A obesidade infantil está a aumentar a nível mundial, nomeadamente em Portugal, atingindo proporções epidémicas, contribuindo para a morbilidade e mortalidade na vida adulta. Apresenta uma etiologia multifactorial, onde os maus hábitos alimentares são uma das principais causas.
A obesidade, anteriormente considerada como um problema estético mais do que médico, é hoje reconhecida, pela Organização Mundial de Saúde, como um grave problema de saúde pública.
A obesidade infantil está a aumentar a nível mundial, nomeadamente em Portugal, atingindo proporções epidémicas, contribuindo para a morbilidade e mortalidade na vida adulta. Apresenta uma etiologia multifactorial, onde os maus hábitos alimentares são uma das principais causas.
A prevenção da obesidade infantil deve ser realizada por uma equipa multidisciplinar que inclui dietista, médico, psicólogo, professores e população em geral.
A prevenção primária é a grande prioridade na luta do dietista contra a obesidade infantil, através da adopção de hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis, de forma a reduzir a longo prazo a obesidade e outras doenças crónicas associadas.
A aplicação de medidas preventivas na obesidade infanto-juvenil depende da colaboração da família e das escolas.
A grande dificuldade da prevenção prende-se com a falta de autonomia das crianças. Por este motivo, a aplicação de medidas preventivas na obesidade infanto-juvenil depende da colaboração da família e das escolas onde as crianças passam a maior parte do seu tempo.
Estas proporcionam uma excelente oportunidade para prevenir e tratar a obesidade, uma vez que contactam regular e continuamente com as crianças oferecendo-lhes oportunidades para uma adequada educação alimentar juntamente com a promoção da actividade física.
O cuidado e acompanhamento dos pais na alimentação das crianças tem grande importância para a aquisição de hábitos alimentares saudáveis. A exposição aos alimentos consumidos pelos pais é um factor importante para a aceitação por parte das crianças de determinados alimentos e para a modificação das preferências alimentares. Desta forma a educação alimentar deve passar sempre pelos pais ou pessoas responsáveis pela alimentação das crianças.
Para a prevenção da obesidade infantil, os hábitos alimentares saudáveis, baseiam-se:
– Numa alimentação equilibrada e sobretudo adaptada à idade, e tendo em conta o excesso de peso da criança/adolescente e os seus gostos e estilo de vida familiar;
– Devem assegurar o aporte dos nutrientes essenciais de modo a não comprometer o crescimento e o desenvolvimento da criança/adolescente;
– Devem ser baseados nas recomendações da pirâmide alimentar;
– As modificações dietéticas devem incluir: redução do aporte de gorduras e alimentos açucarados, aumento do consumo de fibras (frutas e vegetais) e redução do aporte de sal;
…não esquecendo a prática de actividade física.
Ao nível da prevenção secundária, o dietista tem um papel fundamental no tratamento da obesidade, com o objectivo de incentivar a criança/adolescente obeso a desenvolver hábitos alimentares correctos para redução equilibrada de peso.
Com isto, podemos afirmar que o dietista tem um papel fundamental na prevenção da obesidade infantil, no sentido de informar e encorajar as crianças, os pais e o ambiente escolar para a promoção de hábitos alimentares e estilos de vida saudáveis, e deste modo prevenir a obesidade infantil.
Joana Sousa,
Dietista e Mestre em Saúde Pública
Associação Portuguesa de Dietistas
Jornal do Centro de Saúde
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