Portugal já tem neste momento métodos, fármacos e técnicas inovadoras para tratar a incontinência urinária feminina e solucionar este problema que afecta cerca de um milhão e meio de mulheres no nosso país.
São estas as principais conclusões da II Reunião Internacional de Uroginecologia, organizada pela Secção Portuguesa de Uroginecologia (SPUG) da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, que decorreu entre 11 e 13 de Janeiro no Porto.
No encontro, estiveram presentes mais de 600 especialistas nacionais e internacionais, que apresentaram casos clínicos e dados comprovativos da eficácia de tratamentos recentes para a incontinência urinária.
Entre as várias inovações para solucionar a patologia encontram-se: cirurgias realizadas em bloco de ambulatório em que a doente tem alta no próprio dia ao fim de algumas horas; terapêutica oral com novos fármacos, cujos princípios activos inovadores apresentam maior eficácia e tolerância; injecções peri-uretrais que podem ser administradas em regime de consultório, com agentes expansores que comprimem a uretra, evitando assim a perda involuntária da urina; e injeccções vesicais com toxina botulínica aplicadas na bexiga.
“Algumas mulheres incontinentes consideram a perda de urina involuntária como algo associado ao envelhecimento e, como tal, encaram o problema como algo sem solução. Graças a estas últimas inovações, é possivel oferecer a essas mulheres uma vida activa sem constrangimentos perante a sociedade.” afirma a Dra. Teresa Mascarenhas, Presidente da SPUG.
A incontinência urinária consiste na incapacidade de controlar o esvaziamento da bexiga ou de aguardar pelo momento e local adequados para o fazer. As mulheres têm o dobro de probabilidades de serem afectadas pelo problema quando comparadas com os homens.
A incontinência urinária de esforço é o tipo mais frequente de incontinência nas mulheres e caracteriza-se pela perda involuntária de urina ao tossir, fazer esforços, espirrar, levantar objectos pesados ou executar qualquer tarefa que aumente bruscamente a pressão dentro do abdómen.
As principais causas que contribuem para este problema são: disfunções do aparelho urinário associadas à idade, gravidez e o parto, elevações bruscas da pressão intra-abdominal associadas ao desporto e obesidade crónica.
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