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Os Produtos Lácteos Biológicos

Quase toda a humanidade está empenhada em encontrar respostas credíveis à problemática ambiental. Tudo indica que enfrentaremos um agravamento dos problemas climáticos, o que gerará acentuadas mudanças comportamentais.

Agora mais do que nunca, torna-se urgente implementar políticas necessárias que nos proporcionem um equilíbrio entre acção humana, e uso dos recursos naturais, privilegiando a manutenção da bio-diversidade. Neste contexto, os produtos oriundos do Modo de Produção Biológico, assumem um papel crucial, na relação produção/ambiente versus saúde/consumo.
Por outro lado, conceitos como desenvolvimento sustentável, responsabilidade social, reciclagem e energias renováveis, vêm contribuindo para que as empresas agroalimentares, como parte integrante de um grande “ecossistema” que é a sociedade, equacionem novos posicionamentos, alavancados nas práticas do Marketing Sustentável.

O recente surgimento dos produtos lácteos biológicos – leites e iogurtes, constitui um claro alinhamento da oferta nacional, às duas vertentes mais importantes do novo paradigma empresarial: resposta à procura, ou melhor, às tendências – cujos ciclos de consumo são cada vez mais curtos, e uma inequívoca orientação para a inovação.

Estima-se que o segmento de consumo de produtos biológicos cresça significativamente.

Se a Educação Ambiental e o Ensino de padrões de Qualidade de Vida forem uma realidade, assistiremos a uma mudança dos padrões de consumo, e por consequência, das formas de produzir.

No que toca à estruturação de uma nova cadeia de valor – lácteos biológicos, a incidência no conhecimento da procura, deverá ser o ponto crítico de análise, de forma a permitir um correcto planeamento, possibilitando uma sincronização dos diferentes actores da cadeia de valor.

Não obstante, quer produção, quer logística, que dependerão do feedback das estimativas da procura, deverão assumir um papel igualmente preponderante, até porque, muitas vezes, o ganho de competitividade, encontra-se na optimização a montante da indústria, do mercado, e do serviço.

Creio que todos nós já entendemos que, Experimentação e Aprendizagem, aliadas à Visão, Inovação e Investimento, dão sempre frutos positivos, quanto mais não seja, permitem conhecer o caminho a não seguir.

Por outro lado, o Conhecimento gerado pela Investigação e Desenvolvimento tornar-se-á o garante, que assegurará o máximo crescimento de uma sociedade. Às empresas agro-alimentares, caberá apenas o cumprimento de um desígnio nobre e responsável: produzir, transformar e comercializar, bens alimentares para consumo humano.

 

Os actuais consumidores de dez anos de idade, sem capacidade de aquisição, mas fortemente influenciadores no processo de compra, serão os mesmos daqui a uma década.

 

Dr. Rui Rosa Dias,
Ph.D em Economia e
Marketing Agro-Alimentar
UPM/ETSIA

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