Os implantes dentários não mais do que raizes artificiais de dentes de forma a poder apoiar nas mesmas um dente perdido na integra.
O que são os Implantes Dentários?
Os implantes dentários não mais do que raizes artificiais de dentes de forma a poder apoiar nas mesmas um dente perdido na integra.
Os implantes, como o próprio nome indica, são implantados no maxilar superior ou inferior de forma a proporcionar uma base fixa sólida sobre a qual as restaurações individuais ou próteses serão fixadas.
O doente sente os implantes tal como sente os dentes naturais já que estes permitem uma mastigação sem preocupações e com total comodidade além de estéticamente serem a restauração dentária mais avançada.
Apenas o seu médico dentista poderá avaliar se o seu caso é favorável para a colocação dos mesmos pelo que deverá consultar o mesmo.
De que material são feitos?
Ao longo dos tempos foram diversos os materiais, ou combinação de materiais, utilizados em implantologia.
Actualmente apenas se aceitam o titânio puro ou a combinação de titânio com hidroxiapatite.
Porquê o titânio?
Actualmente são inúmeros os estudos científicos em todo o mundo que demonstram sem qualquer dúvida a biocompatibilidade existente entre o titânio e o organismo humano.
É considerado o biomaterial por excelência já que permite uma verdadeira integração entre os maxilares e os implantes sendo este o segredo da sua elevada resistência funcionando como uma “soldadura biológica”.
Existem estudos com mais de 40 anos que demostram a fiabilidade dos implantes orais e a manbutenção das propriedades do titânio ao longo do tempo.
O que significa osteointegração?
Descrita atrás como uma “soldadura biológica”, a osteointegração não é mais que a união entre o osso (osteo) e um material não vivo (neste caso o implante).
Para que servem os implantes?
Os implantes servem para 3 grandes finalidades:
– O restabelecer a função da mastigação e melhorar a estética
– Para impedir forças de mastigação excessivas nos dentes ainda existentes
– Para impedir a reabsorção do osso no local onde se perderam os dentes
Função e estética
Os implantes são ideais para substituir dentes únicos já que a sua colocação, ao contrário das antigas reabilitações, não requer próteses móveis (muitas das vezes enormes para substituir só um dente).
Apesar de existirem outras formas de reabilitar os dentes perdidos, tais como as conhecidas “pontes” a verdade é que estas últimas requerem a necessidade de trabalhar e mutilar dentes saudáveis para a colocação da mesma.
Servem também para substituir as próteses removíveis (vulgarmente conhecidas como “placas” e que podem ser de acrílico ou metálicas) por próteses fixas o que melhora muito a função já que o medo da prótese se soltar não existe.
Estando a prótese fixa a implantes não existe a necessidade de esta ser tão extensa como se não estivesse fixa aos mesmos. Desta forma as próteses superiores não precisam de ter o palato (céu da boca) e as próteses inferiores são muito mais confortáveis para a língua e bochechas.
Graças a esta diminuição do volume das próteses torna-se muito mais fácil mastigar, falar e rir sem preocupações sendo a estética nmuito superior à das próteses removíveis convencionais.
Diminuir a sobrecarga da masticação nos dentes que restam
A nossa boca é sujeita a forças muito fortes durante a mastigação sendo essas forças suportadas pelos dentes.
Quanto maior o número de dentes existente menos força terá de cada um suportar individualmente.
Quando extraimos dentes e não os substituimos os dentes que permanecem têm de suportar a sua carga normal e ainda a carga que anteriormente era suportada pelos dentes entretando removidos.
A distribuição dos dentes na boca é parecida com a distribuição das colunas de um templo grego. Se formos progressivamente removendo colunas sem as substituir, mais tarde ou mais cedo, as restantes colunas irão colapsar pelo excesso de peso e tudo acaba por desabar.
Quanto maior o número de dentes ausentes maior a sobrecarga pelos dentes restantes e, consequentemente, menos tempo de sobrevida estes terão.
Impedir a reabsorção óssea
A reabsorção óssea é um processo próprio do nosso organismo e que corresponde ao desaparecimento de osso nas zonas onde se extrairam os dentes.
Na nossa boca o osso que serve essencialmente para fixar os nossos dentes naturais deixa de ser necessário quando os mesmos são removidos pelo que o corpo inicia um processo de reabsorção do osso nessas zonas.
Quanto maior o número de dentes perdidos maior o impacto na nossa face que assim tende a perder altura e a ganhar, como consequência, pequenas rugas de expressão, especialmente em torno da boca.
Deixar a reabsorção óssea progredir sem limites e deixar a nossa face envelhecer precocemente podendo o resultado final ser dramático.
Quais são as fases do tratamento com implantes?
Geralmente existem 4 fases para o sucesso do tratamento com implantes
Exame clínico e diagnóstico – onde o seu médico deverá avaliar a sua história clínica e efectuar exames complementares (Rx, TAC e modelos de estudo)
Fase cirúrgica – para a colocação dos implantes
Fase protética – para a confecção e colocação da sua prótese
Fase de Manutenção – para a vigilância periódica dos seus implantes
É um tratamento doloroso?
Não. Apesar dos medos geralmente associados à imagem do dentista, a verdade é que a Medicina Dentária actual dispõe de meios muito avançados para fornecer ao doente um tratemnto de primeira qualidade e sem qualquer dor tanto na colocação dos implantes como nos dias seguintes à colocação dos mesmos.
Em nenhum caso o desconforto é superior ao desconforto de remoção convencional de um dente não complicado.
Sou um bom candidato a efectuar um tratamento com implantes?
Se a sua resposta for afirmativa às seguintes questões pode considerar-se um bom candidato a este tipo de tratamento:
Faltam-me todos ou, pelo menos, alguns dos meus dentes?
Tenho dificuldades em manter a prótese que tenho na boca sendo incomóda nalgumas situações?
Sinto-me inseguro ou menos seguro com o meu sorriso?
Tenho um qualquer defeito (congénito, por traumatismo ou por doença associada) que implica a falta de dentes e estou descontente com o facto?
Faz muito tempo que não me consigo alimentar com segurança e prazer?
Quem não é um bom candidato a implantes dentários?
Crianças que ainda não tenham completado o pico do seu crescimento (com menos de 15-16 anos);
Doentes que apresentem patologias sistémicas graves, leucemias, osteoporose avançada, entre outras;
Doentes com cancro oral e que por isso tenham efectuado radioterapia ou quimioterapia há pouco tempo devendo o médico assistente informar o médico dentista de quando volta a ser seguro efectuar a colocação dos implantes;
Doentes psiquiátricos;
Doentes com diabetes não controlada;
Doentes fumadores que recorram acima dos 10 cigarros diários e
Doentes grávidas em especial nos 1º e 3º trimestres.
Como se poder ver os candidatos a excluir são doentes com situações muito específicas sendo os implantes indicados na esmagadora maioria dos casos.
O que é que eu posso ganhar com a colocação de implantes?
São muitas as vantagens da sua utilização dependendo obviamente da sua situação actual:
– Não necessita de estragar qualquer dente natural saudável que lhe reste para restabelecer os dentes que entretanto perdeu;
– As próteses são totalmente fixas e, por isso mesmo, muito mais confortáveis tornando a mastigação e o sorriso mais naturais e confiantes. Estas próteses são mesmo escovadas como se de dentes naturais se tratassem
– Por serem fixas e de material muito resistente, as próteses com implantes são de dimensões muito menores que as próteses convencionais o que resulta numa estética e num conforto impossível de obter com outros processos.
– No caso de ser portador de uma prótese removível total pode dizer adeus aos produtos “fixadores de placa” e à sensação de insegurança a mastigar e a sorrir pois é possível fixar com segurança próteses antigamente móveis. Os doentes com próteses totais (doentes sem dentes num ou nos dois maxilares) são sem dúvida aqueles que mais usufruem dos benefícios dos implantes dentários.
– Posso em parte rejuvenescer a minha face se esta tiver sofrido as consequências da perda de dentes.
Enfim, os implantes são uma solução conservadora para melhorar muito a sua qualidade de vida tanto na sua mastigação como na sua estética.
Existe a hipótese de fracasso?
O sucesso do implante depende essencialmente do bom planeamento da cirurgia, da prótese final e, mais importante que tudo, do cuidado e higiene que o doente proporcionar aos seus implantes.
A má higiene dos implantes pode originar infecções, tal como nos dentes naturais, o que levará à perda do mesmo.
Estes casos são muito raros sendo normalmente o doente que opta pela colocação de implantes um doente esclarecido e consciente de que existem alguns cuidados a ter no seu quotidiano para preservar os mesmos.
O que é que se pode fazer se um fracasso ocorre?
Essencialmente depende da causa do fracasso.
Se a perda foi por má higiene e consequente inflamação e/ou infecção, o médico deverá reavaliar se valerá a pena recolocar um implante face ao comportamento de risco do doente
Um implante que se perdeu, por exemplo, devido a um traumatismo da face deverá ser removido e reavaliada toda a situação. Muitas das vezes existem pequenas fracturas ósseas associadas e em torno do implante que podem impedir a colocação de um novo implante sem uma técnica cirúrgica mais avançada.
Regra geral é sempre possível substituir um implante por outro que tenha um diâmetro ligeiramente superior de forma a solucionar o problema.
Quanto tempo duram os implantes dentários?
Desde que com base num bom planeamento e recorrendo a uma vigilância adequada, os implantes têm actualmente uma taxa de sucesso superior aos 98% e duram toda a nossa vida.
Dr. Nuno Limpo