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Higiene oral: Abra a boca e feche os olhos…

…porque, se escovar os dentes a seguir às refeições, visitar regularmente o dentista e assegurar uma alimentação equilibrada, merece uma boa surpresa: dentes saudáveis!

Qualquer um ganha brilho no sorriso com dentes brancos, sem sombra de cárie e um hálito fresco. Esse brilho reflecte uma cuidadosa higiene oral, hábito que se deve criar desde criança. Hábito que permite dentes sempre limpos, gengivas rosadas e sem odores. Cuidar dos dentes é um contributo decisivo para a saúde e o bem-estar. Mesmo na relação com os outros.

Dentes frágeis podem inibir a conversa, uma gargalhada espontânea e uma mastigação natural. Por isso, desde pequenino deve iniciar-se a conquista da saúde dentária, através de cuidados diários. Os primeiros dentes rompem, em média, a partir dos seis meses. E, antes mesmo de romperem, é importante introduzir-se a rotina da higiene oral, limpando as gengivas com uma gaze húmida, principalmente à noite, antes de dormir. Quando surgem os primeiros dentes do bebé, e por mais pequenos que sejam, devem ser limpos, duas vezes por dia, utilizando uma escova macia com uma quantidade de pasta do tamanho da unha do dedo mindinho do bebé.

É muito importante evitar que adormeçam com o biberão, pois o açúcar do leite deposita-se em volta dos dentes, potenciando a formação de cáries. Pelos três anos de idade, a criança deve começar a ser motivada para uma autonomia crescente na realização desta tarefa. No entanto, a supervisão de um adulto continua a ser indispensável, para evitar que engulam a pasta, e garantir uma escovagem eficaz, particularmente à noite. Lavar os dentes em conjunto é, aliás, uma boa forma de os incentivar e motivar, inclusive, para um tempo de brincadeira…

A partir dos seis, sete anos, a criança está apta a fazer a higiene oral sozinha sendo recomendável que se mantenha a supervisão do adulto após a escovagem da noite. Por volta dos 9-10 anos deve ser introduzida a utilização do fio-dentário. Escova, dentífrico e fio-dentário são inseparáveis na prevenção de problemas e despesas indesejáveis com tratamentos. Os dentes devem ser lavados duas vezes por dia, no mínimo, e o fio dentário complementa com eficácia a retirada de restos alimentares, que, “adorados” pelas bactérias, propulsionam o desenvolvimento de cáries.

A cárie está relacionada com a destruição da camada externa dos dentes (o esmalte), desencadeada pela desmineralização decorrente da acção de ácidos produzidos a partir da decomposição dos restos de alimentos por bactérias cariogénicas. Quando o nervo do dente é atingido, a dor é inevitável. Tal como a visita ao dentista.

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A susceptibilidade dos dentes à cárie depende da composição da saliva, da qualidade do esmalte, da alimentação e da higiene oral, pelo que varia de pessoa para pessoa. Todos temos placa bacteriana, formada por bactérias instaladas na boca sobre os resíduos alimentares. Ora, a placa dentária, inicialmente mole, se não for removida mineraliza originando o tártaro.

O tártaro forma-se inicialmente junto da linha da gengiva e progride para baixo dela, provocando a inflamação – gengivite – e ameaçando a saúde dos dentes e gengivas. Depois de formado, só um dentista ou higienista oral o pode remover através de uma destartarização. Se não for feita, a acumulação de tártaro força a formação e uma bolsa entre as gengivas e os dentes, onde se vão acumulando mais bactérias e restos de alimentos abrindo portas a uma parodontite, inflamação das estruturas que suportam os dentes, incluindo ossos.

Se os restos alimentares não são bem- -vindos, convém ter cuidados com os próprios alimentos, nomeadamente limitar o consumo de produtos açucarados, alimento preferencial das bactérias. E a serem consumidos, devem sê-lo às refeições, havendo o cuidado de lavar sempre os dentes a seguir.

A consulta do dentista deve fazer parte da rotina de qualquer pessoa – limpeza anual e vigilância são medidas inteligentes. O pior que se pode fazer é esperar que surja a dor…

Estratégia anti-cárie

• A escova de dentes deve ser substituída pelo menos quatro vezes por ano, porque se as suas fibras estiverem gastas não conseguem eliminar totalmente a placa bacteriana. Manual ou eléctrica, uma boa escolha incide numa escova com cabeça pequena, pois chega mais facilmente a todos os recantos da boca, incluindo os dentes posteriores.

• A pasta de dentes é preparada para complementar a acção da escova na eliminação de restos de comida que permanecem entre os dentes e para fornecer flúor que se deposita à sua superfície.

• O flúor é um dos melhores agentes anti-cáries porque, ao reforçar a qualidade do esmalte dental, aumenta a resistência às cáries.

A táctica

• Para uma limpeza mais eficaz, a escova deve ser inclinada de encontro à gengiva, em movimentos horizontais ou circulares, sem esquecer de escovar a língua para remover as bactérias e refrescar o hálito.

• Escovar em forma de remoinho os dentes que servem para mastigar. É necessário que as fibras da escova penetrem bem em todos os espaços entre os dentes para evitar que fiquem agarrados restos de comida. O fio dental é ideal para esta função.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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