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Osteoporose » Previna-se desde já!

A osteoporose é uma doença que atinge 27 em cada 100 mulheres após a menopausa. Deve-se à perda de cálcio do osso. A osteoporose é mais grave na mulher do que no homem, porque no sexo masculino a massa óssea é maior e a sua perda mais lenta.

O homem muito idoso pode também ter osteoporose. Após a menopausa, ocorre na mulher uma diminuição das hormonas femininas. Esta diminuição para além de ser responsável pelos sintomas da menopausa, como os afrontamentos, provoca também diminuição da densidade do osso.

O osso torna-se tão frágil que pode partir após quedas ou traumatismos mínimos.

Têm um risco especialmente aumentado as mulheres que tiveram a menopausa muito cedo (antes dos 45 anos), as que fizeram tratamento prolongado com cortisona e as que são muito magras.

Outros factores de risco são o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, falta de exercício físico, hipertiroidismo, doenças renais e existência de familiares com osteoporose.

As pessoas com osteoporose não têm queixas até que ocorra uma fractura. As fracturas mais frequentes são no punho, anca e coluna vertebral. As fracturas da coluna podem não dar dores, sendo descobertas apenas nas radiografias.

Como prevenir

Para prevenir a osteoporose é importante que se consumam alimentos ricos em cálcio. Recomenda-se após a menopausa uma ingestão diária de 1 500 miligramas (mg) de cálcio. Um copo de leite ou um iogurte têm cerca de 300mg de cálcio, uma fatia de queijo cerca de 200mg.

Outros alimentos ricos em cálcio incluem os brócolos, feijões, amêndoas e sardinhas. Também é importante o exercício físico, como a marcha, para o aumento da resistência do osso.

Para a prevenção das fracturas devem prevenir-se as quedas. A casa deve estar bem iluminada, com apoios na banheira, corrimões nas escadas e antiderrapantes nas superfícies escorregadias.

Deve-se evitar a utilização de chinelos preferindo calçado que dê maior estabilidade. Quem tem dificuldade em andar deve utilizar bengala ou canadianas. A utilização excessiva de calmantes ou álcool pode causar quedas nocturnas.

Conforme o risco de cada mulher poderá ser aconselhável medir a densidade do osso através de um exame radiológico – a osteodensitometria.

Este exame costuma ser feito a partir dos 65 anos. Mede-se a densidade do osso nos três locais onde são mais frequentes as fracturas: punho, coluna lombar e colo do fémur (anca). Os resultados são dados em comparação com pessoas jovens do mesmo sexo (T score). O osso pode ter uma densidade normal (T score > -1), perda de cálcio ligeira ou osteopenia (T score entre -1 e -2,5) ou osteoporose (T score < -2,5). Os doentes com osteoporose têm que fazer tratamento. As terapêuticas disponíveis incluem suplementos de cálcio e vitamina D, medicamentos que impedem a desmineralização do osso - os bifosfonatos, e um medicamento com acção hormonal – o raloxifeno. Na altura da menopausa algumas mulheres poderão beneficiar da terapêutica hormonal de substituição. Jornal do Centro de Saúde www.cscarnaxide.min-saude.pt/jornal/

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