Nos últimos anos, têm sido muito os avisos sobre os malefícios da radiação solar excessiva. Todos os anos, no início da chamada “época balnear”, surgem as campanhas de alerta, sobre a exposição solar. Estas campanhas aparecem nos jornais, televisão e, inclusivamente junto, às praias; sendo assim, poucos podem dizer que nunca ouviram falar sobre este assunto.
No entanto, nos últimos anos tem surgido um outro problema: os “Centros de Bronzeamento Artificial”, vulgarmente conhecidos por solários. Mas o que são os solários? A radiação ultravioleta (UV) provém do sol e de outras fontes, nomeadamente os aparelhos que emitem radiação artificial, utilizados para tratar algumas doenças da pele, mas sob controlo médico e com registo das doses de radiação efectuadas. Os solários são aparelhos que emitem radiação ultravioleta UVA e UVB, pelo que, como fontes artificiais de radiação ultravioleta, são um motivo de preocupação em saúde pública. Assim, o público em geral tem que estar alertado para o problema deste “sol artificial”. Isto porque os frequentadores assíduos de solários têm riscos acrescidos de cancro da pele. A exposição cumulativa aos raios ultravioleta aumenta o risco de cancro de pele, o que significa que os frequentadores de solários têm um risco acrescido, pois somam a exposição solar natural, com a exposição solar artificial. Envelhecimento da pele A exposição solar aguda provoca, a curto prazo, as queimaduras solares, de todos conhecida. Mas, a longo prazo, é o factor (mais importante) responsável pelo envelhecimento da pele, traduzido por rugas e por perda da elasticidade da pele. As radiações ultravioleta podem, ainda, ter efeitos agudos sobre os olhos, com conjuntivite (inflamação da conjuntiva), queratites (inflamação da córnea) e, também, efeitos a longo prazo, como, por exemplo, o aparecimento de pterigium (excrescência, opaca, branca, fixada na córnea). Os doentes com fotossensibilidade (agravadas pelo sol), tal como o lúpus, não podem fazer solário. È importante ter em atenção que alguns medicamentos interagem com o sol, pelo que, perante a radiação, podem desencadear reacções cutâneas. Quando se tomam alguns medicamentos, como, por exemplo, anti-depressivos, antibióticos, anti-diabéticos, bem com alguns cosméticos, a pele pode ficar mais fotossensível e, portanto, reduzir o tempo necessário para ocorrer uma queimadura. Para além destes problemas relacionados com a exposição nos solários, há que ter em conta o fototipo de cada um, ou seja, a classificação dos tipos de pele, em função da sensibilidade a queimaduras por exposição solar. Há 6 tipos de fototipos de pele (I-VI). Esta divisão varia consoante a susceptibilidade a queimaduras e a sua capacidade e bronzeamento. Assim, os fototipos I e II queimam-se sempre e a sua capacidade de bronzeamento é muito discreta; os III e IV já têm menor capacidade para queimaduras e já adquirem algum bronzeado; Os fototipo V ( pessoas de pele escura) e VI ( pessoas de pele negra), já não sofrem queimaduras e podemos chamá-los de melano-protegidos.
Sendo assim, e com a divulgação de solários espalhados pela centros de estética e Spa, os consumidores devem ter informação sobre este assunto tendo em conta que a utilização de solários deveria estar proibida a: – Menores de 18 anos; – Pessoa de fototipo I e II; – Pessoas com muitos nevus (sinais); – Quem tenha lesões causadas pelo sol; – Quem tenha lesões cutâneas malignas ou pré-malignas. Estas pessoas, e os técnicos responsáveis pelos solários, devem ter atenção à medicação e ao uso de cosméticos dos utentes, tendo presente a necessidade de protecção ocular. Não nos podemos esquecer que somos um “país de sol” e que a nossa radiação natural já é suficiente para o nosso bem-estar. Dr.ª Martinha Henrique Serviço de Dermatologia do Hospital de Santo André, Leiria
No entanto, nos últimos anos tem surgido um outro problema: os “Centros de Bronzeamento Artificial”, vulgarmente conhecidos por solários. Mas o que são os solários?
A radiação ultravioleta (UV) provém do sol e de outras fontes, nomeadamente os aparelhos que emitem radiação artificial, utilizados para tratar algumas doenças da pele, mas sob controlo médico e com registo das doses de radiação efectuadas.
Os solários são aparelhos que emitem radiação ultravioleta UVA e UVB, pelo que, como fontes artificiais de radiação ultravioleta, são um motivo de preocupação em saúde pública. Assim, o público em geral tem que estar alertado para o problema deste “sol artificial”. Isto porque os frequentadores assíduos de solários têm riscos acrescidos de cancro da pele.
A exposição cumulativa aos raios ultravioleta aumenta o risco de cancro de pele, o que significa que os frequentadores de solários têm um risco acrescido, pois somam a exposição solar natural, com a exposição solar artificial.
Envelhecimento da pele
A exposição solar aguda provoca, a curto prazo, as queimaduras solares, de todos conhecida. Mas, a longo prazo, é o factor (mais importante) responsável pelo envelhecimento da pele, traduzido por rugas e por perda da elasticidade da pele.
As radiações ultravioleta podem, ainda, ter efeitos agudos sobre os olhos, com conjuntivite (inflamação da conjuntiva), queratites (inflamação da córnea) e, também, efeitos a longo prazo, como, por exemplo, o aparecimento de pterigium (excrescência, opaca, branca, fixada na córnea). Os doentes com fotossensibilidade (agravadas pelo sol), tal como o lúpus, não podem fazer solário.
È importante ter em atenção que alguns medicamentos interagem com o sol, pelo que, perante a radiação, podem desencadear reacções cutâneas. Quando se tomam alguns medicamentos, como, por exemplo, anti-depressivos, antibióticos, anti-diabéticos, bem com alguns cosméticos, a pele pode ficar mais fotossensível e, portanto, reduzir o tempo necessário para ocorrer uma queimadura.
Para além destes problemas relacionados com a exposição nos solários, há que ter em conta o fototipo de cada um, ou seja, a classificação dos tipos de pele, em função da sensibilidade a queimaduras por exposição solar. Há 6 tipos de fototipos de pele (I-VI). Esta divisão varia consoante a susceptibilidade a queimaduras e a sua capacidade e bronzeamento.
Assim, os fototipos I e II queimam-se sempre e a sua capacidade de bronzeamento é muito discreta; os III e IV já têm menor capacidade para queimaduras e já adquirem algum bronzeado; Os fototipo V ( pessoas de pele escura) e VI ( pessoas de pele negra), já não sofrem queimaduras e podemos chamá-los de melano-protegidos.
Sendo assim, e com a divulgação de solários espalhados pela centros de estética e Spa, os consumidores devem ter informação sobre este assunto tendo em conta que a utilização de solários deveria estar proibida a:
– Menores de 18 anos;
– Pessoa de fototipo I e II;
– Pessoas com muitos nevus (sinais);
– Quem tenha lesões causadas pelo sol;
– Quem tenha lesões cutâneas malignas ou pré-malignas.
Estas pessoas, e os técnicos responsáveis pelos solários, devem ter atenção à medicação e ao uso de cosméticos dos utentes, tendo presente a necessidade de protecção ocular. Não nos podemos esquecer que somos um “país de sol” e que a nossa radiação natural já é suficiente para o nosso bem-estar.
Dr.ª Martinha Henrique
Serviço de Dermatologia do Hospital de Santo André, Leiria