Dentro cada um de nós existe uma fobia intangível na hora de encarar uma plateia cheia de gente. Há quem nasça com um talento natural de comunicar para grandes multidões. Mas, se este não é o seu caso, veja como dominar os nervos que lhe deixam a voz embargada.
Sala cheia. Este é cenário de muitos colóquios ou mesmo reuniões de negócios. Saber falar é uma virtude, mas a comunicação verbal, aqui, pode não ser a única arma para veicular uma mensagem. Os gestos também contam. É por isso que a kinésia – ciência que estuda a linguagem do corpo – se encarrega de determinar o que pode ser feito ou evitado para conquistar o público, na hora de falar a solo.
“A associação da voz e dos gestos é que nos permite transmitir determinada mensagem. É através desta ligação que se demonstra se uma pessoa é agressiva, simpática ou mesmo autoritária”, diz Nuno Miguel Henriques, especialista em técnica vocal, comunicação e protocolo.
Saber falar em público, com firmeza e clareza, está, em certa medida, associado ao sucesso pessoal e empresarial. Não é preciso ser um retórico nato como Sócrates, na Antiguidade. O treino é a chave para ser um comunicador exímio. “Existem técnicas que ajudam na comunicação em público.
A respiração é a base para se conseguir colocar a voz, transmitir adequadamente a mensagem e, simultaneamente, credibilidade ao discurso”, salienta.
O discurso tem, no entanto, de ser adaptado ao contexto e circunstância. Na hora de se preparar, deve ter em mente cinco questões essenciais: para quem, onde, como, o quê e porquê? Só deste modo se pode ajustar a comunicação ao público-alvo e passar a mensagem.
A comunicação em público obedece, ainda, a algumas regras, que, tanto quanto possível, devem ser respeitadas para não produzir “ruído”. “A monotonia e o tom monocórdico causam aborrecimento na plateia, pelo que se deve imprimir ritmo e velocidade ao discurso. As palavras não podem ser pronunciadas da mesma maneira.
Tem de se perceber o valor de cada uma delas, de modo a passar a ideia correcta ao receptor.”
Prova da oralidade
A retórica e a oratória são um trunfo já de longa data. Na Antiguidade Clássica, os gregos usavam a palavra como a arma mais poderosa. Contudo, como lamenta Nuno Miguel Henriques, hoje em dia, cerca de 90% das pessoas inibem-se de falar em público. “Há factores naturais, como a timidez. Mas a falta de uma disciplina nas escolas e universidades também justifica, em parte, esta fobia”, esclarece.
Os contactos profissionais, nos dias que correm, são, grosso modo, efectuados à distância, em virtude da introdução das novas tecnologias. Sendo, nas palavras o especialista, uma “comunicação on-line”, que desvirtua o contacto personalizado
e pessoal.
[Continua na página seguinte]
Contudo, numa altura em que a comunicação presencial é tão valorizado, quais os ingredientes para fazer um brilharete em público? Segundo Nuno Miguel Henriques, “é necessário 90% de transpiração e 10% de inspiração”. Há, portanto, um trabalho de bastidores para se conseguir passar a mensagem. “Um bom comunicador, que treina, não precisa de grandes cenários. A mensagem é transmitida de forma tão natural que os interlocutores nem se apercebem de que está a usar uma ‘máscara profissional’.”
Há, porém, casos em que a comunicação “é tão artificial que parece plástico”. Se os responsáveis por empresas não possuem o dom da palavra, o ideal é eleger um porta-voz. “Há uns anos atrás, alguns empresários derrubaram a imagem pública porque não conseguiram comunicar convenientemente”, conta.
O que fazer antes de uma apresentação pública?
> Dormir bem, para não se apresentar com um ar cansado;
> Ingerir alimentos ricos em hidratos de carbono;
> Evitar bebidas frescas e quentes, sob pena de prejudicarem as cordas vocais;
> Empregar alguns exercícios de aquecimento da voz.
> Evitar usar roupas com cores muito berrantes ou com brilho;
> Preparar convenientemente o discurso. Convém fazer-se acompanhar de uma “cábula”, para mostrar que houve uma preparação prévia, mesmo que saiba de cor o que vai dizer.
Sala cheia. Este é cenário de muitos colóquios ou mesmo reuniões de negócios. Saber falar é uma virtude, mas a comunicação verbal, aqui, pode não ser a única arma para veicular uma mensagem. Os gestos também contam. É por isso que a kinésia – ciência que estuda a linguagem do corpo – se encarrega de determinar o que pode ser feito ou evitado para conquistar o público, na hora de falar a solo.
“A associação da voz e dos gestos é que nos permite transmitir determinada mensagem. É através desta ligação que se demonstra se uma pessoa é agressiva, simpática ou mesmo autoritária”, diz Nuno Miguel Henriques, especialista em técnica vocal, comunicação e protocolo.
Saber falar em público, com firmeza e clareza, está, em certa medida, associado ao sucesso pessoal e empresarial. Não é preciso ser um retórico nato como Sócrates, na Antiguidade. O treino é a chave para ser um comunicador exímio. “Existem técnicas que ajudam na comunicação em público.
A respiração é a base para se conseguir colocar a voz, transmitir adequadamente a mensagem e, simultaneamente, credibilidade ao discurso”, salienta.
O discurso tem, no entanto, de ser adaptado ao contexto e circunstância. Na hora de se preparar, deve ter em mente cinco questões essenciais: para quem, onde, como, o quê e porquê? Só deste modo se pode ajustar a comunicação ao público-alvo e passar a mensagem.
A comunicação em público obedece, ainda, a algumas regras, que, tanto quanto possível, devem ser respeitadas para não produzir “ruído”. “A monotonia e o tom monocórdico causam aborrecimento na plateia, pelo que se deve imprimir ritmo e velocidade ao discurso. As palavras não podem ser pronunciadas da mesma maneira.
Tem de se perceber o valor de cada uma delas, de modo a passar a ideia correcta ao receptor.”
Prova da oralidade
A retórica e a oratória são um trunfo já de longa data. Na Antiguidade Clássica, os gregos usavam a palavra como a arma mais poderosa. Contudo, como lamenta Nuno Miguel Henriques, hoje em dia, cerca de 90% das pessoas inibem-se de falar em público. “Há factores naturais, como a timidez. Mas a falta de uma disciplina nas escolas e universidades também justifica, em parte, esta fobia“, esclarece.
Os contactos profissionais, nos dias que correm, são, grosso modo, efectuados à distância, em virtude da introdução das novas tecnologias. Sendo, nas palavras o especialista, uma “comunicação on-line”, que desvirtua o contacto personalizado
e pessoal.
[Continua na página seguinte]
Contudo, numa altura em que a comunicação presencial é tão valorizado, quais os ingredientes para fazer um brilharete em público? Segundo Nuno Miguel Henriques, “é necessário 90% de transpiração e 10% de inspiração“. Há, portanto, um trabalho de bastidores para se conseguir passar a mensagem. “Um bom comunicador, que treina, não precisa de grandes cenários. A mensagem é transmitida de forma tão natural que os interlocutores nem se apercebem de que está a usar uma ‘máscara profissional’.”
Há, porém, casos em que a comunicação “é tão artificial que parece plástico“. Se os responsáveis por empresas não possuem o dom da palavra, o ideal é eleger um porta-voz. “Há uns anos atrás, alguns empresários derrubaram a imagem pública porque não conseguiram comunicar convenientemente”, conta.
O que fazer antes de uma apresentação pública?
> Dormir bem, para não se apresentar com um ar cansado;
> Ingerir alimentos ricos em hidratos de carbono;
> Evitar bebidas frescas e quentes, sob pena de prejudicarem as cordas vocais;
> Empregar alguns exercícios de aquecimento da voz.
> Evitar usar roupas com cores muito berrantes ou com brilho;
> Preparar convenientemente o discurso. Convém fazer-se acompanhar de uma “cábula”, para mostrar que houve uma preparação prévia, mesmo que saiba de cor o que vai dizer.