Roer as unhas durante a infância é um sintoma neurótico habitual e transitório que surge, geralmente, durante os primeiros anos de escolaridade. Muitas crianças não largam este hábito e continuam a tê-lo na adolescência e na idade adulta. Nestas fases da vida, o acto de roer as unhas já é considerado um sintoma de ansiedade e dá-se-lhe o nome de onicofagia.
Este hábito causa danos estéticos não somente nas pontas dos dedos que, com o passar do tempo, ficam deformadas («gordinhas» e «abatatadas»), mas também no aspecto geral das mãos. Além do mais, estar constantemente a levar os dedos à boca transmite uma certa má imagem às outras pessoas. E, em certas ocasiões, o roedor de unhas pode até ter tendência em esconder as mãos, principalmente as mulheres. Porém, o vício «fala mais alto» e quem, por momentos, se sente incomodado com o aspecto dos próprios dedos rapidamente o esquece e volta a «atacar» as unhas.
Além de ser inestética, a onicofagia pode dar origem a problemas mais graves.
«As pessoas que têm o hábito de roer as unhas engolem pequenas partículas, o que pode originar apendicite», adverte a Dr.ª Manuela Cochito, dermatologista, assistente hospitalar graduada nos Hospitais Civis de Lisboa.
Ainda segundo a nossa interlocutora, «pode aumentar a probabilidade da propagação de verrugas e infecções bacterianas e virais nos dedos e nas mãos».
Faz parte do universo de roedores de unhas? Já tentou deixar crescer as unhas e não conseguiu? Nem com a colocação de verniz amargo ou pimenta obteve resultados satisfatórios?
Não desespere!
As unhas artificiais, de plástico, podem ser uma opção. Contudo, a forma e o tamanho nem sempre conseguem cativar quem pretende largar este vício! Existe uma outra alternativa… Já ouviu falar de extensões de unhas? Tal como as extensões de cabelo, confundidas com o cabelo natural, também existem extensões de unhas que, de todo, parecem falsas.
Gel, porcelana, seda ou fibra de vidro são os materiais possíveis para as extensões de unhas e todos cumprem a mesma função: tornar as unhas agradáveis aos olhares alheios e sobejamente bonitas, perfeitas e inquebráveis.
Quanto aos locais onde é possível fazer estas extensões são vários: em alguns salões de cabeleireiros e institutos de beleza, nos quiosques nos centros comerciais, entre outros locais.
Segundo Anabela de Souza, técnica de unhas, gerente do franchizing Magrife Clínica de Unhas e formadora do Curso de Técnica de Unhas, «é aconselhado à cliente o material mais resistente e que melhor se adequa ao seu estilo de vida. Por sua vez, a cliente deve saber se é ou não alérgica, já que são usados materiais que podem provocar alergias».
«O cuidado não deve ser apenas da pessoa que vai colocar extensões. Antes que elas sejam feitas, a técnica de unhas deve perguntar à cliente se é alérgica e, sobretudo, deve ter um know-how semelhante ao de um médico especialista, ou seja, perceber as diferenças dos materiais, saber colocar as extensões e conhecer a anatomia da mão e da unha», salienta Anabela de Souza.
«Além da formação adequada, as alunas só estarão totalmente aptas após um ano de experiência profissional, altura em que obtêm a cédula profissional», acrescenta.
Quase iguais… Apesar dos diferentes materiais cumprirem a mesma função, o mesmo já não se pode afirmar em relação à forma de os colocar, à sua qualidade, à manutenção e ao preço, quer da primeira aplicação, quer da manutenção. O gel funciona como um fortalecedor, que vai saindo à medida que as unhas verdadeiras crescem. Já a porcelana, a seda e a fibra de vidro funcionam como próteses, podendo ser retiradas com um produto específico.
O gel é colado nas unhas naturais e, à medida que se faz a manutenção de três em três semanas, é retirado com uma lima, dando lugar às unhas verdadeiras, que entretanto cresceram. Anabela de Souza apelida o gel como «fast-food das unhas», por ser o mais comum, sendo o principal eleito das mulheres mais jovens.
Contudo, salienta que, «por ser um material fotopolimerizável, tem o inconveniente de se submeter as mãos das clientes às lâmpadas ultravioleta. Além do mais, as unhas naturais podem ficar debilitadas com o uso da broca na manutenção (para retirar o gel velho e levantado), ou quando a cliente desiste de usar as unhas de gel, sem que este tenha saído com o crescimento das unhas naturais».
Ao apelidar a porcelana de «rolls-royce das unhas», Anabela de Souza refere que «esta é a opção mais cara devido à qualidade do próprio material». As unhas de porcelana, de seda e de fibra de vidro partilham do mesmo processo de aplicação:
«O material é colocado em bruto em cima de cada unha, sendo posteriormente esculpido no tamanho, cor e forma desejados. Não é necessário usar as lâmpadas ultravioleta, pois são materiais autopolimerizáveis e, após a primeira aplicação, a manutenção é feita de dois em dois meses», explica Anabela de Souza.
Ao contrário do que acontece com as unhas de gel, «se a cliente pretender retirar cada um destes três tipos de extensões, basta colocar os dedos num recipiente com um produto próprio que derrete as unhas falsas sem danificar as naturais», conclui aquela técnica.
Hábito abandonado Anabela de Souza garante «uma taxa de sucesso entre os 80 e os 90% entre as roedoras de unhas, pois, através das extensões, cultiva-se o culto da beleza nas mulheres que têm este hábito».
Que o diga Alice Margarida Flor: «Durante muitos anos tentei deixar de roer as unhas, mas nunca consegui. Era um vício que já me fazia sentir mal, especialmente por ser tão inestético.»
Esta empresária de 51 anos só conseguiu largar o vício, recentemente, ao colocar unhas de gel:
«Nos primeiros dias após a primeira aplicação tentei roer as unhas, mas não conseguia devido à dureza do material, até que desisti. Fiz a manutenção durante quatro meses e agora tenho as minhas próprias unhas e como as vejo bonitas nem me passa pela cabeça voltar a roê-las.»
Contudo, as roedoras de unhas não são as únicas a optar pelo uso de unhas de gel, porcelana, seda ou fibra de vidro… Existem muitas mulheres que optam por colocar unhas falsas por razões meramente estéticas, sendo igualmente uma solução para quem sofre de psoríase, uma doença de unhas que as torna escuras e grossas.
Sem inconvenientes «Costumo recomendar às minhas doentes que querem deixar de roer as unhas que experimentem usar este género de extensões, pois os resultados são, regra geral, positivos», adianta Manuela Cochito, salientando não existirem contra-indicações no uso prolongado destas unhas falsas.
Contudo, adverte: «Os materiais usados – acrilatos ou resinas à base de formaldeído – podem provocar alergias. Assim, se surgirem algumas reacções anormais, deverá consultar o dermatologista, que poderá efectuar testes para esclarecimento da situação.»
As reacções alérgicas raramente se repercutem nos dedos ou nas mãos. «Normalmente, manifestam-se sob a forma de eczemas nas pálpebras ou em outras zonas da face, porque constantemente levamos as mãos à face, cuja pele tem uma estrutura muito mais sensível que as outras zonas do corpo», esclarece Manuela Cochito.
Este hábito causa danos estéticos não somente nas pontas dos dedos que, com o passar do tempo, ficam deformadas («gordinhas» e «abatatadas»), mas também no aspecto geral das mãos. Além do mais, estar constantemente a levar os dedos à boca transmite uma certa má imagem às outras pessoas. E, em certas ocasiões, o roedor de unhas pode até ter tendência em esconder as mãos, principalmente as mulheres. Porém, o vício «fala mais alto» e quem, por momentos, se sente incomodado com o aspecto dos próprios dedos rapidamente o esquece e volta a «atacar» as unhas.
Além de ser inestética, a onicofagia pode dar origem a problemas mais graves.
«As pessoas que têm o hábito de roer as unhas engolem pequenas partículas, o que pode originar apendicite», adverte a Dr.ª Manuela Cochito, dermatologista, assistente hospitalar graduada nos Hospitais Civis de Lisboa.
Ainda segundo a nossa interlocutora, «pode aumentar a probabilidade da propagação de verrugas e infecções bacterianas e virais nos dedos e nas mãos».
Faz parte do universo de roedores de unhas? Já tentou deixar crescer as unhas e não conseguiu? Nem com a colocação de verniz amargo ou pimenta obteve resultados satisfatórios?
Não desespere!
As unhas artificiais, de plástico, podem ser uma opção. Contudo, a forma e o tamanho nem sempre conseguem cativar quem pretende largar este vício! Existe uma outra alternativa… Já ouviu falar de extensões de unhas? Tal como as extensões de cabelo, confundidas com o cabelo natural, também existem extensões de unhas que, de todo, parecem falsas.
Gel, porcelana, seda ou fibra de vidro são os materiais possíveis para as extensões de unhas e todos cumprem a mesma função: tornar as unhas agradáveis aos olhares alheios e sobejamente bonitas, perfeitas e inquebráveis.
Quanto aos locais onde é possível fazer estas extensões são vários: em alguns salões de cabeleireiros e institutos de beleza, nos quiosques nos centros comerciais, entre outros locais.
Segundo Anabela de Souza, técnica de unhas, gerente do franchizing Magrife Clínica de Unhas e formadora do Curso de Técnica de Unhas, «é aconselhado à cliente o material mais resistente e que melhor se adequa ao seu estilo de vida. Por sua vez, a cliente deve saber se é ou não alérgica, já que são usados materiais que podem provocar alergias».
«O cuidado não deve ser apenas da pessoa que vai colocar extensões. Antes que elas sejam feitas, a técnica de unhas deve perguntar à cliente se é alérgica e, sobretudo, deve ter um know-how semelhante ao de um médico especialista, ou seja, perceber as diferenças dos materiais, saber colocar as extensões e conhecer a anatomia da mão e da unha», salienta Anabela de Souza.
«Além da formação adequada, as alunas só estarão totalmente aptas após um ano de experiência profissional, altura em que obtêm a cédula profissional», acrescenta.
Quase iguais… Apesar dos diferentes materiais cumprirem a mesma função, o mesmo já não se pode afirmar em relação à forma de os colocar, à sua qualidade, à manutenção e ao preço, quer da primeira aplicação, quer da manutenção. O gel funciona como um fortalecedor, que vai saindo à medida que as unhas verdadeiras crescem. Já a porcelana, a seda e a fibra de vidro funcionam como próteses, podendo ser retiradas com um produto específico.
O gel é colado nas unhas naturais e, à medida que se faz a manutenção de três em três semanas, é retirado com uma lima, dando lugar às unhas verdadeiras, que entretanto cresceram. Anabela de Souza apelida o gel como «fast-food das unhas», por ser o mais comum, sendo o principal eleito das mulheres mais jovens.
Contudo, salienta que, «por ser um material fotopolimerizável, tem o inconveniente de se submeter as mãos das clientes às lâmpadas ultravioleta. Além do mais, as unhas naturais podem ficar debilitadas com o uso da broca na manutenção (para retirar o gel velho e levantado), ou quando a cliente desiste de usar as unhas de gel, sem que este tenha saído com o crescimento das unhas naturais».
Ao apelidar a porcelana de «rolls-royce das unhas», Anabela de Souza refere que «esta é a opção mais cara devido à qualidade do próprio material». As unhas de porcelana, de seda e de fibra de vidro partilham do mesmo processo de aplicação:
«O material é colocado em bruto em cima de cada unha, sendo posteriormente esculpido no tamanho, cor e forma desejados. Não é necessário usar as lâmpadas ultravioleta, pois são materiais autopolimerizáveis e, após a primeira aplicação, a manutenção é feita de dois em dois meses», explica Anabela de Souza.
Ao contrário do que acontece com as unhas de gel, «se a cliente pretender retirar cada um destes três tipos de extensões, basta colocar os dedos num recipiente com um produto próprio que derrete as unhas falsas sem danificar as naturais», conclui aquela técnica.
Hábito abandonado Anabela de Souza garante «uma taxa de sucesso entre os 80 e os 90% entre as roedoras de unhas, pois, através das extensões, cultiva-se o culto da beleza nas mulheres que têm este hábito».
Que o diga Alice Margarida Flor: «Durante muitos anos tentei deixar de roer as unhas, mas nunca consegui. Era um vício que já me fazia sentir mal, especialmente por ser tão inestético.»
Esta empresária de 51 anos só conseguiu largar o vício, recentemente, ao colocar unhas de gel:
«Nos primeiros dias após a primeira aplicação tentei roer as unhas, mas não conseguia devido à dureza do material, até que desisti. Fiz a manutenção durante quatro meses e agora tenho as minhas próprias unhas e como as vejo bonitas nem me passa pela cabeça voltar a roê-las.»
Contudo, as roedoras de unhas não são as únicas a optar pelo uso de unhas de gel, porcelana, seda ou fibra de vidro… Existem muitas mulheres que optam por colocar unhas falsas por razões meramente estéticas, sendo igualmente uma solução para quem sofre de psoríase, uma doença de unhas que as torna escuras e grossas.
Sem inconvenientes «Costumo recomendar às minhas doentes que querem deixar de roer as unhas que experimentem usar este género de extensões, pois os resultados são, regra geral, positivos», adianta Manuela Cochito, salientando não existirem contra-indicações no uso prolongado destas unhas falsas.
Contudo, adverte: «Os materiais usados – acrilatos ou resinas à base de formaldeído – podem provocar alergias. Assim, se surgirem algumas reacções anormais, deverá consultar o dermatologista, que poderá efectuar testes para esclarecimento da situação.»
As reacções alérgicas raramente se repercutem nos dedos ou nas mãos. «Normalmente, manifestam-se sob a forma de eczemas nas pálpebras ou em outras zonas da face, porque constantemente levamos as mãos à face, cuja pele tem uma estrutura muito mais sensível que as outras zonas do corpo», esclarece Manuela Cochito.