dez minutos mais cedo e tomar uma refeição nutritiva mas simples; ou então prepará-lo e comê-lo pelo caminho…não é tão agradável, mas é igualmente eficaz. A falta de apetite pela manhã é outra justificação comum, mas também ela é contornável. É que, apesar de importante, o pequeno-almoço não tem de ser pesado: antes pelo contrário, deve ser ligeiro, desde que inclua alimentos nutritivos (leite, fruta, cereais).
A preocupação com os quilos também pesa quando se trata de comer ou não pela manhã. Mas é uma preocupação infundada. É que, sem o pequeno-almoço, prolonga-se o jejum, mas isso não equivale a controlar o peso e prevenir o excesso. O que se poupa é apenas energia, pois o metabolismo permanece adormecido. É a primeira refeição do dia que o vai acordar, funcionando como um despertador do mecanismo através do qual o corpo converte os nutrientes dos alimentos em energia.
Além disso, quem não toma o pequeno-almoço acaba por sentir fome durante a manhã e, mais cedo ou mais tarde, é tentado por alimentos altamente calóricos. E esses, sim, contribuem para desestabilizar o peso…
Perante isto, o melhor mesmo será tomar o primeiro almoço!
Uma receita simples
Um pequeno-almoço saudável deve incluir alimentos diversificados, escolhidos de entre os muitos nutrientes: hidratos de carbono, fibras e proteínas.
Eis algumas possibilidades:
• Um copo de leite, um pão com fiambre e um copo pequeno de sumo de laranja • Uma taça de leite com cereais e uma peça de fruta
• Um iogurte com fruta e quatro bolachas pouco doces
• Um pão com queijo e uma peça de fruta.
São apenas sugestões: o importante é que seja equilibrado e variado. E que se tome todas as manhãs para um dia com energia, concentração e bom humor.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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