Para todos os tipos de pele, a exposição ao sol é um risco que, no entanto, pode ser calculado e até mesmo evitado.
Os raios de sol ao penetrarem na nossa pele fazem-no mais ou menos profundamente, libertando energia. Consequências visíveis imediatas são os chamados escaldões e o envelhecimento cutâneo, mas existe um grande número de perigos cujos efeitos só são perceptíveis a longo prazo. E esses são os mais nefastos.
Hoje, sabemos que a prevenção e a protecção solar são essenciais para evitar o cancro da pele, uma realidadeque exige uma atenção especial por parte de todos.
Para isso, é importante que todos conheçam a sua pele, que saibam se pertencem, ou não, a um grupo de risco. É que, quando descoberto atempadamente, o cancro cutâneo tem uma taxa de cura da ordem dos 95 por cento. E o principal suspeito continua a ser o sol.
A acção solar, e os seus efeitos sobre o Homem é, ao mesmo tempo, benéfica (permitindo sobretudo a síntese da vitamina D, indispensável ao desenvolvimento ósseo, e facilitando o bem estar psíquico do indivíduo, a sua alegria de viver), e nociva (provocando o envelhecimento cutâneo e o aparecimento de cancros da pele).
Não nos podemos esquecer que aquilo que pode ser uma fonte de prazer, de vida e de beleza pode causar sofrimento e por vezes até a morte. Por isso, sem alarmes exagerados, é preciso, redescobrir o sol e dele se proteger. Pode parecer uma contradição, mas a verdade é que não é de mais referir que as exposições devem ser prudentes e limitadas de acordo com cada tipo de pele. Porque cada caso é diferente e é “obrigatório” que cada um conheça o seu.
Conheça a sua pele
A pele é o maior órgão humano e o primeiro a tomar contacto com todas as agressões externas. Trata-se de um órgão verdadeiramente complexo, uma espécie de escudo protector que permite a nossa sobrevivência.
A sua composição específica revela qualidades fundamentais como a elasticidade, a solidez, a impermeabilidade e a capacidade de eliminar o calor. Sob o efeito do sol, agressão externa responsável por mais de 90 por cento dos cancros cutâneos, a pele reage de diferentes maneiras, segundo a sua especificidade.
Existem seis tipos de pele (de I ao VI). São os chamados fototipos, que exigem níveis de protecção distintos, suportam tempos diferentes de exposição solar e acarretam mais ou menos riscos de desenvolvimento de cancros cutâneos.
Pessoas com cabelos louros ou ruivos, olhos azuis ou verdes, pele muito clara e sensível são propensas a apanhar os chamados escaldões, praticamente não se bronzeiam ou só com muita dificuldade pertencem ao fototipo I e II.
Já aqueles que possuem cabelos castanhos, pele clara, olhos claros ou escuros, mas adquirem um bronzeado gradual incluem-se no fototipo III, um grupo que também não está livre dos escaldões.
Com fototipo IV, incluem-se as pessoas com cabelos castanhos ou pretos, pele morena e olhos escuros. Têm a pele pouco sensível ao sol e raramente sofrem queimaduras, mas não estão ao abrigo de um envelhecimento cutâneo precoce.
A vida é de facto mais facilitada para quem tem cabelos pretos, pele escura, olhos castanhos escuros (fototipo V) e, sobretudo, para quem apresenta cabelos, olhos e pele negros (fototipo VI).
[Continua na página seguinte]
Como proceder
Para evitar as queimaduras solares devemos ter alguns cuidados que não é de mais repetir. Se não se expuser ao sol entre as 11h00 e as 17h00 essa tarefa será facilitada. Comece por apanhar sol durante curtos períodos de tempo, que podem ser aumentados progressivamente, mas nunca em excesso.
O protector deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar e voltar a ser aplicado de duas em duas horas e, em especial, depois de cada banho. Escolha um índice de protecção solar de acordo com o seu fototipo (tipo de pele) e redobre todos estes cuidados se a sua pele for clara, sensível e se tiver facilidade para apanhar escaldões, ou se tiver antecedentes familiares de cancro da pele. Não deixe de examinar a sua pele com regularidade.
Com as crianças os cuidados ainda devem ser maiores. Não as exponha ao sol se tiverem menos de três anos e nunca esqueça a utilização de um fotoprotector. Vista-lhes uma t-shirt e não as deixe andar sem um chapéu de aba larga e óculos de sol.
Esteja atento
Além das exposições solares excessivas, e da maior ou menor sensibilidade da pele, factores de risco importantes são ainda a utilização indiscriminada de solários (bronzeamento artificial) e antecedentes pessoais ou familiares de melanoma.
Especial atenção merecem as chamadas manchas pigmentadas (melanócitos), sinais, sardas, manchas mais escuras. A maior parte destes sinais é benigna. Mas qualquer alteração recente do seu tamanho, forma, cor, começar a sentir prurido ou verificar que há vermelhidão ou sangramento pode ser um indício de eventual malignização.
O número de melanomas detectados tem aumentado de ano para ano. Mas, diagnosticado a tempo, a sua percentagem de cura é muito elevada, chegando mesmo a atingiros 95 por cento, pois permite evitar o aparecimento de metástases, que possam comprometer o êxito do tratamento. Torna-se assim fundamental a observação periódica dos sinais.
Um auto-exame regular, com a ajuda de um espelho inteiro e de um espelho de mão, é a melhor forma de nos familiarizarmos com as manchas pigmentadas. O método a utilizar é simples e podemos chamar-lhe ABCDE: ao observar cada sinal da sua pele tenha em atenção a sua Assimetria (algumas variedades de melanomas iniciais são assimétricos, traçando uma linha a meio da lesão, e as duas metades são diferentes, enquanto os sinais benignos são simétricos e mesmo traçando uma linha a meio, as duas metades são iguais), verifique o seu Bordo (se o contorno for regular a sua origem deverá ser benigna, se, pelo contrário, for irregular, pode corresponder a um melanoma em fase inicial), repare na Cor do sinal (os sinais benignos são homogéneos enquanto os malignos mudam de cor), analise o Diâmetro (os sinais vulgares não sofrem alteração do diâmetro – normalmente inferior a seis milímetros -, o melanoma apresenta alteração de diâmetro). Analise se houve Evolução recente.
[Continua na página seguinte]
Factores de risco
• Antecedentes pessoais e familiares de melanoma;
• Múltiplos sinais;
• Pele clara, olhos claros, tendência para formar sardas;
• Cabelo ruivo ou louro;
• Queimadura fácil ao sol, bronzeamento difícil;
• Exposições ao sol irregulares e intensas;
• Actividades ao ar livre;
• Exposições indiscriminadas aos UVA, solários.
Sinais de perigo
A maior parte dos sinais são manchas de células pigmentadas (melanócitos) que vão aparecendo na pele. Apenas um pequeno número é de nascença; a maioria vai surgindo com o tempo e com o crescimento, tendo um aumento durante a adolescência.
Num adulto existem aproximadamente 25 sinais em todo o corpo. O número de manchas pigmentadas depende da hereditariedade do indivíduo, das exposições ao sol e de outros factores como por exemplo a gravidez.
Um sinal irregular não é obrigatoriamente maligno, mas pode ter um maior risco de transformação maligna. Um melanoma maligno é uma proliferação de células pigmentadas atípicas. Pode desenvolver-se a partir de um simples sinal, mais frequentemente se for irregular. Noutros casos, surge espontaneamente sobre a pele sã.
O número de melanomas diagnosticados tem aumentado de ano para ano. A sua detecção deverá ser numa fase inicial para impedir o aparecimento de metástases (aparecimento de células cancerígenas noutros órgãos), que comprometem o sucesso do tratamento.
O melanoma maligno parece estar mais associado à exposição solar intermitente, aguda e intempestiva, muitas vezes acompanhada de queimaduras solares (“escaldões”).
Os raios de sol ao penetrarem na nossa pele fazem-no mais ou menos profundamente, libertando energia. Consequências visíveis imediatas são os chamados escaldões e o envelhecimento cutâneo, mas existe um grande número de perigos cujos efeitos só são perceptíveis a longo prazo. E esses são os mais nefastos.
Hoje, sabemos que a prevenção e a protecção solar são essenciais para evitar o cancro da pele, uma realidadeque exige uma atenção especial por parte de todos.
Para isso, é importante que todos conheçam a sua pele, que saibam se pertencem, ou não, a um grupo de risco. É que, quando descoberto atempadamente, o cancro cutâneo tem uma taxa de cura da ordem dos 95 por cento. E o principal suspeito continua a ser o sol.
A acção solar, e os seus efeitos sobre o Homem é, ao mesmo tempo, benéfica (permitindo sobretudo a síntese da vitamina D, indispensável ao desenvolvimento ósseo, e facilitando o bem estar psíquico do indivíduo, a sua alegria de viver), e nociva (provocando o envelhecimento cutâneo e o aparecimento de cancros da pele).
Não nos podemos esquecer que aquilo que pode ser uma fonte de prazer, de vida e de beleza pode causar sofrimento e por vezes até a morte. Por isso, sem alarmes exagerados, é preciso, redescobrir o sol e dele se proteger. Pode parecer uma contradição, mas a verdade é que não é de mais referir que as exposições devem ser prudentes e limitadas de acordo com cada tipo de pele. Porque cada caso é diferente e é “obrigatório” que cada um conheça o seu.
Conheça a sua pele
A pele é o maior órgão humano e o primeiro a tomar contacto com todas as agressões externas. Trata-se de um órgão verdadeiramente complexo, uma espécie de escudo protector que permite a nossa sobrevivência.
A sua composição específica revela qualidades fundamentais como a elasticidade, a solidez, a impermeabilidade e a capacidade de eliminar o calor. Sob o efeito do sol, agressão externa responsável por mais de 90 por cento dos cancros cutâneos, a pele reage de diferentes maneiras, segundo a sua especificidade.
Existem seis tipos de pele (de I ao VI). São os chamados fototipos, que exigem níveis de protecção distintos, suportam tempos diferentes de exposição solar e acarretam mais ou menos riscos de desenvolvimento de cancros cutâneos.
Pessoas com cabelos louros ou ruivos, olhos azuis ou verdes, pele muito clara e sensível são propensas a apanhar os chamados escaldões, praticamente não se bronzeiam ou só com muita dificuldade pertencem ao fototipo I e II.
Já aqueles que possuem cabelos castanhos, pele clara, olhos claros ou escuros, mas adquirem um bronzeado gradual incluem-se no fototipo III, um grupo que também não está livre dos escaldões.
Com fototipo IV, incluem-se as pessoas com cabelos castanhos ou pretos, pele morena e olhos escuros. Têm a pele pouco sensível ao sol e raramente sofrem queimaduras, mas não estão ao abrigo de um envelhecimento cutâneo precoce.
A vida é de facto mais facilitada para quem tem cabelos pretos, pele escura, olhos castanhos escuros (fototipo V) e, sobretudo, para quem apresenta cabelos, olhos e pele negros (fototipo VI).
[Continua na página seguinte]
Como proceder
Para evitar as queimaduras solares devemos ter alguns cuidados que não é de mais repetir. Se não se expuser ao sol entre as 11h00 e as 17h00 essa tarefa será facilitada. Comece por apanhar sol durante curtos períodos de tempo, que podem ser aumentados progressivamente, mas nunca em excesso.
O protector deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar e voltar a ser aplicado de duas em duas horas e, em especial, depois de cada banho. Escolha um índice de protecção solar de acordo com o seu fototipo (tipo de pele) e redobre todos estes cuidados se a sua pele for clara, sensível e se tiver facilidade para apanhar escaldões, ou se tiver antecedentes familiares de cancro da pele. Não deixe de examinar a sua pele com regularidade.
Com as crianças os cuidados ainda devem ser maiores. Não as exponha ao sol se tiverem menos de três anos e nunca esqueça a utilização de um fotoprotector. Vista-lhes uma t-shirt e não as deixe andar sem um chapéu de aba larga e óculos de sol.
Esteja atento
Além das exposições solares excessivas, e da maior ou menor sensibilidade da pele, factores de risco importantes são ainda a utilização indiscriminada de solários (bronzeamento artificial) e antecedentes pessoais ou familiares de melanoma.
Especial atenção merecem as chamadas manchas pigmentadas (melanócitos), sinais, sardas, manchas mais escuras. A maior parte destes sinais é benigna. Mas qualquer alteração recente do seu tamanho, forma, cor, começar a sentir prurido ou verificar que há vermelhidão ou sangramento pode ser um indício de eventual malignização.
O número de melanomas detectados tem aumentado de ano para ano. Mas, diagnosticado a tempo, a sua percentagem de cura é muito elevada, chegando mesmo a atingiros 95 por cento, pois permite evitar o aparecimento de metástases, que possam comprometer o êxito do tratamento. Torna-se assim fundamental a observação periódica dos sinais.
Um auto-exame regular, com a ajuda de um espelho inteiro e de um espelho de mão, é a melhor forma de nos familiarizarmos com as manchas pigmentadas. O método a utilizar é simples e podemos chamar-lhe ABCDE: ao observar cada sinal da sua pele tenha em atenção a sua Assimetria (algumas variedades de melanomas iniciais são assimétricos, traçando uma linha a meio da lesão, e as duas metades são diferentes, enquanto os sinais benignos são simétricos e mesmo traçando uma linha a meio, as duas metades são iguais), verifique o seu Bordo (se o contorno for regular a sua origem deverá ser benigna, se, pelo contrário, for irregular, pode corresponder a um melanoma em fase inicial), repare na Cor do sinal (os sinais benignos são homogéneos enquanto os malignos mudam de cor), analise o Diâmetro (os sinais vulgares não sofrem alteração do diâmetro – normalmente inferior a seis milímetros -, o melanoma apresenta alteração de diâmetro). Analise se houve Evolução recente.
[Continua na página seguinte]
Factores de risco
• Antecedentes pessoais e familiares de melanoma;
• Múltiplos sinais;
• Pele clara, olhos claros, tendência para formar sardas;
• Cabelo ruivo ou louro;
• Queimadura fácil ao sol, bronzeamento difícil;
• Exposições ao sol irregulares e intensas;
• Actividades ao ar livre;
• Exposições indiscriminadas aos UVA, solários.
Sinais de perigo
A maior parte dos sinais são manchas de células pigmentadas (melanócitos) que vão aparecendo na pele. Apenas um pequeno número é de nascença; a maioria vai surgindo com o tempo e com o crescimento, tendo um aumento durante a adolescência.
Num adulto existem aproximadamente 25 sinais em todo o corpo. O número de manchas pigmentadas depende da hereditariedade do indivíduo, das exposições ao sol e de outros factores como por exemplo a gravidez.
Um sinal irregular não é obrigatoriamente maligno, mas pode ter um maior risco de transformação maligna. Um melanoma maligno é uma proliferação de células pigmentadas atípicas. Pode desenvolver-se a partir de um simples sinal, mais frequentemente se for irregular. Noutros casos, surge espontaneamente sobre a pele sã.
O número de melanomas diagnosticados tem aumentado de ano para ano. A sua detecção deverá ser numa fase inicial para impedir o aparecimento de metástases (aparecimento de células cancerígenas noutros órgãos), que comprometem o sucesso do tratamento.
O melanoma maligno parece estar mais associado à exposição solar intermitente, aguda e intempestiva, muitas vezes acompanhada de queimaduras solares (“escaldões”).