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Uma «laxante» solução

Certamente é mais fácil comentar «tenho uma constipação» que «tenho obstipação»… É natural, afinal, trata-se de uma doença à qual está associada uma certa inibição. Mas, para a tratar é necessário encará-la.

Não raras vezes causadora de mal-estar geral, a obstipação é uma doença que também provoca uma forte inibição de a abordar por quem dela sofre.

Também conhecida como prisão de ventre, é mais comum nas mulheres, devido a factores que desencadeiam o seu aparecimento, como seja a maternidade.

«A obstipação pode ser crónica ou aguda, sendo que esta última ocorre pontualmente. Fala-se de obstipação crónica quando se evacua menos de três vezes por semana, quando há uma sensação de defecação incompleta ou uma certa dificuldade e se as fezes forem duras», refere a Dr.ª Sandra D’Abril, médica especialista em Medicina Geral e Familiar.

É, porém, um tanto ou quanto variável. Isto porque os sintomas da obstipação diferem de doente para doen-te. Além do mais, há que considerar o ritmo do trânsito intestinal, que varia de indivíduo para indivíduo, assim como alguns factores intimamente associados a esta doença.

Diz a mesma médica de família que «a alimentação pode influenciar o aparecimento ou o agravamento dos sintomas da obstipação, nomeadamente se a dieta for pobre em fibras e se houver pouca ingestão de líquidos. O sedentarismo e o acto de reprimir a urgência de evacuar são comportamentos que também exercem influência sob esta doença».

O problema da obstipação apresenta uma dimensão considerável, afectando pessoas por todo o mundo. Um estudo epidemiológico, apresentado no Congresso da Semana da Doença Digestiva, em Los Angeles, que analisou a duração e a frequência de obstipação em 13.879 participantes dos «quatro cantos do mundo», mostra que 12% da população mundial sofre de obstipação.

Infelizmente, no que se refere ao tratamento, os doentes não usam as medidas terapêuticas mais eficazes, baseando-se em ideias erradas sobre a doença e sua forma de tratar.

De acordo com o artigo Mitos e Concepções Erradas sobre a Obstipação Crónica, publicado recentemente no American Journal of Gastroenterology, os obstipados acreditam que a deficiente ingestão de líquidos, o consumo de alimentos ricos em fibras e a falta de exercício físico são as principais causas de obstipação. Mas, os resultados desta pesquisa levada a cabo por gastrenterologistas levam a crer que não é bem assim…

Os autores concluíram que nas pessoas em que o estado desta doença é mais gravoso, a ingestão de fibras pode até intensificar a sintomatologia e que o aumento da ingestão de líquidos não proporciona um alívio significativo, excepto nos casos de desidratação.

O mesmo artigo indica os laxantes como um tratamento seguro e eficaz, não demonstrando, inclusive, qualquer evidência de que causem habituação ou dependência.

Neste sentido, torna-se essencial adoptar medidas correctas de tratamento para que o problema não se agrave.

«Os laxantes são uma opção terapêutica», afirma Sandra D’Abril, alertando:

«É importante que o doente consulte o seu médico, pois só este profissional saberá indicar qual o laxante mais adequado.»

«Além do mais», conclui, «existem doenças que podem causar a obstipação, ou seja, esta pode ser apenas uma das manifestações de uma outra patologia».

Não raras vezes causadora de mal-estar geral, a obstipação é uma doença que também provoca uma forte inibição de a abordar por quem dela sofre.

Também conhecida como prisão de ventre, é mais comum nas mulheres, devido a factores que desencadeiam o seu aparecimento, como seja a maternidade.

«A obstipação pode ser crónica ou aguda, sendo que esta última ocorre pontualmente. Fala-se de obstipação crónica quando se evacua menos de três vezes por semana, quando há uma sensação de defecação incompleta ou uma certa dificuldade e se as fezes forem duras», refere a Dr.ª Sandra D’Abril, médica especialista em Medicina Geral e Familiar.

É, porém, um tanto ou quanto variável. Isto porque os sintomas da obstipação diferem de doente para doen-te. Além do mais, há que considerar o ritmo do trânsito intestinal, que varia de indivíduo para indivíduo, assim como alguns factores intimamente associados a esta doença.

Diz a mesma médica de família que «a alimentação pode influenciar o aparecimento ou o agravamento dos sintomas da obstipação, nomeadamente se a dieta for pobre em fibras e se houver pouca ingestão de líquidos. O sedentarismo e o acto de reprimir a urgência de evacuar são comportamentos que também exercem influência sob esta doença».

O problema da obstipação apresenta uma dimensão considerável, afectando pessoas por todo o mundo. Um estudo epidemiológico, apresentado no Congresso da Semana da Doença Digestiva, em Los Angeles, que analisou a duração e a frequência de obstipação em 13.879 participantes dos «quatro cantos do mundo», mostra que 12% da população mundial sofre de obstipação.

Infelizmente, no que se refere ao tratamento, os doentes não usam as medidas terapêuticas mais eficazes, baseando-se em ideias erradas sobre a doença e sua forma de tratar.

De acordo com o artigo Mitos e Concepções Erradas sobre a Obstipação Crónica, publicado recentemente no American Journal of Gastroenterology, os obstipados acreditam que a deficiente ingestão de líquidos, o consumo de alimentos ricos em fibras e a falta de exercício físico são as principais causas de obstipação. Mas, os resultados desta pesquisa levada a cabo por gastrenterologistas levam a crer que não é bem assim…

Os autores concluíram que nas pessoas em que o estado desta doença é mais gravoso, a ingestão de fibras pode até intensificar a sintomatologia e que o aumento da ingestão de líquidos não proporciona um alívio significativo, excepto nos casos de desidratação.

O mesmo artigo indica os laxantes como um tratamento seguro e eficaz, não demonstrando, inclusive, qualquer evidência de que causem habituação ou dependência.

Neste sentido, torna-se essencial adoptar medidas correctas de tratamento para que o problema não se agrave.

«Os laxantes são uma opção terapêutica», afirma Sandra D’Abril, alertando:

«É importante que o doente consulte o seu médico, pois só este profissional saberá indicar qual o laxante mais adequado.»

«Além do mais», conclui, «existem doenças que podem causar a obstipação, ou seja, esta pode ser apenas uma das manifestações de uma outra patologia».

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