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Suar não emagrece

6 Janeiro, 2015 0
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Assim sendo, poder-se-ia imaginar que uma higiene irrepreensível bastaria para eliminar todos os odores.

 

Mas não: mesmo no caso de uma transpiração pouco abundante, nunca se está livre de uma emoção forte que faz disparar as glândulas sudoríparas.

 

Por isso, usar desodorizante é praticamente um dever social!

 

 

 

Em excesso

 

Já aqui se disse que a transpiração funciona como uma espécie de válvula de escape quando o nosso termómetro interno ultrapassa os 37ºC, refrigerando o organismo e devolvendo-lhe o equilíbrio térmico.

 

Porém, há situações de transpiração excessiva devido a uma hiperactividade das glândulas sudoríparas.

 

Trata-se da hiperidrose, uma doença ainda pouco diagnosticada mas que, segundo estimativas, afecta cerca de um por cento da população.

 

Não se tratando de uma doença grave, por não constituir risco de vida, é, todavia, um quadro extremamente desconfortável, causadora de profundo embaraço social e de transtornos no relacionamento do indivíduo com os outros e consigo próprio.

 

Frequentemente, as pessoas que transpiram em excesso (e com odor) acabam por se isolar. Porque não se trata apenas do suor libertado pelas axilas, mas também de sudorese excessiva na palma das mãos e na planta dos pés, podendo haver mesmo situações em que o suor pinga do rosto ou da testa. Actividades diárias simples, como um apertar de mãos, podem assim tornar-se motivos de constrangimento.

 

Na origem da hiperidrose podem estar outras doenças, nomeadamente hipertiroidismo, distúrbios psiquiátricos, menopausa ou obesidade.

 

No entanto, na maioria das vezes, os sintomas não têm uma causa conhecida, tanto podendo manifestar-se na infância como apenas na idade adulta, indiferentemente no sexo masculino e no feminino. Por vezes, existem antecedentes familiares.

 

Para estes casos, a higiene diária, por mais rigorosa que seja, pouco adianta e o simples uso de desodorizantes também não resolve o problema.

 

Há que recorrer a um endocrinologista, pois este é um distúrbio das glândulas. E quando o suor excessivo permanece, não obstante os tratamentos dermatológicos, pode ser necessário recorrer à cirurgia.

 

Chamada simpatectomia torácica, é feita sob anestesia geral e consiste em duas ou três incisões no tórax, geralmente por baixo das axilas, através das quais, e com a ajuda da vídeo-endoscopia, se identifica e destrói a região responsável pelo excesso de transpiração.

 

 

Para os doentes de hiperidrose, os benefícios desta técnica vão muito além da regulação do suor: passam pelo recuperar do bem-estar, da auto-estima e do convívio social. De facto, paga-se um preço muito alto por suar em excesso!

 

 

 

O uso do desodorizante

 

Em spray, stick, roll-on ou creme, há um desodorizante para cada tipo de transpiração. Em caso de transpiração moderada, podem ser usados desodorizantes na linha do perfume que se aplica diariamente. À base de agentes bactericidas e sais de alumínio, são eficazes na diminuição do odor da transpiração, ao mesmo tempo que reduzem o número de bactérias e as impedem de digerir o suor. Deixam uma fragrância envolvente e costumam ser eficazes por cinco a seis horas consecutivas.

 

Já para os casos de transpiração mais abundante, são preferíveis os antitranspirantes, que contêm ingredientes que actuam nos canais das glândulas, controlando a saída do suor. A sua acção mantém-se normalmente por 24 horas. Apesar de reduzirem a quantidade de suor, não interferem no processo de arrefecimento do corpo, na medida em que são aplicados nas axilas onde se concentra uma parte mínima das glândulas sudoríparas. No restante corpo continuam activas as glândulas responsáveis pela chamada perspiração, o processo de respiração contínuo (e invisível) do nosso organismo.

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